Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Ser um vitorioso nĂŁo Ă© vencer todas as batalhas, isto Ă© proeza das histĂłrias em quadrinhos, ser vitorioso significa lutar com dignidade e firmeza, sabendo onde quer chegar e guardando, entre os planos traçados, um espaço para a fĂ© em milagres e uma boa reserva de paciĂȘncia, pois os ventos do destino nem sempre sopram a favor do que a limitada visĂŁo humana Ă© capaz de contemplar e prever. Vencer na vida significa encontrar equilĂbrio nos pensamentos, paz na vida Ă© amor sincero no peito, se nutrir de virtudes e aprender com os prĂłprios erros. Ă encontrar uma causa justa, muito alĂ©m do acĂșmulo de patrimĂŽnio e riquezas, para se dedicar de tal forma que quem lhe acompanha possa ver nos seus passos marcas de bons feitos e superação em nome da paz e da tentativa de fazer desse mundo um lugar melhor. Ser vitorioso Ă© render graças ao Criador pelos tempos de apuros e bonança que a vida jĂĄ lhe permitiu viver e ainda permitirĂĄ, Ă© batalhar pela prĂłpria lapidação constantemente. Pela constĂąncia se chega na vitĂłria, e de vitĂłria em vitĂłria se constroem os alicerces da glĂłria.
Cada dia Ă© mais uma oportunidade.
PINGOS DâĂGUA DA CHUVA
(Gleidson Melo)
Um, dois, trĂȘs... Milhares de pingos dâĂĄgua. Assim Ă© a chuva. Suave, acalma e traz a tranquilidade necessĂĄria ao bem-estar.
Conforto para os coraçÔes apaixonados pela vida. Num cantinho especial e reservado, somente para contemplação da natureza: sozinho, sentado e sentindo o cheiro de terra molhada.
Cai em forma de chuvisco, fazendo barulho no telhado. Lava as calçadas e molha os campos verdejantes. Enche os rios, os riachos e escorre nos vales. A vida acontece. Na beira do lago, då um sentido todo especial ao momento e traz a felicidade.
Os pensamentos repousam na calmaria, enquanto dezenas, centenas, milhares... IncontĂĄveis pingos proporcionam a paz e âfaz choverâ.
SabiĂĄs e Bem-te-vis
(Gleidson Melo)
SabiĂĄs e bem-te-vis fazem uma festa grandiosa do amanhecer em Recife. O brilho do sol aquece a areia da praia. A paisagem deslumbrante e banhada pelas ondas do mar verde-esmeralda faz o dia resplandecer com harmonia e felicidade. Num clima de beleza sem igual, quero passar os meus dias. Com tranquilidade, o meu desejo Ă© o de viver e poder viajar no vento, que acalma e funciona como terapia dâalma. Nos cajueiros frondosos, os pĂĄssaros repousam nos galhos e se alimentam dos frutos doces e carnudos, dando um ar de graça e equilĂbrio com a natureza. A cidade festeja o ano inteiro e a cultura regional pĂ”e Ă prova um sabor todo especial e cativante para os visitantes, que cruzam as pontes em busca de novas descobertas e do prazer de estarem presentes. Em paz, descanso na sombra dos coqueiros, embalado ao som de uma mĂșsica tipicamente regional.
Um relacionamento de verdade nĂŁo se constrĂłi apenas de gostar, mas sim com confiança e sinceridade. Tenha carĂĄter de verdade e respeite aquele(a) que estĂĄ ao seu lado, se vocĂȘ nĂŁo tem capacidade de amar nĂŁo finja, deixe-o ir, alguĂ©m pode dar o valor merecido a essa pessoa. Hoje em dia percebo que muitos relacionamentos nĂŁo tĂȘm frutos, e o motivo disso Ă© o nĂŁo saber cuidar e cultivar o que se tem. Pessoas reclamam por nĂŁo terem uma vida maravilhosa, mas nĂŁo sabem que para isso tudo tem sacrifĂcios, algumas pessoas julgam aqueles que tĂȘm um relacionamento perfeito, azucrinam, colocam fogo e tudo isso devido a porcaria da inveja.
