Irmao Nao Va embora
.entre nós.
Eu não sei o que a gente é agora.
E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.
Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.
Mas agora?
Agora eu não sei.
E eu odeio não saber.
Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.
Porque já não sei se ainda posso.
É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.
Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.
Uma música tocando no aleatório.
Uma rua.
Um horário.
Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.
E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.
Quase sempre escolho o silêncio.
Não porque eu não queira falar.
Talvez justamente porque eu queira demais.
Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.
Só quero saber.
Você ainda ri daquele jeito?
Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?
Ainda pensa em mim às vezes?
E se pensa...
é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?
Eu não tenho coragem de perguntar.
Então invento respostas.
É mais fácil.
Às vezes imagino que você sente falta.
Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.
E, dependendo do dia, acredito nas duas.
Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.
Não uma vontade desesperada de voltar.
Só uma curiosidade persistente.
A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.
E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.
Não se a gente vai voltar.
Não se deveria ter sido diferente.
Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.
Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.
Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.
Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.
Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.
Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.
Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:
depois de tudo que fomos,
ainda existe um “nós” em algum lugar?
Ou pelo menos...
ainda somos amigos?
quando o acaso decidir
Talvez o mais estranho entre duas pessoas não seja aquilo que aconteceu.
É aquilo que continua acontecendo depois.
Uma foto qualquer pode carregar uma história inteira. Uma pessoa pode aparecer ao lado de outra, sorrindo, sem intenção nenhuma além daquele instante, e ainda assim atravessar uma tela e parar justamente onde não deveria. Em algum lugar, alguém vê. Reconhece. Sente alguma coisa que talvez nem queira admitir. E responde de um jeito pequeno, quase casual, como quem tenta esconder o tamanho daquilo numa frase.
Engraçado como algumas pessoas ainda conseguem fazer isso.
Mesmo longe.
Mesmo depois de tudo.
Mesmo quando já não existe mais motivo para prestar atenção.
Talvez porque certas histórias nunca tenham aprendido a terminar direito.
Elas só mudam de lugar.
Saem das conversas e vão parar nas músicas. Saem dos encontros e aparecem numa foto. Saem da rotina e, de vez em quando, voltam pela boca de alguém que nem fazia parte da história.
E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tão familiares mesmo quando estão vivendo uma vida completamente diferente da nossa.
Como se existisse uma versão do mundo em que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente.
Um segundo a mais.
Uma escolha a menos.
Um medo que não tivesse vencido.
Uma mensagem enviada na hora certa.
Uma porta que alguém tivesse decidido não fechar.
Nesse mundo, talvez fosse simples.
Talvez vocês se encontrassem sem precisar fingir que não estavam procurando um ao outro.
Talvez não existisse esse cuidado exagerado com o que sentir, com quem vê, com quem sabe, com quem aparece numa foto ao lado de quem.
Mas aqui é diferente.
Aqui vocês aprenderam a conviver com a estranha habilidade de ainda significarem alguma coisa sem precisar dizer exatamente o quê.
E talvez você nunca descubra se aquela reação foi ciúme, saudade, curiosidade ou apenas aquele pequeno incômodo que aparece quando alguém percebe que a pessoa que um dia ocupou um lugar importante continua existindo muito bem sem pedir licença.
Talvez nem ela saiba.
E tudo bem.
Porque existem sentimentos que não precisam de nome para serem verdadeiros.
Às vezes basta uma foto.
Uma amiga em comum.
Uma mensagem atravessada.
Um “não” disfarçado de brincadeira.
E pronto.
O passado abre os olhos por alguns segundos.
Depois volta a dormir.
Eu gosto de pensar que, se realmente existe outra vida, talvez ela não seja uma segunda chance.
Talvez seja apenas um lugar onde certas pessoas conseguem se encontrar sem carregar tudo aquilo que carregaram nessa.
Sem orgulho.
Sem medo.
Sem a necessidade de parecer indiferente.
Sem precisar transformar sentimento em silêncio só porque ninguém sabe muito bem o que fazer com ele.
E talvez, nessa outra vida, quando alguém mandar uma foto dizendo “olha com quem eu estou”, a outra pessoa não precise fingir que não se importou.
