Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Nenhum mandamento é tão simples e, ao mesmo tempo, tão complexo quanto o que nos ordena amar o próximo. Hå vårios tipos de proximidade: geogråfica, cultural, étnica, religiosa, e sobretudo, a temporal. Neste caso, amar o próximo é amar o que vem depois de nós. à preparar-lhe caminho para que desfrute o melhor da vida.
Vivemos a todo instante andando numa corda bamba esticada sobre um precipĂcio,e as pessoas que mais amamos, sĂŁo as que mais podem nos empurrar para provocar a nossa queda.
- E se vocĂȘ pudesse voltar no tempo, como seria?
- Eu faria exatamente igual.
- VocĂȘ bebeu!?
- NĂŁo, eu amei. Aprendi a amar. Cresci anos dentro de cada dia, para mim isso foi, e Ă© de grande valia.
A gente nota que foi verdadeiro, quando o Ășnico resquĂcio do ĂĄpice de tudo que se sentiu, Ă© o aprendizado.
Quando digo que quero fugir do mundo, me esconder, para onde quero ir? Qual lugar do mundo me livraria das minhas grades de sangue, veias e ossos?
Se todo lugar que eu vou carrego tudo aquilo no qual eu gostaria de me desfazer.
HĂĄ algumas rotas de fuga que nĂŁo livram, mas minimizam esses desagrados. E de minimo em minimo um dia eles desaparecerĂŁo. E assim viverei feliz para sempre, certo? NĂŁo... nĂŁo mesmo!
No conto de fadas o final pode até feliz, mas durante a trama existiu sofrimento, existiu dor. E eu ouvi dizer que a vida imita a arte ou virse-versa.
A vida Ă© ciclo, viver Ă© risco.
Sofrimento faz parte do crescimento, Ă© mais ou menos como as rodinhas de apoio da bicicleta, aquelas que o meu pai tirou quando criança. Aparentemente estava equilibrada, mas aparĂȘncias enganam nĂŁo Ă©? Pois Ă© ... a confiança que eu tinha em mim e nele, nĂŁo foram garantias que nĂŁo haveria quedas. E eu me machuquei, mas meu pai foi meu herĂłi, quase que fez uma cirurgia delicada com melitolate e band-aind e passou, eu sorri ... Aos meus olhos ele era o melhor mĂ©dico do mundo.
Minha mĂŁe era mĂĄgica, deu um beijinho e a dor passou! E o que eu fiz? Tentei de novo ... eu nĂŁo perdi a confiança, pelo contrĂĄrio, naquele momento eu sĂł ouvia a voz do meu pai dizendo: VocĂȘ vai conseguir filha, se vocĂȘ cair de novo, nĂłs estamos aqui, Ă© sĂł levantar.
E não é que além de herói e médico, meu pai era vidente? Eu consegui, ganhei o quintal imenso da nossa singela casinha no interior, dias depois eu ganhei a rua, anos depois eu ganhei o mundo.
Eu cresci, aliås estou crscendo! E os problemas, as dores, as cobranças e as responsabilidades também! Só que agora os truques heróicos não funcionam, mas meu pai ainda me oferece seu ombro amigo. Minha mãe seu colo acolhedor, e como na infùncia pelo menos por uns minutos eu volto a ser criança e esqueço a dor de (ser) adulto.
Ser adulto nĂŁo Ă© de um todo ruim, porque meus herĂłis me ensinaram: Filha, Quando vocĂȘ cair, levante-se, tente de novo e o principal, nĂŁo perca a confiança em si, muitas vezes te derrubaram e vocĂȘ serĂĄ culpada, somente se ficar no chĂŁo!
Essas palavras não saem da minha cabeça, é quase como uma tatuagem em minha mente.
E assim eu vou crescendo conforme o ciclo da vida!
Problemas todo mundo tem e sempre terĂĄ, mas Ă© mais feliz Ă© aquele que possui rota de fuga e se renova!