Sabe aquele velho lance da metade da laranja? Nem todos conseguem achar, e quando acham nem todos sĂŁo capazes perceber, mas, quando percebem, acredite... Ă© para sempre!
Se um dia vocĂȘ perceber que estĂĄ vazio Ă© porque talvez vocĂȘ tenha deixado seu preenchimento ir embora ou talvez vocĂȘ ainda nĂŁo encontrou onde encher.
Cuide do que vocĂȘ tem, cuidado com que vocĂȘ pensa, valorize, ame e cultive! Essa Ă© a receita do AMOR.
Que haja sempre uma luz para vocĂȘ nos lugares mais escuros, quando todas as outras luzes se apagarem.
A vida as vezes eh estranha neh? Procuramos entender o motivo de algumas coisas acontecerem, o pq algumas pessoas aparecem em nossas vidas, o razĂŁo por outras saĂrem. As vezes quando parecemos estar bem e pq queremos esconder as coisas que nos machucam pois sabemos a dor do sofrimento.
JĂĄ se perguntou pq passamos por tantas mudanças? Mudanças que acontecem do nada em um pequeno espaço de tempo...e sua vida muda completamente. Vc eh guiado para um novo mundo. Mas permanecer nele soh depende de si mesmo, a vida da oportunidade mostra o caminho certo, se vc aceitar ela vai te dar o trajeto. Escolhas e escolhas, temos tantas mas apenas uma certa e quando optamos pela errada nem sempre eh um erro mas um motivo para aprender mas persistir passa a ser opção. Tenha em sua mente que o cara lĂĄ de cima nos dĂĄ aquilo que merecemos e tira aquilo que nos faz mal, as pessoas que estĂŁo ao nosso lado nos dando apoio nĂŁo sĂŁo apenas amigos ou nosso companheiro(a), e sim nossos anjos nos dando luz para uma vida de paz... Reflita sobre a vida, sobre a escolha certa e sua felicidade... Amar eh construir uma vida de paz e harmonia, ser feliz eh estar realizados consigo mesmo, orgulhe-se do que vocĂȘ conquistou nada paga seu carĂĄter e sua dignidade!!!!
E sobre vocĂȘ.
A semana toda se trata sobre vocĂȘ.
Meus pensamentos.
Sonhos acordado.
VisÔes de nós dois.
NĂłs?
Bom, nĂŁo existe nĂłs.
Existe um eu, platĂŽnico mais uma vez.
Invento historias para nĂłs dois.
Crio um mundo.
Compondo o nĂłs, juntos.
Em um infinito invisĂvel.
InvisĂvel porque ainda sou sĂł eu.
Pensando em vocĂȘ.
PlatĂŽnico eu.
Poetize-se.
Te conto um conto, sem pontos,
Pontos dĂŁo fim,
E aqui nĂŁo hĂĄ fim,
HĂĄ sĂł a imensidĂŁo de um poeta amador.
Que clama por amor, atenção, carinho e afeto.
Afinal, nĂŁo Ă© dessas carĂȘncias que tĂȘm a nação?
Passas as noites em branco,
cansado, sem forças, mas pintas.
Na tela, vĂȘs uma janela,
mesmo sentindo que estĂĄs-te nas tintas.
Se pintas aquilo que sentes,
nĂŁo mais finjas a tua dor.
NĂŁo ocultes as linhas da tela
que reproduzes com tintas sem cor.
Se sentes e choras, pintor ,
que a arte nĂŁo pode mudar-te.
Deixa levar-te pelo vento
que os pincéis hão-de abraçar-te.
Mas caro pintor, chorar por amor
nĂŁo Ă© deixar de sentir a paixĂŁo.