Talvez ela apenas sorria.
Porque, no fundo, algumas pessoas não desaparecem.
Elas só deixam de ser presença e passam a ser possibilidade.
E existe uma diferença enorme entre esquecer alguém e aprender a viver sem essa pessoa.
Acho que é isso que ainda me intriga em nós.
Não saber se foi uma história que terminou…
ou apenas uma história que chegou cedo demais.
Talvez em outra vida a gente descubra.
Ou talvez não.
Mas, se algum dia você ler isso e sentir que tem alguma coisa familiar demais nessas palavras, talvez seja porque certas histórias têm esse problema:
mesmo quando ninguém fala o nome,
elas sabem exatamente de quem estão falando.
Bom dia! Que nosso dia seja protegido de tudo aquilo que não enxergamos, mas que sentimos como energias densas. Amém!
to cansada, eu queria morrer, pq eu ainda to aqui, eu nao sei, eu to cansada de sorrir, fingir que ta tudo bem, e nao conseguir desabafar com pessoas que conheco, eu so quero desistir.
A lei que te permite roubar não te torna justo, só porque ela é lei.
Porque o roubo é roubo, ainda que seja praticado ao abrigo de uma lei.
E esta mensagem dirijo-a, sem rodeios, às famílias que, quando os seus filhos morrem, tomam para si os bens por eles deixados, deixando as viúvas e os filhos sem teto ou sem qualquer outro bem que o esposo tenha deixado para o sustento da família que construiu, e justificam esse comportamento com leis ou costumes da sua cultura.
Deus vos punirá um dia. Fiquem a saber disso.
Adilson Manuel
Morte, Fonte De Fé Não Salvífica
A morte é uma fiel cooperadora do evangelho, ela confirma a veracidade do evangelho em que acreditámos ou deixamos de acreditar.
Pelo que na morte o ateísmo perde a vida, e uma multidão de incrédulos se torna crédula.
Porém a fé gerada na morte já não pode salvar.
Ela não é um meio pelo qual recebemos a graça para a salvação.
É somente a confirmação de que o evangelho é verdadeiro – nada mais.
08/04/2026 "13h:25"
Adilson Manuel
Aquele que com os olhos abertos não vê o que está bem nítido não precisa de mais nada, se não lavar os próprios olhos para ver.
“Há dores que não pedem respostas; apenas uma presença capaz de permanecer diante da porta, até que a solidão encontre coragem para abri-la.”
— Os`Cálmi
Santa Catarina carrega uma rica herança alemã, italiana e açoriana, mas isso não deveria servir de motivo para alimentar exclusão. A minoria de catarinenses que insiste em se sentir "mais europeus que brasileiros" pratica uma xenofobia mesquinha, que envergonha a história do próprio estado. O Brasil é diversos, e negar o direito de ir e vir a outros brasileiros é cuspir no prato da própria identidade nacional.
Benê Morais
Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.
A Conta que Não Fecha
Interromper o que mal começou dói de um jeito estranho
Não é a saudade do que fomos, é o luto pelo que poderíamos ter sido.
Ficou o vazio.
Uma gaveta meio aberta, um resto de café que esfriou no copo,
o eco de uma promessa que nem chegou a virar história.
Dói aqui dentro, no meio do peito,
esse espaço oco onde a decepção resolveu morar.
Eu queria acreditar nas palavras bonitas,
mas o peso do mundo real falou mais alto.
E nas entrelinhas do que vivemos,
percebi que a conta nunca seria de afeto,
mas de **status**, de **prover**, de **ter**.
Dói aceitar que fui visto como um degrau,
como um porto seguro para o bolso, não para a alma.
Ser usado deixa um amargor que o orgulho demora a limpar.
E a incerteza me dá raiva, mas a intuição não mente:
quando o interesse pesa mais que a entrega, o amor nem chega a nascer.
Por isso, puxo o freio agora.
É a melhor escolha para o momento,
mesmo que o peito ainda arda de incerteza.
Prefiro o silêncio da minha solidão
do que o barulho de ser amado apenas pelo que posso oferecer.
*O meu valor nunca foi cifrão.*
*Fecho a porta antes do fim, para salvar que sobrou de mim.*
