Irmao Nao Va embora
Solidão não tem relação com presenças ou ausências... É um estado subjetivo de não sentir-se satisfeito consigo mesmo, que passeia entre baixa autoestima e a insegurança do não se conhecer.
"Aprendi a controlar atitudes somente, e olhe lá,sentimentos e desejos não são passíveis de controle,nem faço questão de esconder,me orgulho da grande sensibilidade,prefiro estas profundidades todas, do que um vazio infinito, prefiro assumir e ser transparente do que ocultar, até pelo fato de que onde é que existem esconderijos para oceanos?"
Era um labirinto... mas não tão somente um labirinto, em se tratando de mim, era um labirinto onde a única saída era um abismo, esmurrei as paredes do labirinto, voei,me espatifei,ninguém juntou meus pedaços só eu mesma, estava na solidão da dor de me quebrar,quando me reconstruí, eu queria APENAS um sorvete de casquinha,a timidez de seu olhar, seu sorriso sem saber o que fazer comigo, e um monte de sonhos bobos...
"O que não se mostra na vitrine do face book, se vive off line,nem parece nada, apenas é.E por ser,toma consistência...na consciência de que as horas não voltam... Às vezes são mais vigentes que imagens, são verdades, a dois,que não ficam para depois,nem congelado num post...talvez projetado num livro, num romance ou poesia, e assim eu me sinto completamente feliz, a felicidade longe das redes sociais está seguramente protegida "
Quem teme a morte não sabe que morrer é fácil, viver é que é difícil, os racionais temem a vida, e os emotivos temem a morte,temer a vida significa ter consciência de todos os obstáculos, superar não se faz com folga...
É preciso ter força, não importa o quão pesado possa ser o julgamento alheio, e sim o quão leve possa ser a consciência,e tanto quanto se sabe aonde dói a alma quando se busca preencher um vazio.
Impérios caem, mundos se transformam e tudo não passa de uma questão de tempo.
"Crer em Jesus não é seguir uma religião; é viver um encontro que transforma o coração. Religiões podem estabelecer regras, mas Jesus nos convida a uma relação de amor, misericórdia e esperança. Mais do que pertencer a uma instituição, o essencial é caminhar com Ele e refletir esse amor na forma como tratamos ai semelhante, animais e natureza de um modo geral."
Ian, 12 anos!
"E se o mundo fosse acabar amanhã…
eu não me arrependeria de nada.
Porque todos os dias
eu me entreguei por inteiro."
Para Lana e Ian
"A minha vida é um livro aberto onde todos podem apreciar. Porém, não me subestime às páginas em branco são onde constam os segredos e não tem nada escrito, justamente para ninguém ler... "
Edineurai SaMarSi
Parada de ônibus
Sentada na parada...
Não espero nada,
a não ser o tempo passar
e as lágrimas secarem.
O tráfego passa...
Será que não vê
que ele foge de você?
Apenas penso...
Matemática pura:
não há encontro
sem procura.
Ônibus, carros, tudo passa...
Mas não vejo mais nada.
Só o brilho dos seus olhos
e o seu sorriso.
A parada se enche e esvazia.
Uma multidão de estranhos.
Aos poucos, todos se vão —
mas eu, não.
A saudade chega,
de novo, com força,
atormentando o coração.
Agora tenho que ir...
O transporte se aproxima,
mas uma lágrima insiste.
Vou no próximo. Desisti.
Um sol gostoso beija meu rosto,
o vento brinca nos cabelos...
Mais um coletivo passa.
Finjo que não vejo.
A parada guarda meus segredos:
as horas passadas,
o rosto molhado,
o desespero contido.
Agora, sim, tenho que ir...
Me olho no espelho,
vejo se tudo está "ok",
se os olhos seguem vermelhos.
Alheia... procurando, esperando
o que o coração tanto anseia.
A parada é fria e solitária —
ou sou eu?
O ônibus chega.
Entro.
E vou.
Edineurai SaMarSi
O frio que vem de dentro
Aqui está bem frio.
Faz uns três anos que não ficava assim.
Mas não é a esse frio que me refiro.
O meu vem de dentro —
de uma saudade,
de uma ausência...