Pega na tela, e faz-te a ela
que o cavalete suporta a razĂŁo.
Lembras-te dela, ao ver na janela,
sem que ela saiba da tua existĂȘncia.
Inspiras-te nela, e pÔes na paleta
as tintas da inocĂȘncia.
E nas tuas mĂŁos arrasadas, manchadas
de tonalidades sem cor,
pousa a tinta, que passa na tela
para expressar o que sentes pintor.
Liberta essa dor, caro artista.
Liberta o furor, suja essas mĂŁos.
Levanta os pincéis, pousa a bebida,
onde te vais afogando em vĂŁo.
SEM TERRA
A terra que me ad comer
o pĂł que todos carregamos
a sol que queima pela tarde
e alma que viaja sem ninho.
O grito dos que nada tem,
o sonho inacabado dos cansados,
as palavras em forma de sinais
e os homens presos a estrada.
A volta de uma volta redonda,
a terra que é de ninguém,
o vale seco e triste
dos que nada tem nem o bem.
De terra em terra alheia,
o povo saiu para nada,
e no meio de tanta poeira
o que resta sĂŁo dores e magoas.
Meu sonho atrasado
minha vida sem preço,
meu nome arquivado
só fala da desgraça sem a Graça.
Verde e amarelo
Ă© meu grito,
o grito sufocado pela poeira e pela estrada,
aqui no locar esquecido
pelos capitães e generais sem praça.
Ofélia
Tudo em ti reluz como as joias da coroa do Rei,
tudo em ti Ă© serena e calma manha,
os sonhos dos homens sĂŁo como a areia junto ao atlĂąntico
e tu és eterna entre os låbios dos poetas mesmo que adormecidos...
HĂĄ noite, tu deitastes e a lua resplandece sobre teu corpo,
de dia o sol és tu mesma quando passas,
porem nĂłs homens nos perdemos nas sombras
e falamos apenas com o coração.
OfĂ©lia doce madrugada dos apressados e dos caĂdos,
OfĂ©lia das aguas lĂmpidas e das lĂĄgrimas sinceras
porque em teu rosto existe o sonhos
dos que ainda amam e choram por ti.
ALVORADA
O tempo e tudo que fazemos com ele
as palavras e os sorrisos disfarçados,
as memorias as que retenho e as saudades dos que amo.
Os sonhos arquivados nas prateleiras,
o pĂł entre as memorias das coisas simples,
e de novo os sonhos que ninguém sonha como eu sonho
porque me debato antes de qualquer alvorada.
De novo eu e sĂł entre o fim e o principio de tudo
que eu mesmo escolhi e aqui moro no lugar
por nome Fim do Mundo.
E que Mundo Ă© este?
SaberĂĄs tu me responder a cerca das coisas simples,
fala me e e me responde e eu te direi tantas coisas,
as coisas que moram entre a razão e o coração.
O meu coração que bate tão pouco,
porque pouco ou nada tem...
e a razĂŁo que perco porque tĂŁo mal a entendo.
SaberĂĄs tu o dia que escurecera todas as manhas,
o dia que que alvorada deixar de existir?
O tempo o meu e o dos outros
que me acompanham lado a lado.
Nordeste
As serras ao longe brilham em meu peito
E o tempo aqui Ă© hora morta
Quando ao meio dia os pĂĄssaros adormecem
Debaixo das copas das poucas arvores
E uma carreta envelhecida com um jumento cansado
Que vai Murmurando e maneia a cabeça
De um sol agreste que o vai queimando.
As terras secas em vales profundos
E um povo amĂĄvel do fim do mundo
Que Suspira e respira a poeira das fabricas
Do gesso absurdo.
Enfim no fim de tudo
Nem uma escultura gesso existe neste pequeno
ParaĂso de um AdĂŁo e de uma Eva
Para que a memĂłria dos seus antepassados
Deixe de ser escura.