Que cai, levanta, joga uma ĂĄgua no rosto, olha no espelho e diz: Vida pode vir ao meu encontro, porque eu estou pronta para vocĂȘ.
Feliz é quem dorme e acorda (re)começando todos os dias!
"Amo o que admiro,o que me faz sorrir,o que me faz ser melhor,o que me faz chorar e por fim,o que me traz alegria de viver."
- Tum tum tum
- Quem bate?
- A felicidade
- Felicidade? O que vocĂȘ quer? Pensei que vocĂȘ tinha ido embora a muito tempo.
- Ă, mas eu nĂŁo fui
- E onde esteve esse tempo todo?
- Bem aqui, Só fui até o jardim lhe colher uma nova flor, e quando voltei a porta estava trancada.
- Por que nĂŁo tentou a janela?
- VocĂȘ tambĂ©m a fechou
- NĂŁo sabe quanto eu chorei por esses longos dias com tua ausĂȘncia
- Eu sei, mas Ă s vezes eu preciso ir
- Precisa? Por que? NĂŁo sabe o quanto doeu
- Eu sei, e Ă© exatamente por isso! Dor Ă© aprendizado, vocĂȘ precisava aprender.
- Hum... Mas e essa nova flor, como ela Ă©?
- Exatamente aquilo que vocĂȘ precisava.
- Entra. Senta. Faça moradia, por favor
- Ficarei o tempo que vocĂȘ quiser.
- A ta! Que eu quiser? EntĂŁo vocĂȘ nunca mais irĂĄ embora
- EntĂŁo eu nĂŁo irei!
- E essa nova flor, cadĂȘ? Deixe-me ver a bela que te fez voltar aqui
- Tome, pegue
- Mas isso Ă© um espelho! Cade a flor?
- Levante o espelho, olhe!
- Pronto, essa sou eu. O que tem?
- EstĂĄ aĂ a nova flor
- Tå de brincadeira, né? Não tem flor aqui
- Tem sim. VocĂȘ! Fui te buscar ... Note, agora vocĂȘ cresceu, estĂĄ mais madura. Pronta para me ter para sempre aqui.
Eu dependo de vocĂȘ e estarei aqui sempre que vocĂȘ permitir que eu fique. Eu trago o reflexo em todas as outras coisas.
Aposto que desde que saĂ, vocĂȘ nĂŁo olhou para o jardim.
- Ă, realmente eu nĂŁo olhei
- EntĂŁo olhe! EstĂĄ florido e colorido, outras mil flores esperando por vocĂȘ.
- Hum, estĂĄ lindo mesmo. Ei felicidade eu sĂł tenho uma dĂșvida.
- Qual?
- Se vocĂȘ estava ali no jardim esse tempo todo, por que nĂŁo bateu antes?
- Eu bati, gritei, pulei e atĂ© joguei uma pedra na janela, mas vocĂȘ nĂŁo ouviu ...
- Acho que deixei o som alto demais
- Som? LĂĄ de fora nĂŁo se houvia musica alguma
- O som do meu coração
- E qual era esse som?
- O da dor
- E o que te fez abaixar o som a ponto de hoje vocĂȘ me ouvir?
- O medo
- O medo? Como assim?
- Ă, abaixei o som da dor, porque o medo de nĂŁo te ver voltar nunca mais começou a gritar aqui dentro
- E nesse meio tempo vocĂȘ me ouviu ...
- Ă eu te ouvi
- Vamos combinar assim: Desliga o som do medo, o da dor vocĂȘ quebra o botĂŁo. Eu cantarei para vocĂȘ, e quando eu precisar ir te buscar em mais uma etapa de aprendizado, a casa ficarĂĄ em silĂȘncio. Se acaso o vento fechar a porta e eu ainda estiver lĂĄ fora, vocĂȘ vai me ouvir bater, vai abrir correndo e nunca mais perderĂĄ tempo em ser feliz.
