Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
âTenho tudo o que pedi, agora, Ă© chegado Ă hora de ver o porquĂȘ os quis e de reaprender e sabiamente escolher. Carrego os frutos que plantei em suave reflexĂŁoâ.
Alce voos.
Exale a tua essĂȘncia.
Inale os teus medos.
Perigo Ă© nĂŁo encarar o perigo.
Enfrenta-o! Ainda Ă© cedo.
A liberdade zela por ti
com toda a liberalidade.
No compasso dos teus dias
neste espaço em forma de poesia
marque encontro com vocĂȘ.
"Relembro cada pedaço do que fui que sou o que destruĂ e construĂ. Viver a dança permanente do sol; despojei minhas sombras".
Naturalmente!
Afago seus cabelos, não na intenção de agrada-la...
Acaricio seu rosto, não na intenção de acalma-la...
Eu velo o seu sono, não na intenção de cuida-la...
Te faço sorrir, gargalhar e até chorar de rir, não na intenção de chamar sua atenção...
Te encho de beijos, te aperto com os meus abraços, nĂŁo na intenção de querer que vocĂȘ fique...
Te chamo com vozinha de criança, não na intenção de parecer bobo...
Faço tudo isso, porque na verdade quem ama, não pensa em nada disso, pois acredita simplesmente que tudo que é feito com amor e para o amor..., acontece naturalmente.
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COMO NOSSOS PAIS
Ă bonito ver pais carinhosos com os filhos, mas Ă© ainda mais belo ver o carinho dos filhos pelos pais, justamente porque nĂŁo Ă© a ordem natural. Geralmente os filhos, em especial os adolescentes, tĂȘm vergonha dos pais... Mais vergonha em expressar sentimentos do que de pedir dinheiro... (Ainda bem que isso tende a inverter com o tempo). E com o tempo percebemos o quanto de tempo perdemos economizando carinho e atenção com os pais, em vez de economizar nas brigas e implicĂąncias.
Quando bate o medo de perdĂȘ-los, dĂĄ uma vontade imensa de voltar no tempo e tentar nĂŁo ser tĂŁo idiota, em preferir muitas vezes estar na rua sozinho do que em casa com eles; ou trocĂĄ-los por pessoas que fingem se importar com a gente, as mesmas que cedo ou tarde nos irĂŁo decepcionar (tipo sem querer, querendo), porque alguĂ©m mais interessante vai aparecer e seremos trocados.
EntĂŁo vocĂȘ cresce, forma a sua famĂlia e - como num passe de mĂĄgica - entende tudo o que antes parecia ser absurdo... De repente vocĂȘ se vĂȘ responsĂĄvel pelo seu lar, se vĂȘ tendo as mesmas preocupaçÔes e âneurasâ que seus pais tinham e passa a enxergar as coisas na mesma visĂŁo que vocĂȘ tanto criticou um dia. As coisas simples da vida passam a ter um valor superestimado e os medos que antes enfrentĂĄvamos rindo deixam de ser engraçados. Ă quando passamos a entender melhor (e na prĂĄtica) a palavra âarrependimentoâ, vendo que temos uma coleção delas.
Na euforia da juventude que parece nĂŁo ter fim e na aparente sensação de onipotĂȘncia e onisciĂȘncia que os hormĂŽnios naturalmente provocam, achamos muitas vezes que nossos pais sĂŁo tolos. Mas tolos somos nĂłs, quando nĂŁo insistimos por aqueles que jamais desistiriam da gente. Pois um dia eles se vĂŁo, assim como a juventude, os hormĂŽnios, a vaidade... Tudo vai sendo tirado da gente, aos poucos ou de repente, e cada vez mais nos vemos como nossos pais, nos dando conta de que nĂŁo somos deuses, nem herĂłis, nĂŁo somos perfeitos, inabalĂĄveis ou incorrigĂveis, nĂŁo somos Ășnicos... Mas para os nossos pais, com toda certeza, somos insubstituĂveis e isso jĂĄ deve ser o bastante para que os amemos sem condiçÔes, ainda que Ă s vezes eles aparentem, na nossa visĂŁo, nĂŁo merecer.
Nossos pais de fato nĂŁo sĂŁo deuses, mas se tem uma coisa divina que eles tentam fazer- da qual nunca damos valor - Ă© nos salvar de nĂłs mesmos. Eles jĂĄ foram filhos, e um dia, inevitavelmente, seremos como nossos pais.
FILHOS, SOB QUAISQUER CIRCUNSTĂNCIAS, AMEM E DEIXEM-SE AMAR!
