Indisciplina nas Escola
Na escola, eu era chamada de bruxinha, simplesmente porque eu não tinha recursos financeiros para ir bonita para a escola, era tudo doado pelas colegas da minha mãe. Então, eu ia vestida de menino, anos 90. Tudo muito difícil, era o que tinha. Raider do Seninha, blusa regata com carrinho da hot Wheels!! Bom, na adolescência, meu uniforme era camisa de vereador, com um número e um nome bem grandão!! Escrito NATAN! Era o que tinha pra usar. Quando fiquei jovem... Todos viraram meus amigos.
Nenhum ressentimento. Um dia era prova de português, na esquina da escola, a tal raider que eu usava, quebrou. Eu fui descalça mesmo assim. Enfrentei a fila do pátio, para entrar na classe, todos me olhavam e riam. Eu não voltei para casa, lá não tinha nenhuma outra sandália para eu calçar. Nem minha mãe tinha dinheiro para comprar. Ela quebrava pedra brita o dia inteiro, para ganhar 0,50 centavos por lata. Mal dava pra comprar arroz que era também na época, 0,50 centavos o quilo. Eu nunca reclamei, eu sentia vergonha? sentia. Mas desde aquela época, sempre soube que nunca seria fácil.
Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.
Um sonho do dia 25/03/2026
Desde a escola, aprendemos sobre guerras, conquistas, impérios, invasões, traições e disputas por poder. Decoramos nomes de reis, generais e governantes que mudaram o rumo da história através da força, do medo ou da dominação. Mas pare para pensar: quantas aulas foram dedicadas às pessoas comuns que salvaram vidas em silêncio? Quantas vezes nos ensinaram sobre aqueles que dividiram o pouco que tinham, que escolheram a honestidade quando a corrupção parecia mais fácil, que construíram pontes enquanto outros levantavam muros?
Que a relação de amizade seja uma escola de erudição, e a conversa um ensinamento; que os amigos sejam professores, permeando a utilidade de aprender com o prazer da conversa.
A ESCOLA É UMA PIADA. NÃO ENSINA DIREITO AS 4 OPERAÇÕES E NEM A LER O DICIONÁRIO PARA EXPANDIR VOCABULÁRIO. SÓ FALA DE VILÕES QUE MASSACRARAM A HISTÓRIA!! SACANAGEM. AS 4 OPERAÇÕES, ENVOLVE EMPREENDEDORISMO. ENSINAR A SE COMUNICAR COM AS PALAVRAS CORRETAS, FAZ AS PESSOAS SEREM EDUCADAS E CIVILIZADAS. O SISTEMA NÃO ENSINA CONCORRENTES. ELE ENSINA OBEDIÊNCIA, NADA MAIS!!
TUDO O QUE APRENDI NA VIDA ADULTA, FOI DEPOIS DE PESQUISAR E APRENDER SOZINHA.
ATÉ LER E ESCREVER, EU APRENDI COMPLETAMENTE SOZINHA. TODOS OS DIAS, CHEGAVA DA ESCOLA E TENTAVA LER UM LIVRINHO DA PREFEITURA, SOBRE CÓLERA, EM UMA SEMANA, EU CONSEGUI. NUNCA VOU ESQUECER DISSO.
TIVE UMA ÓTIMA PROFESSORA NO JARDIM. A ELIETE. ELA ME DEU MEU PRIMEIRO CADERNO BONITO, E A MINHA PRIMEIRA CARTILHA, COM A PERSONAGEM LAILA, NA CAPA AMARELA. FOQUEI TANTO A ATENÇÃO NAS LETRAS QUE ELA ENSINAVA, NAS CHAMADAS EM SUA MESA, QUE LER, FOI COMO ANDAR DE BICICLETA PELA PRIMEIRA VEZ SOZINHA, ENQUANTO SE SOLTA OS BRAÇOS.
OBRIGADA PROFESSORA ELIETE!! SEMPRE DIGO QUE A AMO, PORQUE É VERDADE. ELA NÃO FOI O SISTEMA. ELA REALMENTE AMAVA O QUE FAZIA. OBSERVAR AQUELES QUE NUNCA SERIAM IGUAIS AOS DEMAIS, ERA O QUE ELA FAZIA.
Na escola, você pode até fingir que sabe, e colar nas provas. Mas a vida cobra, E SEM DIREITO A CONSULTA!
Um pai vale mais do que uma centena de mestres-escola. (George Herbert)
Se você não tem um pai, procure ter. Se não encontrá-lo na terra, lembre-se do Pai nosso que está no céu.
F. Meirinho
Reflexão | @CulturaEscola
Julgar o comportamento das outras pessoas costuma ser fácil. Difícil é olhar para dentro de nós com a mesma sinceridade.
Uma reflexão inspirada no pensamento de Confúcio nos lembra que a verdadeira sabedoria não está em encontrar defeitos nos outros, mas em reconhecer nossas próprias limitações e buscar melhorar a cada dia.
Na família, na escola, no trabalho e nos projetos sociais, crescemos quando substituímos a crítica pelo exemplo, a condenação pelo diálogo e o orgulho pela humildade.
Antes de perguntar "O que aquela pessoa fez de errado?", talvez devêssemos perguntar: "O que eu posso fazer melhor hoje?"