- Combinado, eu fecho com vocĂȘ!
- SĂł mais uma coisa
- O que?
- Se um dia vocĂȘ achar que eu estou demorando, nĂŁo me procure em nada e ninguĂ©m, porque eu sempre estarei bem aqui, dentro de vocĂȘ. Ă sĂł questĂŁo de perceber e se deixar viver.
DeixĂĄ-lo Para TrĂĄs
NĂŁo Ă©
fĂĄcil esquecer,
quem eu abriguei
em meu coração!
DeixĂĄ-lo para trĂĄsâŠ
Ă preciso
que nĂŁo sobre
resquĂcio algum
desse amor.
Sonhos Bordados Juntos
Foram sonhos
bordados juntos...
Com linhas de amizade,
compreensĂŁo e amor!
Foram sonhos pintados
com tintas de arco-Ăris.
Aquecidos com
o brilho do sol,
e o calor do verĂŁo!
Foram sonhos de primavera,
vestidos de pétalas
e perfumes de amor!
Foram sonhos...
Que nĂŁo fizeram nĂłs.
Mas que deram o laço mais lindo,
das nossas ilusÔes.
Uma Barreira Entre NĂłs!
Criou-se
uma barreira entre nĂłs!
O gelo que existe entre vir
ou nĂŁo ao meu encontro.
Impede o seu coração de sentir,
a quentura dos meus desejos.
Do meu querer!
Porque a sua indiferença...
Ă a barreira mais gelada
que se pode fazer.
Entre um querer seu
e o meu amor!
NĂŁo deixe que sua felicidade dependa de alguĂ©m , Pois quando alguĂ©m alcança um objetivo nĂŁo Ă© vocĂȘ quem recebe as honrarias .
Na minha vasta experiĂȘncia de nĂŁo entender nada da vida, a Ășnica coisa que compreendo com a razĂŁo, Ă© o amor.
Tenho que te dizer, mocinha,
que só hå as seguintes opçÔes para nós dois:
a) VocĂȘ fica comigo
b) Eu fico com vocĂȘ
Ou ficamos juntos de uma vez.
Eu simplesmente nĂŁo vou deixar vocĂȘ escapar de mim.
Tudo que me faz bem eu guardo no meu coração, o que não me faz eu demoro a esquecer, mas quando o faço é definitivamente gratificante porque me torna livre e leve, vira passado. E jå me ensinei que no passado eu não mexo mais.
SĂ UM SONETO
Tu foi, tu veio
Eu fui, eu vim
Mas ainda anseio
VocĂȘ perto de mim
Tu veio, eu fui
Fugi, de mim
Mas pude crer que tudo flui
E que nĂŁo termina assim
HĂĄ tempos que tergiverso
Tempos em que o tempo nĂŁo Ă© nada
Tempos em que no tempo nĂŁo hĂĄ regresso
Por esses versos, te digo
Regresso, enfim
Por vocĂȘ, eu vim.
Coração de pedra
Poesia
Que percorre pelo coração
Não aquele coração cheio de artérias
E sim o coração abstrato
E ferido pelas pessoas
Desprovidas de sentimentos
Em todo ser vivo
Hå um coração
Mas nem todos lastimam
De nĂŁo ter um
Piedade
Tens do teu coração
Se tens dĂł do teu rĂspido coração
Tens dĂł
Daqueles que te rodeiam.
Um dia eu vou bater as botas.
E talvez neste dia vocĂȘ lembre das coisas que vivemos juntos,
de tudo que eu te disse e senti por vocĂȘ.
E talvez neste dia vocĂȘ fale a si, mesma, chorosa:
tadinho do Augusto Branco, gostava tanto de mim,
e eu nunca dei pra ele...
= Pois Ă©. TĂĄ em tempo.
DEUS jamais serĂĄ INJUSTO ao ponto de mostrar-nos ou fazer-nos sonhar com algo, e privar-nos de um dia chegarmos a tĂȘ-lo.