Nove horas da manhĂŁ
O som do teclado toma formaâŠ
As suas mĂŁos correm e se perdem
Na busca de novas melodias
LĂĄ fora as mesmas coisasâŠ
O movimento constante de sempre.
Em um se estar em parte alguma
Muitas das vezes incerta.
SerĂĄ que estou sĂł?âŠ
Ou serĂĄ que a vida se reduz apenas
A este momentĂąneo apenas?Na verdade,
gostaria de saber
Qual seria o ponto final disto tudoâŠ
Murmurou ela e continuouâŠ
Para onde vamos?
Se Ă© que vamos
Para algum lugar.
CĂąntico dos desesperados
Caminhais por entre o fio da navalha
E de pés ensanguentados cambaleias
Temendo a direção do norte
Como também o caminho imaginårio
Que se diz ser do sul.Resumis um todo a uma escala mĂnima
E mesmo assim vossos sonhos sĂŁo tĂŁo iguais
Aos que sempre vĂŁo pensando altoâŠ
Eis a sina dos que bebem ĂĄgua turva pela manha,
O quanto basta para que vossa voz se confunda
Com a razĂŁo que tendes, mas que sempre vos tiram.
Conflitos e dores numa palavra tĂŁo simples
Que vos levara ao progresso,
Mesmo que este progresso esteja tĂŁo distante
E ninguém entre vós hå que vos desperte.
Caminhais sobre o fio da espada
E aqueles que se dizem entender sobre vĂłs
Nada sabem e nada fazem.
Panfletos que se perdem na virada do tempo
A mistura de seres sempre desesperados
Quando os vossos lamentos e cĂąnticos se abafam
E todo mundo se encontra as escuras.
Gritais e nĂŁo hĂĄ entre vĂłs um sĂł que vos escute,
BolĂvia nĂŁo esta mais entre vĂłs outros,
Ché foi morto por todos aqueles que se diziam
Protetores.
ExistĂȘncia e identidade de um povo
América do sul de todos os adormecidos,
Quando sobre o fio da cruel espada ensangĂŒentada
Que lentamente a todos vos mataâŠ
E ressume cada instante quando por entre as trevas
Nada mais se avista do que as prĂłprias trevas.
MurmĂșrios, sobre telhados quebradosâŠ
Em pleno amanhecer tĂŁo estranho e sempre tĂŁo doloroso.
Deus meu, deus meu⊠Serå que entre nós
Existe alguém capaz de fazer frente a esta tão estranha
Manha sempre tĂŁo densa e sempre serrada?
Escrito quando viajei pelo
Paraguai â AsunciĂłn
"NĂłs, os artistas (desculpe-me o plural), temos direitos diferentes das pessoas normais, pois temos necessidades diferentes, que nos colocam acima - Ă© preciso que se afirme e acredite - de sua moral. O seu dever Ă© nĂŁo se consumir jamais no sacrifĂcio. O seu dever real Ă© salvar seu sonho. A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porĂ©m, os mais belos esforços d'alma"... "As personagens de CĂ©zanne, , como as belas estĂĄtuas antigas, nĂŁo tem olhar. As minhas personagens, ao contrario vĂȘm. Elas vĂȘm mesmo quando acreditei que nĂŁo devia pintar-lhes pupilas; mas, como as personagens de CĂ©zanne, elas nĂŁo exprimem mais do que muda aquiescĂȘncia ĂĄ vida"
"Aquilo que procuro não é real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do que hå de instintivo na raça humana".
'A beleza tem seus direitos dolorosos: cria, porĂ©m, os mais belos esforços da alma'... "Nosso Ășnico dever Ă© salvar nossos sonhos..."
Depois de um tempo, comecei a entender o mundo: nĂŁo Ă© que exista poucas pessoas dispostas a amar, mas depois de um tempo, o amor vira mentira aos olhos e ouvidos de quem tanto amou, mas pouco foi amado