Uma sociedade mais justa começa quando cada um assume a responsabilidade pelas próprias atitudes. A mudança que desejamos no mundo começa dentro de nós.
Pense bem. Ore sempre. Faça o bem.
@CulturaEscola – Educar é Cuida
Não quero água, luz e gás de graça. Eu quero escola, capacitação, trabalho e bom salário.
Benê Morais
Faça da sua vida uma escola e seja um bom aluno para mais tarde ser o professor que educa e orienta outros a entender o que você também não entendia.
O começo...
É tempo de escola, quinta série, um novo começo, turma recheada de alunos desconhecidos,
o quadro negro está cantando a todo vapor, a molecada faz barulho, papéis são jogados uns nos outros, balas e cocadas são entregues as escondidas,
na primeira fileira duas cadeiras a minha frente e mais a direita um rosto perfeito com cabelos longos e olhar penetrante paralisou a minha atenção totalmente,
com um poder dominador ela si virou para trás e me viu, profundo foi saber sem entender como e o porque o futuro de uma história começaria ali,
Então:
No primeiro olhar, asas da imaginação,
no primeiro olhar, mudança de cor, mudança no fôlego e na transpiração,
sensação de estar dentro de um sonho, talvez seja um anjo escondendo suas asas, ou quem sabe uma deusa pronta para levar o meu coração em festa sem piedade,
bastou um toque nas mãos, uma frase dita em voz alta e um pouco daquele perfume adentrando nas minhas narinas para os meus sentidos e sentimentos ficarem completamente apaixonados e corajosos o bastante para eu arriscar um pedido inusitado,
Oi Rafaela?
Você quer namorar comigo?
_ Sim, eu aceito.
Sem uma reta uma casa cai.
Sem base, nada se constrói.
Sonho de todos
é uma escola em PaZ.
É o sonho do mundo
e também dos Pais.
Matemática
Coluna vertebral
"Axial":da Escola..
Porque não?
_ Soma, subtração,
Multiplicação e divisão.
Aprende_se Matemática
sem o uso de "cola"!
Daí, se entende e se decola.
Raciocina_se,enumera_se
calcula_se com lógica.
E de forma pedagógica !
Por essa linguagem universal.
A Dignidade da Alma e o Valor do Esforço
Na grande escola da vida, a nossa verdadeira essência não é medida por privilégios ou concessões externas, mas pela nossa capacidade de edificar o próprio caminho. Nós, mulheres, enfrentamos desafios diários em nosso convívio social e profissional, mas o nosso real valor se manifesta quando reconhecemos que somos perfeitamente capazes.
A espiritualidade nos ensina que cada alma colhe os frutos do seu próprio trabalho e da sua dedicação. Buscar o nosso espaço no mundo não significa esperar caminhos facilitados, mas sim avançar com a certeza de que trazemos na bagagem eterna todas as ferramentas necessárias para vencer. Quando confiamos no nosso potencial e agimos com integridade, paciência e competência, transformamos as dificuldades em degraus de evolução. O respeito que desejamos do mundo começa na nossa consciência, quando escolhemos ser as arquitetas da nossa própria história.
*Pais do Século XXI: Estamos Educando ou Terceirizando?*
A gente delegou a escola pra ensinar conteúdo, a internet pra ensinar sobre a vida, e o algoritmo pra dizer o que é certo.
Só que caráter não baixa em PDF. E respeito não vem com tutorial.
Educar hoje é nadar contra a corrente da pressa. É dizer "não" quando o mundo inteiro diz "compra pra compensar a ausência".
É ensinar que frustração não é bug do sistema. É parte do jogo.
Filho do século XXI tem acesso a tudo, menos ao tédio. E é no tédio que nasce a criatividade.
Talvez nossa maior lição seja desligar. Pra poder conectar de verdade.
_Van Escher
*ESCOLA NÃO É DEPÓSITO*
Escuto muito professor reclamando. E com razão.
Pai tá mandando filho pra escola não pra aprender.
Tá mandando pra ser educado.
Como se professor fosse pai, mãe, psicólogo e babá.
Não é.
Professor tá ali pra ensinar conta, letra, história.
Pra passar sabedoria, conhecimento.
Educação vem de casa.
Respeito se aprende na mesa, olhando no olho dos pais.
Por isso tem criança que não respeita professor.
Se nem pai e mãe ela respeita, vai respeitar estranho por quê?
Quer filho educado? Educa.
Escola ensina.
Casa educa.
_Van Escher
Filho não nasce sabendo limite. Aprende.
E quem tem que ensinar é pai e mãe, não a escola, não a internet, não a polícia.
Se for esperar o mundo ensinar, vai doer.
_Van Escher_
*O Circo Van Escher Chegou: Parte 3 - Na Escola*
Fui na reunião de pais. Silêncio total na sala.
A diretora perguntou se alguém tinha dúvida.
Eu levantei a mão.
Quando vi, eu tava contando piada, dando ideia pra festa junina
e organizando vaquinha pro ventilador da sala.
Saí de lá como "a mãe do grêmio". Não pedi. Aconteceu.
Por isso que eu falo:
Não me coloca em lugar sério.🤭😂
_Van Escher_
O verdadeiro custo da corrupção aparece muito depois do dinheiro desaparecer: está na escola que não funciona, na obra que não termina e na confiança que não retorna.
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