Irmao Nao Va embora
Semelhante a uma flor que parece linda, mas não tem nenhum perfume, assim são as palavras infrutíferas do homem que as fala e não coloca em prática.
Apenas quando não houver mais peixes no mar, animais na fauna e árvores nas florestas é que o homem aprenderá que não se come dinheiro.
A poesia pode ser demasiadamente verdadeira. Pura como água destilada. Quando a verdade não é nada senão a verdade, ela é antinatural; uma abstração que com nada se parece do mundo real. Na natureza há sempre tantas coisas estranhas misturadas à verdade essencial! Eis porque a arte nos comove: precisamente porque está depurada de todas as impurezas da vida real. As orgias verdadeiras nunca são tão excitantes como os livros pornográficos. Num volume de Pierre Louys todas as raparigas são jovens e tem formas perfeitas; não há soluços de bebedeiras, nem mau hálito, nem fadiga, nem tédio, nem lembranças súbitas de contas a pagar ou de cartas comerciais a responder; nada disso para interromper os arrebatamentos. A arte nos dá a sensação, o pensamento, o sentimento absolutamente puros; isto é: quimicamente puros.
Ainda não se produziu nenhuma substância química com propriedades afrodisíacas comparável ao estar apaixonado (da).
''O que os educadores não sabem é que muitos dos alunos continuam querendo uma ultrapassagem cultural de seu mundo e não apenas uma pequena melhoria econômica. Fui um desses pardais que sonhavam com alturas e não com migalhas caídas no chão. E o lugar onde pude exercer esse projeto foi na biblioteca pública. Nela, não havia conteúdos predefinidos, nem o desejo de me moldar.
( ... ) Podia eleger o tipo de leitura, e fiz isso sem nenhum método, porque a biblioteca me permitia ser sujeito de minhas escolhas, mesmo que elas recaíssem sobre livros de autores errados. Nunca me senti tão independente como dentro de uma biblioteca pública, percorrendo ao acaso prateleiras e descobrindo livros sobre os quais não tinha nenhuma informação. Se o saber escolar chegava formatado (refletindo preconceitos didáticos), a biblioteca era o espaço livre e não solicitante. Muitas vezes, eu apenas caminhava entre os livros, vendo capas e deixando passar o tempo.''
Não digitarei que sinto vergonha de ser brasileira, mas de ter nascido como ser humano. Triste sina essa, a nossa, de precisar de líderes pra nos mostrar como orientar nossa alma, anseios e percas. Hoje eu preferiria ser um beija-flor, um caramujo ou qualquer outro animal que aceita seu destino e cumpre seu caminho de forma natural.
Não ler a lista de ingredientes antes de comprar um produto é a mesma coisa que assinar um contrato sem verificar as letrinhas pequenas.
Mas você vai sozinha? Que triste!
Triste, meu bem, é deixar de fazer qualquer coisa porque não há companhia. Esperar, planejar, criar expectativa e aí a pessoa desiste, fica doente... Também não adianta colocar a culpa no outro, pois quem perde somos nós mesmos. E isso, sim, é triste! Visite lugares, vá ao cinema ou tenha qualquer outra experiência solitária, mas não perca tempo.
Não existe olhar mais doce no mundo do que o do meu gato quando ele acha que estou com alguma coisa de comer na mão. Às vezes é uma cebola, mas ele me olha com a ternura do filé mignon.
Fui questionada semana passada:
"Quem é o seu melhor amigo?"
Não sei. Não uso mais essa expressão. Não faz sentido. Tenho amigos que possuem as 'chaves' para diferentes portas da minha personalidade. Alguns abrem meu coração. Outros a minha risada. Há ainda aqueles que conseguem adentrar nas minhas mais profundas confusões e vulnerabilidades. Os mais distantes de mim podem ter a chave pra um determinado momento da minha vida. Outros, que são próximos, podem não ter a chave que preciso hoje. E é ok se os seus companheiros não tiverem todas as chaves. Como seria possível que eles as tivessem? Não falham por não poder abrir todas as portas de quem você é. As minhas muitas identidades não se encaixam perfeitamente com ninguém.
'O olhar aprisiona-se no mistério do outro.E fala de encontros não verbais, essenciais. Economiza tempo. Avança ou retrocede milênios na adivinhação do próximo. Não me refiro ao olhar apaixonado. Falo de algo além, o olhar que paralisa o outro. Que se apavora de adivinhar-se, possivelmente feliz, e se descobre em profundidade e espanto no poço do outro, no fundo do qual mora uma certeza nunca antes confirmada. Nada o detém, limita ou qualifica. Contém a pluralidade constitutiva da vida.
Explode na hora do amor ou no instante da morte. Sua relação é com as certezas que a razão nunca terá: a emoção, a intuição e o sentimento (que vão além).
Este olhar existe quando e onde sempre existiu. E existirá, a respeito de nós
Deus não é algo onde você pode colocar ele na sua linguagem medíocre, mais respeito com o todo Poderoso.
Cada vez que aprendemos a nos valorizarmos, as coisas de fora já não nos atingem mais, porque estamos extremamente blindados.
