Irmao Nao Va embora
Eu não sou inimigo de ninguém. Não carrego rancor, não forjo barreiras invisíveis entre mim e o outro. Sou a quietude no meio da tormenta, o rio que segue seu curso indiferente aos obstáculos que encontra. O inimigo não sou eu; são as sombras que habitam nas mentes alheias, são os medos e inseguranças que projetam nas suas percepções distorcidas. As pessoas se debatem contra os espelhos das suas próprias inquietações, guerreiam contra fantasmas que criaram. Eu permaneço aqui, inabalável, testemunha serena de uma batalha travada no íntimo de cada um. A verdadeira luta é interna, e, enquanto não reconhecem isso, continuam a ver inimigos onde há apenas reflexos de si mesmos.
Loucura seria se eu não me ouvisse,
se não escutasse a voz tempestuosa do meu próprio ser, no silêncio das minhas inquietações e nos gritos das minhas certezas;
Loucura seria se eu não me permitisse,
sentir cada pulsar do meu coração,
dançar ao ritmo dos meus sonhos/ideais e desalinhar meus passos ao som das minhas paixões;
Loucura seria se eu não me seguisse,
pelos caminhos que eu mesmo traço,
pela estrada que se faz no instante em que decido viver a minha verdade e que Deus impõe que eu viva;
Loucura seria se eu não me amasse,
com a intensidade de um pôr do sol,
abraçando minhas imperfeições, celebrando minhas singularidades, mesmo não sendo compreendida e julgada negativamente pela maioria que não aceita minhas decisões;
Loucura seria se eu não me fosse,
se não me permitisse ser tudo o que sou,
em cada suspiro, em cada escolha, em cada recomeço.
O verdadeiro educador é aquele que acolhe, ensina e transforma, e não aquele que se limita a seguir um manual sem se importar com quem está diante dele.
Um erro cometido contra uma criança em sala de aula não só prejudica seu futuro, mas também pode destruir a carreira de quem deveria estar construindo conhecimento. PROFESSOR(A), capacite-se continuamente, pois cada deficiência ignorada é uma oportunidade perdida de ser o(a) educador(a) que transforma vidas.
Uma gestora educacional de sucesso não cria dependência, mas empodera cada membro da equipe a ser protagonista de sua própria jornada.
Na educação, uma boa gestão não é medida apenas por resultados, mas pela transformação que provoca em cada vida tocada pelo aprendizado e ensinamento.
Liderança educacional é dar contexto, não controle, promovendo autonomia para que todos desempenhem seus papéis com responsabilidade e confiança.
Eu não consigo consertar o passado,
as páginas rasgadas, o tempo calado.
As dores que vieram sem eu chamar,
as palavras que faltaram para me salvar.
Mas eu tenho o hoje, inteiro, presente,
um sol que insiste em nascer, persistente.
Tenho o agora, que pulsa e respira,
um tempo que acolhe, que cura e inspira.
O ontem ficou na curva da estrada,
com suas sombras, sua voz calada.
Mas aqui estou, viva, de pé,
refazendo o caminho com o que a vida é.
Não posso voltar, mas posso seguir,
plantar novas flores, voltar a sorrir.
Eu não conserto o que já passou,
mas no hoje, enfim, algo em mim renasceu e brotou, e como muitos dizem: suave como furacão e tranquila como um vulcão.
Te habito em silêncio
Não fiz promessas,
nem toquei mais do que o acaso permite.
Foi só um sorrisoleve, como quem sabe o poder do quase.
Um abraço,simples,mas ficou em ti como perfume em pele quente,como vinho na lembrança de um beijo não dado.
Desde então, me habitas em pensamentos que nem ousas contar,
fantasias moldadas no escuro dos teus desejos, onde meu nome se desenha sem voz.
Eu sigo, distraída,mas sei… quando a noite cai e o mundo se cala, sou o motivo do teu silêncio inquieto, a imagem que volta, teima, insiste.