É a falta de algo que nunca tive,
não nesta vida...
e nem sei dizer em qual deve ter sido,
mas meu corpo sente —
e não desiste.
Fui dormir,
e meu peito queimava gelado,
se expandindo por todo o corpo,
me deixando gélida.
E não há edredons,
nem cobertores que me aqueçam,
até que eu durma
e, finalmente, o esqueça...
Anjos na Terra
O que torna uma pessoa especial
não é a sua deficiência ou suas limitações
— é algo muito além disso.
E, quando todos compreenderem isso,
com certeza o mundo será um lugar melhor,
pois toda essa maldade
chamada preconceito
irá se dissipar...
"Você não vai se apaixonar por mim...
Vai se lembrar —
lembrar de quem eu sou
e do que significo
na sua vida."
É mesmo você?
Por que confunde a minha mente
com dúvidas que não me pertencem?
Se não é você quem eu procuro,
por que então te encontrei?
Antes mesmo de tudo...
Foi por você que me apaixonei!
Por que tenta fugir e se esconder,
só porque é algo novo
e você não consegue entender?
Nem tudo é matemática,
nem tudo está na ponta do lápis...
Às vezes, é bem simples:
a resposta é só seguir o coração.
Brigar consigo mesmo
é sofrer duas vezes —
na verdade, três.
Porque o meu sofrimento
também se torna o seu...
Não tenho dúvidas do meu amor.
A pergunta é: é você quem devo amar?
É você quem está na linha do meu destino?
Está escrito nas estrelas
que lá fomos ligados?
Te encontrar é me perder...
é começar a sofrer.
Se me traz incertezas
e me faz questionar
se é mesmo você!
A borboleta Azul
Ela tem tantos poemas...
Que nunca pensei...
Muitos já a viram...
Não foi só eu...
Li vários significados
Não sei se são todos verdades...
Alguns gostaria que sim...
Outros, talvez....
O que sei é que...
Foi uma sensação maravilhosa...
Algo mágico...
E não sei se mereço...
O direito de presenciar
Um milagre assim...
E isso me assusta...
E penso: "Quem sou eu?"
"Para vivenciar todo esse encanto..."
"Um pequeno grão de areia..."
E que é, incrivelmente, real...
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade...
Ela pousa em mim...
O meu coração se renova...
E enche de uma alegria inexplicável...
Me sinto completa...
Me sinto num mundo de fantasia...
De faz de conta...
Ela levanta vôo...
Dança feliz...
E em nenhum momento
Pensei em possuí la...
Porque a maravilha...
É a vida...
E está em ser livre...
Penso que talvez
Seja um sonho...
Do qual nunca quero acordar...
Não vi só beleza...
Vi magia...
Abaixo a cabeça novamente...
E, humildemente, agradeço...
"Obrigada, meu Deus!¡!"
"Obrigada, Borboleta Azul..."
Eu não os dei a vida...
Eles deram a minha...
... Morria um pouquinho cada vez que pensava que não poderia ter filhos...
Até hoje ainda não absorvi a emoção de te los em meus braços é uma fusão louca de "tantos" sentimentos...
Já os amava antes de serem concebidos, já os conhecia, já os esperava... Sempre fizeram parte da minha vida...
Não é biológico, nem cultural é destino...
Eu não os dei a vida... Eles deram a minha...
Vivi o suficiente para compreender que a minha vida seria vazia...
Como que se faltasse sempre algo...
Algo que não foi preenchido com o passar dos anos...
Nem com grandes viagens ou com qualquer outra coisa....
Se tem explicação eu não sei...
Assim como não entendo quem não sente ou sentiu isso...
Me sinto completa...
Eles me completam...
Não sei se isso basta...
Porém, me basta...
"Não é que "endeusamos" as pessoas quando morrem, apenas damos focos a elas e percebemos o quanto eram presentes na nossa vida e como eram importantes...
Mas, então, vemos que já é muito tarde e só basta lamentar pelo o que poderia ter feito e não fez..."
Irene , Chamas Gêmeas.
Irene, escrava boa, obediente...
Lá vai Irene, cuja bondade não existe...
Ela tem, sim, um coração partido...
Essa alma calada que um dia gritou,
não só por liberdade, mas por um amor...
