Irmao Nao Va embora

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Com meu nariz franzido
e um torto lábio apertado,
não acredito nem vendo
e nem caminhando ao meu lado.

Inserida por kikoarquer

O espanhol Mário
não tem o nosso alô,
perguntei "que Mário?"
E ele disse "yo".

Inserida por kikoarquer

de mão dada
olhou pro lado
praquela que não dava.

mal sabia
que a tua sorria
praquele que passava.

Inserida por kikoarquer

Prólogo do Livro MICROCUSPEs

PRÉ-CUSPE

Não sou poeta, não me chame assim.
Quando criança, na escola, uma professora de redação,
dessas que vivem de dar nota, me disse:
Vai, Kiko, ser gauche na escrita.

Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados.
Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue?

Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio.

Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais
confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases
e dou rodopios nas mesóclises.

"Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..."

mas (adoro conjunções adversativas),
mas... descubro
que
mais
importante
do
que
o
que
quer
ser
dito,
é
o
que
quer
ser
impresso.

Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão.
Não páro pra pensar mesmo.
(não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento,
pois agudo já estou).

Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto.

Por fora, um status quo de bestos textos.

Impressão preto & branco.
centímetros de largura.
pixels de altura. CMYK.

Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo
que o livro existe porque foi feito.

Por dentro, ah...interjeições....

Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer.
Grandes espaços em branco, Duncan to a canto.

Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google.

Um desocupado, com certeza.
Um ocioso severo, caso de morte ou vida.

Me cubro de humanidade
irrespiro o brio do transparente
ignoro a qualidade,
mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)

Inserida por kikoarquer

Se o aluno não quer,
não adianta texto colorido,
professor palhaço,
nem o saber sabido fazendo estardalhaço.

Se o aluno não quer,
é sem giz,
é não aula.

O aprendizado dá no pé
e até o recreio vira jaula.

Inserida por kikoarquer

Não aguento escritor besta.
Diz que é assado, é assim.
Livro bom tem que ter uau.
Pegar o que eu sinto
e cuspir em mim.

Inserida por kikoarquer

Burrice não é a falta de um conhecimento específico. Um camponês de uma comunidade isolada pode não saber navegar na internet. Mas duvido que você saiba produzir alimento a partir da terra como ele. Burrice também não é separar sujeito e predicado por vírgula. Muita gente não entende isso e desvaloriza a opinião dos outros por não compartilhar dos mesmos padrões de fala. Burrice é quem menospreza o conhecimento, chegando a odiar quem o detém ou quem busca aprendizado. Burrice é encarar precoLeonardonceitos violentos como sabedoria. Essa burrice pode conviver bem no indivíduo, mas mata o futuro.

Inserida por kikoarquer

Meus amigos de verdade são uns gênios, pois eles percebem quando a pergunta não pede resposta. Eles apenas concordam, complementam e rimos.
- Viu, por que as árvores crescem para cima?
- Pois é, e as pessoas deitam.

Inserida por kikoarquer

- Não se sinta assim! Ela disse.
Então, soou ilegal o tão só triste.

Inserida por kikoarquer

Não enrolo
nem torço,
ou controlo
ou distorço.

Inserida por kikoarquer

⁠Muitos problemas têm
quem não quer nenhum.

Pensa bem,
às vezes pra ser zen
ande só com um.

Inserida por kikoarquer

⁠O falso refinamento de se dizer dono de si é limitar o ego ao personagem que esbanja o não personagem. Vocifera a clichê autoafirmação do eu quando há ouvidos. Serve-se da egolatria mascarada. Como um adolescente que usa um boné na sombra para ser diferente dos que usam bonés

Inserida por kikoarquer

⁠A língua é a dança. Ela não é só os dançarinos, não é só a música, só as vestimentas coloridas, não é só a plateia, muito menos os sapatos que trombam firmemente no chão. A língua é a dança. Uma sincronia de entendimentos e melodia.

Inserida por kikoarquer

⁠D'tanto me cobrarem,
cobri-me d'desgosto.
Não me aceito c'ndo
cobrador q'levanta,
nem ando me v'ndo
cobrado no encosto.

Inserida por kikoarquer

⁠No tapa da rejeição
um olhar tão longe
de quem coleciona o não.

Inserida por kikoarquer

⁠Rimo por dó
da palavrinha se sentir só.
Tenho medo que ela se ache incapaz, que não mereça ninguém mais.
Um oi sem resposta?
Ah,comigo não!
Aqui ela dá a mão,
e se tripudia no palavrão
bosta.

Inserida por kikoarquer

⁠Sonho com uma escola que não ensine, e sim, com uma escola que seja o aprendizado. Uma escola com conhecimento nos espaços e nas interações com todos. Um local para viver com vontade de aprender, de pertencer, de Ser .... e quem sabe, poderá até mesmo haver conhecimento nas aulas também.

Inserida por kikoarquer

⁠O jumento senta no feijão
enquanto morde a cadeira.
Não é o animal,
é óbvio, é natural.
É sobre uma bestial norma-padrão
que balança a bandeira.

Inserida por kikoarquer

⁠Só ofendo o que não se ofende:
xingo o computador,
insulto o aspirador.

O desgraçado não se defende!
O maldito nem se rende!

Eles funcionam com palavrão e jeito
mas sempre trazem pra discussão
que um dia, eles é que me darão defeito.

Inserida por kikoarquer

⁠Um dia,
chegará aos meus ouvidos
que você morreu.
Ou vice-versa:
não chegar'eu.

Inserida por kikoarquer