Irmao Nao Va embora
Acalme o rapaz,
pois não estamos mais nos tempos medievais
Coloquem as crianças na escola
não permitam que elas aprendam fora
Os homens se tornaram um perigo
A revolta dos goyim do Egito
Hoje estamos aqui novamente
Sem memória, sem história
Mas lembranças emocionais
De uns dias não atuais
Queime o bezerro de ouro
E todo sangue derramado
Queda a Moloque
Que os filhos do sol cresçam livres desses répteis
Que os filhos do sol cresçam livres dessas cobras
Com asas, com bombas
Com armas, soldados
Com mídias e bancos
Empresas, estados
Se Jesus voltasse já teria sido bombardeado em gaza
Se Jesus voltasse a maioria desses crentes nem se importaria
Se Jesus voltasse teria sido considerado terrorista
Por julgar e apontar os mesmos que explodem crianças na Palestina
Eles se infiltraram como parasitas e sangue-ssugas
Aproveitando da inocente fé dos mais simples Que acham que seguem a Cristo
Mas seguem aqueles que mataram Cristo
A ternura é a linguagem que o coração usa quando as palavras não são suficientes para expressar o respeito.
O amor de espírito não tem pressa, ele sabe que o que é verdadeiro encontra seu tempo para florescer.
NADA COMO ANTES
De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.
Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.
Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.
FANTASMA NO VAGÃO
Autor: Góis Del Valle
Já não sei dizer quanto tempo faz.
O prazo terminou, final de uma ilusão.
Não posso mentir pro meu coração.
Alimentar a velha dor, a dor de uma paixão.
Não sou mais o mesmo de ser.
Tinha que morrer pra renascer.
Todo tempo é pouco pra viver a
esperança de sentir um novo amor,
nova paixão. Viver feliz é ser feliz com
o seu novo amor.
Não me importo mais com os fantasmas
no vagão, perdidos pela noite em vão, soprando
minha vela então. Não posso mentir, talvez
admitir, alimentar a velha dor... A dor de uma paixão.
A verdadeira compaixão não busca plateia, nem transforma a dor alheia em espetáculo; ajuda em silêncio, porque sabe que a dignidade vale mais do que a exibição de um ato.