Não fiz nada ,e mesmo assim, te desordeno, me tornei a sua imaginação mais fértil e desejada em qualquer momento.
Cicatrizes que sussurram
Estou em pé, mas não inteira, há frestas em mim onde a luz hesita, esquinas da alma onde o medo ainda mora, e a vergonha sussurra antigos nomes.
Carrego silêncios que pesam mais que gritos, feridas que não sangram, mas ardem baixinho.
Já quis fugir de mim,calar partes que doem só de existir.
Mas hoje aprendo a me sentar comigo,
a ouvir sem julgar, a tocar cada sombra com mãos de ternura, e chamar pelo nome o que antes eu escondia.
Porque há beleza também no imperfeito,
força no que um dia foi queda, e cura, talvez, em simplesmente não fugir mais.
Professor que Não Lê
Professor que não é leitor, como pode, com amor, semear nos corações o gosto pelas palavras, o voo das imaginações?
Como guiar com firmeza se não cultiva a beleza de um bom livro aberto, de um mundo descoberto entre letras e emoção?
Ensinar a ler não é só decodificar, é fazer sonhar, refletir, questionar. É dar asas à mente, é tornar o aluno semente de pensamento e criação.
Mas como inspirar esse valor, se o mestre, por desamor, não lê, não se encanta, não vive o que um livro transmite, com sua alma tão viva?
Ser professor é missão, e formar leitor, vocação, mas só ensina a ler de verdade, quem lê com sinceridade, com paixão no coração.
As Dores da Rosah
Rosah nunca foi comum, não encaixava nas molduras das outras meninas, nem seguia o compasso dos passos ensinados.
Preferia girar…
até que o mundo girasse com ela, até que tudo perdesse forma, e só restasse o silêncio rodando no peito.
Tinha dias em que ela deitava no chão frio,como quem pedia à terra um abraço. Amava o gelado ,era como se o frio dissesse:
"Você ainda sente, você ainda está aqui."
Carregava dores escondidas atrás dos olhos. Olhos que já viram demais, toques que não foram carinho, palavras que machucaram como faca.
Ela aprendeu a engolir o grito, a sorrir mesmo quando só queria desaparecer.
Mas não, Rosah não desapareceu.
Ela floresceu com cicatrizes, sim, mas flores ainda assim, fez da sua dor um jardim indomável, fez do seu silêncio um poema.
Hoje, ela ainda gira.
Gira como dança sagrada,
como ritual de libertação.
Gira porque o mundo tentou prendê-la, mas ela escolheu voar.
E quando toca o chão frio com os pés, não é fuga é reencontro. É ela dizendo pra si mesma:
"Estou viva. Estou aqui. E sou minha."
Rosah é feita de céu e abismo, de memórias duras e coragem suave.
Ela foi ferida, mas não foi vencida, é diferente, sim e ainda bem.
Porque no mundo de tantos iguais, ser Rosah…
é um milagre que ninguém pode apagar.
As crianças não estão sendo prejudicadas pelos smartphones, mas pela ausência de alguém por elas.
A verdadeira questão é: devemos limitar o uso das telas pelas crianças ou devemos nos reconectar, proporcionando mais presença e atenção?
Vale a pena refletir.
Não busco liderar pelo controle, mas sim pelo contexto, criando um ambiente onde a compreensão e a autonomia guiam o caminho, onde cada um sabe seu papel e o cumpre com responsabilidade e confiança mútua.
Eu sou analítica, mas não fria. Sinto o que a maioria não percebe que nao sei como mas leio silêncios, interpreto entrelinhas e enxergo nuances que muitos ignoram. Vejo além dos gestos e questiono o que se cala. Carrego no peito um laboratório de dores que ninguém catalogou, feito de mapas mentais e cicatrizes emocionais, de hipóteses sobre o mundo e feridas que ainda não viraram tese.
