Irmao Nao Va embora

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⁠"Já não te faço poesia,
Já não moras aqui dentro.
Da casa do amor, vazia,
Joguei teu retrato ao vento
Do fogo antigo que ardia,
Sobrou cinza, desalento,
E uma história tardia,
De vida e pertencimento.
Já não te faço poesia,
Não te lembro, nem lamento
Rasguei o sonho que havia
E enterrei no esquecimento."

Lori Damm ("Leaozinho", Contos, Crônicas & Poesia)

Nosso corpo tem prazo de validade, mas a nossa alma não. Deixar que partam antes os nossos sonhos, a nossa alegria e a nossa fé, é se despedir da vida aos pedaços, é abandonar o espírito antes do corpo, é ignorar que somos feitos de eternidade.
Que nada do que temos de mais precioso se perca antes de nós: a vida que Deus nos deu.
Lori Damm

Em agosto
É pressuposto
Que gato de bruxa
E cachorro louco
Tem e não é pouco!
Lori Damm

O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.

Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.

Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.

A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.

E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.

Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.

A Bênção está na gratidão, não em pedidos.

As ideias não mudam o homem; é o homem que muda, e então descobre que suas ideias já não lhe servem.

Não se curve ao mundo como ele é. O mundo muda — e muda pela mão de quem ousa.

A verdadeira virtude consiste em recusar o que viola a dignidade humana; não é sabedoria tolerar aquilo que destrói a justiça.

Empresário não “gera emprego” do mesmo jeito que sanguessuga não “gera sangue”. O emprego existe porque a empresa precisa funcionar, simples assim. Não é filantropia, não é altruísmo, não é milagre do empreendedor iluminado é necessidade operacional. Ninguém abre vaga por bondade no coração ou por amor ao próximo; abre porque sem gente trabalhando a engrenagem trava. E sem trabalhadores, o dinheiro do empresário não “empreende” sozinho: não produz, não cria, não se multiplica fica lá, mofando no banco, rendendo migalhas enquanto ele descobre, horrorizado, que capital sem trabalho é só um número triste numa tela.

O maior milagre de deus não é a ressurreição, é ter convencido suas vítimas de que elas devem agradecê-lo pelo chicote.

Se deus fosse realmente infinito, não se ofenderia com perguntas tão pequenas quanto as humanas.

A fé não nasce do mistério, nasce do medo de encarar o vazio sem anestesia.

Um deus que exige obediência absoluta não quer amor, quer servidão.

Deus é a desculpa metafísica dos covardes que não suportam assumir a própria crueldade.

Um deus que precisa de templos, dízimos e censura não é eterno, na verdade, ele é um negócio.

A crença em deus não salva o mundo; salva apenas a consciência suja de quem se recusa a mudá-lo.

Adorar um deus que exige sacrifícios é como pagar proteção para a máfia: você não o ama, você só tem medo que ele quebre as suas pernas.

Niilismo é a masturbação intelectual de quem descobriu que a vida não tem manual de instruções e decidiu que, então, não vale a pena jogar o jogo.

A verdade não liberta; ela apenas redefine os limites da sua cela para que você saiba exatamente onde vai bater a cabeça.

Se a inteligência fosse realmente um traço evolutivo de sucesso, a espécie humana não passaria tanto tempo inventando deuses para pedir desculpas por existir.