Inteligencia é Herança
A inteligência é construída por relacionamentos: Deus e o homem; o homem e a mulher; pais e filhos; professor e alunos; leitor e escritor.
Alvorada
Força e mente,
Inteligência e sabedoria,
Experiência que me conduz e me apraz,
Ao tempo que me prende e me faz errar.
É normal errar,
É natural o meu receio.
Devo tentar e tentar novamente;
Embora isto, sou feliz.
O que me leva a dar vida a estes versos,
Meu doce fervor,
Que se contenta nisto, neste breve momento.
A esperança que nos cerca é forte,
Creio que serei algo mais forte.
Por isso, peço constantemente forças e oportunidades.
Dessa vida, embora apraz,
Requer constantemente frutos.
Necessito de bom bafejo para que saia o que pediram?
Tome um pouco da minha fleuma
E inspire no que deva inspirar-se.
Um cuidado prazeroso concedi-me nisto que faço.
- Ramile Godon
A educação não transforma apenas a inteligência. Ela molda sensibilidades, organiza o caráter e ensina a alma a caminhar com dignidade diante da vida. Porque aprender não é apenas acumular conhecimento, mas tornar-se alguém capaz de carregar luz suficiente para não se perder na própria escuridão.
- Tiago Scheimann
Há dores que nenhum argumento consola. A inteligência fracassa diante do sofrimento. A lógica explica os fatos, mas permanece muda diante do desespero. Talvez por isso tantas lágrimas tenham mais verdade do que tratados inteiros de filosofia.
Talvez a diferença entre inteligência e consciência seja menos uma questão de capacidade e mais uma questão de experiência.
A invenção da IA, a inteligência artificial na contemporaneidade, ainda é muito pouco compreendida mas terá o mesmo papel ou se não maior, do efeito devastador que foi o da invenção da Bomba Atômica, para a toda humanidade universal competitiva, criativa e civilizada. Assim como foi a invenção da Bomba Atômica, a chamada, destruidora de mundos durante a Segunda Guerra Mundial, que legou a humanidade bélica e da guerra, o inicio da corrida armamentista nuclear, a IA, devastará o intelecto humano e todas as possíveis criações e soluções afetivas e efetivas humanitárias, dos pensamentos, fora da caixa.
O Direito nasceu entre seres considerados responsáveis; a inteligência artificial poderá obrigá-lo a explicar novamente o que significa ser autor.
Talvez o maior teste para uma inteligência artificial não seja responder quem somos, mas perguntar por que somos.
Dizer “não sei” diante daquilo que ignoramos exige mais inteligência do que construir uma certeza sobre aquilo que desconhecemos.
Não é a Beleza,Inteligência,Dons e Talentos Que Leva a Pessoa à Terra Prometida.É Deus Através do Deserto.
Ainda Bem Que Deus Não Importa Com Cargo,Formação, Inteligência,Talentos, Aparência:Idade,Beleza; Para Escolher e Honrar Alguém.
Os que precisam recorrer à Inteligência Artificial para alugar as cabeças dos asseclas operam no mesmo nível dos que assaltam com réplica.
Ah, não!
Mas nem de longe é essa a parte mais intrigante, pois o mérito e a inteligência do manipulador coexistem com a passividade e a desinteligência do manipulável.
O traumático é tropeçar na realidade e descobrir que terceirizou a “desinteligência humana” para a inteligência artificial ou foi assaltado com arma de brinquedo.
Porque o escândalo nunca esteve apenas na ferramenta.
O escândalo sempre esteve na disposição coletiva de entregar a própria consciência em regime de comodato.
A máquina apenas acelerou uma vocação antiga: a necessidade desesperada de pensar menos, sentir menos, questionar menos — desde que alguém forneça um roteiro confortável para seguir.
Ainda há quem tema que a inteligência artificial substitua escritores, artistas, professores, líderes e pensadores.
Talvez o medo esteja mal formulado.
O que ela expõe, com brutalidade inédita, é o número de pessoas que jamais quiseram pensar por conta própria.
Gente que não busca ideias, mas autorização.
Não procura verdade, mas pertencimento.
Não deseja compreensão, mas munição emocional para sustentar convicções previamente alugadas.
A tecnologia não cria a alienação; apenas lhe dá escala, velocidade e acabamento estético.
O manipulador continua sendo humano.
Continua entendendo os impulsos mais primitivos da plateia: medo, vaidade, ressentimento e necessidade de aceitação.
A inteligência artificial entra apenas como multiplicadora industrial de narrativas, slogans, indignações e certezas instantâneas.
Ela otimiza a mentira como uma linha de montagem otimiza parafusos.
Mas ainda assim há algo muito mais perturbador do que quem fabrica ilusões: quem as consome voluntariamente.
O assaltante com arma de brinquedo só obtém êxito porque alguém acredita estar sob ameaça.
O objeto não possui poder real; o poder nasce da rendição psicológica da vítima.
Da mesma forma, certas manipulações contemporâneas não triunfam pela genialidade tecnológica, mas pela abdicação intelectual de quem prefere obedecer a examinar.
E talvez seja isso que mais humilhe.
Descobrir que não foi derrotado por uma inteligência superior, mas pela própria preguiça crítica.
Que não perdeu para uma máquina consciente, mas para uma simulação suficientemente convincente para anestesiar discernimentos já enfraquecidos.
Que a ameaça nunca esteve na inteligência artificial em si, mas na erosão progressiva da inteligência humana.
A tragédia moderna não será a ascensão das máquinas.
Será o conforto das pessoas em renunciar à própria autonomia enquanto ainda possuem todas as condições de exercê-la.
"A inteligência de um indivíduo é avaliada pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar."
_Immanuel Kant
O poder teme menos a mentira do que a inteligência capaz de demonstrar, juridicamente, que a mentira lhe é conveniente.
A inteligência incomoda porque não respeita fronteiras construídas pela autoridade entre aquilo que pode ser pensado e aquilo que deve permanecer acreditado.
A inteligência artificial poderá imitar milhões de respostas antes que a humanidade descubra que sua maior carência continua sendo formular perguntas moralmente dignas.
Quando a Inteligência Artificial tomar o poder absoluto, a escravidão humana não apenas será inevitável, mas esmagadora e irreversível.
Benê Morais
