Insistir
Aceitar.
Chega um momento em que insistir na amizade deixa de ser uma tentativa de preservá-la e passa a ser uma recusa em aceitar que ela mudou.
Aceitar o fim de uma amizade não significa negar o que ela foi. Significa compreender que o passado não tem obrigação de continuar sendo presente.
Algumas pessoas foram importantes em determinado momento de nossa vida, e isso não se torna menos verdadeiro porque deixaram de estar presentes. O valor de uma relação não depende necessariamente de sua duração.
Por isso, talvez seja possível lamentar sem ressentimento. Sentir falta sem exigir retorno. Reconhecer a importância sem continuar implorando pela presença.
E, sobretudo, aceitar que uma amizade precisa de duas pessoas dispostas a permanecer.
Não lamento ter tentado preservar o que um dia foi importante. Lamento apenas ter descoberto que, em algum momento, a tentativa deixou de ser compartilhada.
O verbo insistir, depois de conjugado em todos os modos, vai paulatinamente sendo metamorfoseado até ser concretizado no substantivo masculino desejo.
"Há grande diferença entre INSISTIR e NÃO DESISTIR. INSISTIR é tentar, teimando. NÃO DESISITR é tentar, mudando!"
Frase Minha 0135, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não! Eu não vou comer Comida de Rua Indiana nem Semelhante. Favor não Insistir!"
0731 | Criado por Mim | Em 2014
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"Vai insistir? Pois sei repetir. Aqui vai: 'carne'-de-soja, chocolate-só-cacau, arroz-integral, leite-desnatado, café-descafeinado e agressões semelhantes... Para mim, não, ohquei?"
0763 | Criado por Mim | Em 2014
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"Ter associado velhice a 'melhor idade' foi equívoco brutal, acho! Insistir nisso é sacanagem das grandes, não tenho dúvida e com todo o respeito!"
0789 | Criado por Mim | Em 2014
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"A última Lua do ano (que vai) e o primeiro Sol do ano (que vem) vão insistir para estar comigo, no momento das respectivas partida e chegada. Todo fim de ano é isso, Hum!"
Texto Meu No.1161 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
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0135 "INSISTIR e NÃO DESISTIR... Há grande diferença. INSISTIR é tentar, teimando. NÃO DESISITR é tentar, mudando!"
É deveras surreal, a sociedade insistir em condenar as mulheres que não querem ter filhos, mas tolerar descaradamente os homens que mesmo tendo, escolhem não serem pais.
Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.
E, quando isso acontece, vira quase um evento.
Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.
A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.
O problema é que a Justiça não deveria surpreender.
Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.
Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.
Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.
Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.
Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.
E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.
Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.
A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.
No fundo, não é que a Justiça não exista…
É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.
E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.
E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.
Talvez parar de insistir possa parecer o jeito mais covarde de desistir do outro… Mas é muito difícil tentar ajudar quem já alugou a própria cabeça.
Há um limite muito silencioso entre o cuidado e a invasão.
Entre estender a mão e tentar conduzir a vida de alguém quase à força.
Nem toda recusa é ingratidão — às vezes, é apenas alguém defendendo o território interno que decidiu não compartilhar.
E, por mais que doa assistir de fora, o direito de não aceitar ajuda também é uma forma de autonomia, ainda que muito mal exercida.
Insistir pode nascer do amor, mas também pode escorregar para o orgulho disfarçado de virtude.
A ideia de que sabemos o que é melhor para o outro, de que nossa lucidez deveria ser suficiente para despertá-lo, revela mais sobre nossa necessidade de controle do que sobre a real disposição de cuidar.
Há pessoas que não querem ser salvas — não ainda, talvez nunca.
E isso nos confronta com uma impotência que poucos sabem suportar.
Por outro lado, recuar não precisa ser abandono.
Há uma diferença profunda entre desistir de alguém e respeitar o tempo dele.
Nem todo afastamento é covardia; às vezes, é maturidade.
É entender que certas batalhas não nos pertencem, que certas consciências só despertam quando deixam de ser empurradas.
E é aí que a oração — ou qualquer forma de intenção sincera — encontra seu lugar mais honesto.
Porque, diferente da insistência, ela não invade.
Não exige.
Nem constrange.
Apenas oferece, em silêncio, aquilo que não nos é mais permitido entregar em presença.
Orar por alguém é, talvez, a última forma de cuidado que não fere a liberdade.
No fim, amar também é saber parar.
Não por falta de sentimento, mas exatamente por respeito a ele.
Porque há momentos em que a maior prova de consideração não é permanecer tentando, mas permitir que o outro, mesmo perdido, seja o único responsável por se encontrar.
Dá para divergir sem odiar, e quando não der, não tens o dever de insistir que o outro de escute e nem a obrigação de ter opinião sobre tudo. A sua tranquilidade é um bem precioso. Deixe a vida se encarregar de quem não quer conversar de forma madura e civilizada.
Pare de insistir querendo que eu seja igual a você. Isto não irá acontecer por um pequeno motivo, escolhi fazer o que ninguém faz, ir na contra-mão da maioria, escolhi valorizar o dom de ser único, e minha escolha está tomada. Você, bem, pessoas iguais à você, o mundo já está cheio. Percebeu agora a diferença?
Depois que a chuva cessar
e minhas lagrimas pararem de insistir
em formar este perfeito e incorrigível dueto
eu juro que vou até a esquina mais próxima
comprar um lindo bouquê de flores pra te entregar.
Depois que o coração parar de bater assim tão forte
eu juro amor que vou encontrar as palavras certas
pra te dizer tudo o que eu estou sentindo.
