Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Teve dias e noites
que eu parei para pensar
quando a porta se fechou
e a luz se apagou
nĂŁo foi fĂĄcil suportar.
Teve dias e noites
que eu nĂŁo quis refletir
pois quando fechava os olhos
lembrava-me sempre de ti.
Naquela noite uma voz me chamou
sair em busca, tentando encontrar
mas logo triste fiquei
pois nĂŁo pude te achar.
Teve dias e noites
que em lĂĄgrimas cai
pois queria abraçar algo
e adivinha?
VocĂȘ nĂŁo estava ali.
Teve dias e noites
que sentia seus braços me confortar
ouvia alguém sussurrar
que essa histĂłria iria logo terminar
entĂŁo como um anjo a se transformar,
vocĂȘ surgiu
entrou sorrindo na minha vida
e foi logo me consolar.
Depois desse dia
logo amigo se tornou
e assim sempre iremos ficar
pois se depender de vocĂȘ
jamais poderei te amar.
Hoje eu me vi triste novamente
queria meu coração palpitando
mas sĂł tenho em mente
suas palavras duras me desapontando.
VocĂȘ diz me odiar
mas estĂĄ louca para amar
nĂŁo sei se eu, nĂŁo sei se outro
sĂł sei que eu te quero que nem louco.
Quero outra vez sentir calor
e esquecer a vontade de morrer
eu quero adormecer
e acordar pronto para renascer.
Desejo sentir o fogo da paixĂŁo
em mim hĂĄ muito adormecido
quero alguém que beije minha mão
e sĂł assim jĂĄ me arranque um gemido
quero alguém pra aquecer meu coração
que seja capaz de me fazer cantar
alguém que me encha de ilusão
e me devolva Ă vontade de amar.
Eu poderia me apaixonar por vocĂȘ?
eu poderia!
Eu poderia dar dez voltas no mundo para me aproximar de vocĂȘ?
eu poderia!
Eu poderia contar todas as estrelas do céu,
chorar todas as gotas do oceano,
saltar de abismos infinitos,
ir aos planetas mais distantes,
recitar todos os poemas de todos os poetas da historia,
viver mil vidas, realizar mil sonhos,
para te ter mais uma vez.
Eu poderia me entregar em teus braços e roubar todos os seus beijos,
um a um, dia apĂłs dia.
Eu poderia ficar sem palavras e criar uma nova linguagem para soletrar o seu nome.
Eu poderia fazer tudo, tudo que nenhum homem foi capaz de fazer,
se por um segundo,
ou menos até,
eu tivesse apenas um pouco da sua atenção,
do seu sorriso
e
do teu beijo.
Se decepção tivesse um nome
esta se chamaria âAngĂșstiaâ
teria entre os nomes "Tristeza"
e por sobrenome "DesilusĂŁo".
Teria nome de amigos,
no passado desprezados,
nome de amantes,
no presente maltratados,
ou até de um ex-namorado.
O nome que a decepção tem
seria um vazio calejado
desgrenhado, que nos deixa afugentados.
A decepção machuca,
lacera a alma,
que o perĂodo ausentou,
na verdade, infinitos nomes convĂȘm,
a decepção traz consigo,
sempre o nome de alguém.
Te amo porque te amo..
Amo-te a cada olhar,
a cada beijo do teu amar.
Te amo a cada letra,
a cada linha, a cada rima
dos versos que te escrevo
sem entender estas linhas.
Te amo porque te amo...
Eu amo o seu sorriso
mesmo que seja de menino,
mesmo que seja de galante,
mesmo que seja de um idiota
completamente ultrajante.
Te amo a cada som,
a cada espaço,
a cada tom.
Te amo na madrugada
ou no alvorecer da palavra,
no sereno ou no frio do campo,
NĂŁo importa!
Eu te amo porque te amo...
Te amo ao soprar dos ventos,
em céu azul ou cinzento,
te amo no perfume das flores,
no arco-Ăris em lindas cores,
te amo nas ondas do mar,
nas cançÔes de ninar
e no arquejo de amar.
Te amo no ar que respiro,
na fonte dos verdes montes,
nas entranhas quando suspiro seu nome.
Te amo na mata,
nas escuras estradas,
no barulho das cascatas.
Te amo numa oração,
onde desdenha a palavra.
Te amo num raio de sol,
na luz do luar,
mesmo em eclipse,
eu continuo a te amar.
Te amo porque te amo...
Te amo com minha vida,
numa estrada colorida,
no infinito do universo
e no horizonte do inferno
te amo muito além desta bobas rimas
mas, pensando bem,
por que te amo ?
NĂŁo sei!
Eu amo porque te amo!
NĂŁo sei administrar o vazio
que percorre minhas veias
tĂŁo pouco, sei trabalhar as perdas.
Nesse deserto, meus sentimentos vagam
rumo os oĂĄsis ĂĄridos
e lĂĄ, a luz do luar
meu olhar se mantém acesa.
Esboço ideias que ficam no papel
sĂŁo espectros de versos concretos
desejos criados pelo meu eu poético
e pelo manto prata da lua,
que me cobre de ponta a outra,
desisto de tentar entoar
tristeza
dor
melancolia
por ora, guardo na gaveta todas as fases mal vividas
deixa sĂł a figura de linguagem falar e
quem sabe amanhĂŁ, o cinza vira azul e entĂŁo
abro a gaveta, onde aprisiona minha felicidade
solta as palavras, e deixo novamente o amor voar
e vou com ele, nas asas da fantasia.
JĂĄ parou para pensar que tudo Ă© tĂŁo pouco e que nada Ă© tĂŁo grande? E que no fim, resta apenas o instante?
Atualmente o espaço Ă© cada vez mais curto entre nĂłs, e ai, vai se atualizando; atualizando em tempo real, quando vĂȘ... jĂĄ foi!
Olhares que se encontraram.
Olhares que se distanciaram.
Olhares meus.
Olhares teus.
Olhares de Adeus.
Fotografia inerte na parede da sala, um relĂłgio sem ponteiros, roupas e cĂŽmodos, tudo virado do avesso.
Todos os escritores sĂŁo como obras inacabadas. Passam a vida planejando pensamentos, buscando se auto completarem.