Ser analítica não é uma escolha: é uma forma de existir, é medir a profundidade de um abismo com os olhos abertos e, mesmo assim, tentar atravessá-lo. Não se trata de falta de fé, mas de excesso de percepção, é saber que um sorriso pode mentir e que um toque pode calar, é doer no ponto exato onde os outros passam batido.
Ser analítica me custa noites mal dormidas, me leva a refletir sobre o que ninguém disse, me faz questionar até os próprios sentimentos, mas também me salva dos enganos que machucam sem nome, é viver entre o sentir e o pensar, entre o racional e o sensível, como quem caminha sobre uma linha fina entre dois mundos.
No fim, ser analítica é existir com lupa em um mundo que prefere o raso, é doer com consciência, é amar com profundidade. É viver mesmo que doa com verdade.
Enquanto Tudo Silencia
O que me paralisa não é o medo
é o excesso. Excesso de sentir, de lembrar,de não caber em lugar nenhum.
Sou feita de silêncio cheio, de girar pra fugir, de tocar o chão gelado pra não sumir. Sou diferente porque sinto fundo, porque leio entre as dores, porque meu caos tem poesia.
E quando tudo pesa, e a voz some no escuro, a escrita me salva, me devolve
palavra por palavra e me volto a existir, nua e crua.
Minha alma não ri
Tenho o dom de acender salas
enquanto apago a mim mesma em silêncio Meu riso vem fácil, mas ninguém escuta o grito que mora atrás dos olhos.
Sou sol em dias nublados alheios, e noite cerrada quando volto pra mim.
Por dentro, uma alma que chora sem barulho, mas que nunca deixou de lutar pra existir.
É que ser luz pros outros às vezes custa a própria paz, mesmo assim,eu fico, eusinto, eu sigo.
Riquezas Invisíveis
Não me encante com ouro, nem com promessas brilhando na vitrine. O que me toca não se compra, se sente, sevive.
Quero o riso que escapa sem motivo, a conversa que cura sem receita, um abraço onde o mundo cabe inteiro sem precisar dizer nada.
Quero olhos que me olhem por dentro,
palavras simples com verdade imensa, silêncios cheios de presença e gestos que valem mais que jóias.
Prefiro o cheiro de café em manhã chuvosa ao barulho de um luxo vazio.
Prefiro carinho sem pressa, ao invés de presentes sem alma.
Porque o que me move não tem etiqueta, tem coração.
Nos silêncios que ninguém viu.
Fui aquela que chorava baixinho, pra não acordar o coração da mãe.
Sorria ao sol do café da manhã, mesmo depois de noites travando guerras dentro de mim.
Fui irmã de dores ocultas, parecia feita de gelo e tempestade, mas era só medo de deixar cair o mundo que eu segurava sozinha.
Fui a menina que engolia gritos, que dizia “tá tudo certo” enquanto tudo desabava por dentro.Sem colo, por receio, me fiz abrigo.
Na infância fui também a estudante considerada burra, a que não entendia os números, tirava notas abaixo da média, que escrevia torto aos olhos da professora, porque ela nunca enxergou
que eu era maior do que seus moldes podiam conter.
Hoje entendo que minha mente era livre demais, minhas ideias corriam fora da linha e isso, pra ela, era erro,pra mim, era essência.
Aprendi a orar em silêncio, a fazer de Deus minha conversa mais sincera, nos dias em que a mente era caos e o coração, campo de batalha.
Foi Deus quem enxugou meu pranto escondido, me ensinou a caminhar, mesmo com feridas abertas.
Com cicatrizes que ninguém nota, sigo , talvez ainda sem saber direito o que é crescer.
Mas sei:
a força que me sustenta não é desta terra.
Vem do alto, o céu que me cobre, e da fé que, mesmo entre ruínas,caindo… Ele não soltou a minha mão.
Foi Deus quem não desistiu de mim.