Não um amor qualquer, mas o único daquela mulher...
Aquele a quem deu a vida e todos os seus instintos...
E, em troca, abandonada, com o coração vazio...
Lá vai Irene, que de bondade não tem nada, só uma vida amargurada...
Essa é Irene, que um dia sonhou...
Não sabe Irene que escravos não têm direito ao amor?!?!
Um dia, Irene se foi... Do mesmo jeito que viveu... Em total desespero...
E nessa hora a imagem do seu amor se revelou...
Um misto de dor e alegria... Enquanto uma lágrima caía...
Lá vai Irene, cuja bondade não tem nada...
Quem sabe reencontre-o pela eternidade.
Lá vai Irene... Irene não vai para o céu...
Ela volta em outra época... Para conquistar o que por direito é seu...
Irene não é mais Irene... Ela agora tem outra vida...
A sua voz ninguém vai calar...
Ela luta e grita... E de novo o seu amor vai reencontrar...
Outra realidade encarar...
Ela não é mais uma escrava...
Mas ainda uma linda mulher...
Porém, por ironia do destino,
o seu eterno amor também é...
Eita, Irene, como vai brigar e vencer...
Se de novo um amor proibido vai ter?!?
Você tem a sua própria vontade
e o seu próprio querer.
Se lutassem juntas, poderiam prevalecer...
Mas, de novo sozinha...
A vida toda vai viver...
A morte não é o fim...
E outra jornada vai chegar...
Essa é resignada e espera, até se cansar...
Aí, vai à luta... Para vencer ou se arrepender...
Essa não se importa...
Só não consegue ficar esperando
por algo que ela mesma pode fazer...
O seu amor pode fugir e até se esconder...
Mas dessa vez... Seu medo ele vai esquecer...
Um medo muito antigo...
Mas que tudo se explica...
Ele, branco, europeu...
Ela, índia, guerreira...
Lutaram, enfrentaram a todos...
Ele a defendeu...
E, em troca, a vida perdeu...
Alma sentida por tantas eras...
Mas hoje é diferente...
Não devem obediência a tanta gente...
As convenções não podem assustar...
E, finalmente, juntos vão apenas amar!?!?
Dia das Mães –
Um Amor Que Já Existia
Morria um pouquinho cada vez que pensava que não poderia ser mãe.
Era como se o mundo perdesse cor, como se algo em mim soubesse que faltava o essencial — mesmo sem nunca ter existido.
E então, um dia, eles chegaram.
E desde então, vivo em espanto.
Ainda não absorvi por completo a emoção de tê-los gerado, de senti-los em meus braços.
É uma mistura insana de sentimentos, uma avalanche que me transborda em silêncio.
Já os amava antes.
Antes de tudo.
Antes da vida, antes da matéria, antes de qualquer forma.
Eles já estavam em mim, no que sou, no que sempre fui.
Sempre fizeram parte da minha história, mesmo quando ainda era só ausência.
Não é sobre genética.
Não é sobre cultura.
É sobre destino.
Eu não lhes dei a vida.
Eles deram a minha.
Hoje entendo: minha vida, sem eles, teria sido como uma casa sem teto.
Sem alma.
Como uma espera que nunca se completa.
Como um vazio que nem os anos, nem as viagens, nem os aplausos conseguem preencher.
Não sei se há explicação.
Talvez nem precise.
Só sei que há um amor tão imenso, tão antigo, que chega a doer de tão bonito.
Sinto-me inteira.
Sinto-me completa.
Não sei se isso basta ao mundo.
Mas a mim, basta.
Dizem que o amor verdadeiro não tem começo.
Que ele sempre esteve ali, quieto, à espreita, esperando o momento de florescer.
Ser mãe é reaprender o mundo.
É pensar antes de falar.
É agir, muitas vezes, antes de entender.
É tornar-se mais humana, mais humilde — talvez até mais próxima de Deus.
É descobrir o que é o tal do amor incondicional.
Porque amamos apesar de — e não por causa de.
E quando alguém vê uma declaração de amor de mãe ou de pai, que não se engane:
o filho não é perfeito.
Perfeito é o amor que sentimos por ele.
Edineurai SaMarSi
