Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A noite romĂąntica pode ser estrelada, mas ela serĂĄ mais brilhante se o amor for a principal estrela.
O amor Ă© esse estranho que toma cafĂ© em uma esquina qualquer, que olha para o relĂłgio impaciente ou que se perde na leitura de um livro antigo. Ele tem um rosto que vocĂȘ ainda nĂŁo decorou, mas que sua alma jĂĄ parece reconhecer nos reflexos das vitrines.
âTalvez ele esteja agora mesmo fechando os olhos para sentir o vento, sem saber que esse mesmo sopro Ă© o que carrega a sua saudade. Ă um mistĂ©rio que se veste de cotidiano. O amor nĂŁo chega com trombetas; ele chega como quem pede licença, como quem sempre esteve ali, mas sĂł agora resolveu se manifestar.
âEle deve saber voar, como diz a canção, porque sĂł quem voa consegue atravessar o abismo do medo para pousar no peito de outra pessoa. Enquanto ele nĂŁo chega, ele vai sendo construĂdo no seu silĂȘncio, na sua espera paciente e na sua capacidade de acreditar que, em algum lugar, alguĂ©m tambĂ©m estĂĄ fazendo as mesmas perguntas: "Onde andarĂĄ vocĂȘ?"
â"O amor nĂŁo Ă© um destino onde se chega, mas a prĂłpria estrada que se ilumina quando dois passos decidem seguir o mesmo ritmo.
â
â"Meu amor, vocĂȘ Ă© a minha Ăąncora e o meu horizonte.
âCada dia que passamos distantes carrega um peso sutil de saudade, mas essa mesma distĂąncia me permite enxergar, com clareza ainda maior, a gratidĂŁo que sinto por ter vocĂȘ na minha vida. VocĂȘ Ă© a poesia que faltava em cada verso. Lembro-me do calor da sua mĂŁo e do refĂșgio do seu abraço, e Ă© essa memĂłria que me mantĂ©m firme.
âMal posso esperar para ter a nossa histĂłria reunida novamente, e por todos os capĂtulos lindos que ainda vamos escrever. VocĂȘ Ă©, e sempre serĂĄ, o meu lar."
O amor inesquecĂvel Ă© aquele que transcende o tempo e as palavras â uma chama que arde no peito, deixando marcas profundas que nenhum verso jamais conseguiu descrever. Ă a sensação de encontrar na alma do outro um reflexo tĂŁo puro que cada momento juntos se torna eterno, fazendo com que atĂ© o silĂȘncio fale mais alto que qualquer declaração.
Disseram-nos a vida inteira que o amor Ă© uma construção, um edifĂcio que se levanta tijolo por tijolo. Mas ninguĂ©m avisa que, quando um grande amor se vai, a estrutura nĂŁo desaba de uma vez. Ela fica lĂĄ. A casa esvazia, as luzes se apagam, mas as paredes continuam de pĂ©, guardando o eco de uma voz que jĂĄ nĂŁo mora ali.
A dor de perder um grande amor nĂŁo Ă© a ausĂȘncia fĂsica; Ă© a insistĂȘncia da memĂłria. Ă vocĂȘ pegar o telefone para contar uma piada boba e lembrar, no meio do caminho, que aquele nĂșmero mudou de dono, ou que aquela tela jĂĄ nĂŁo vai acender com o nome que te fazia sorrir na correria do dia. Ă ir ao supermercado e, por puro automatismo, pegar o doce favorito do outro, para depois devolvĂȘ-lo Ă prateleira com um nĂł na garganta.
A gente tem a tendĂȘncia de achar que a superação Ă© uma linha reta, um processo bonito onde cada dia dĂłi um pouco menos. NĂŁo Ă©. Tem dias em que vocĂȘ acorda se sentindo o rei do mundo, pronto para recomeçar. E hĂĄ tardes de domingo em que o cheiro da chuva ou uma mĂșsica qualquer no rĂĄdio te jogam de volta para o fundo do poço. E tudo bem. Sentir essa oscilação nĂŁo Ă© fraqueza; Ă© o preço que se paga por ter tido a coragem de amar de verdade num mundo onde quase ninguĂ©m se arrisca.
A verdadeira motivação depois de uma perda dessas nĂŁo vem de frases de efeito ou de conselhos clichĂȘs de quem vĂȘ de fora. Ela vem de um pacto silencioso que vocĂȘ faz com o espelho.
O amor que vocĂȘ dedicou a outra pessoa nĂŁo sumiu no espaço: ele voltou para a fĂĄbrica. Ele ainda estĂĄ aĂ dentro de vocĂȘ. Toda aquela capacidade de cuidar, de rir, de planejar o futuro e de se entregar... aquilo Ă© seu, sempre foi seu. O outro foi apenas o canal por onde vocĂȘ jorrou a sua prĂłpria luz.
Perder um grande amor rasga a nossa pele, expĂ”e as nossas fragilidades, mas tambĂ©m limpa o terreno. VocĂȘ nĂŁo precisa esquecer o que viveu, nem fingir que nĂŁo importou. Importou sim. Foi lindo, foi gigante e agora faz parte da sua histĂłria. Mas Ă© apenas um capĂtulo, nĂŁo o livro inteiro.
Vencer essa dor nĂŁo Ă© encontrar alguĂ©m na semana seguinte para tapar o buraco. Ă olhar para o vazio, entender o tamanho dele e ter a paciĂȘncia de ir preenchendo o espaço com amor-prĂłprio, com cafĂ© fresco pela manhĂŁ, com novos projetos e com o silĂȘncio que antes assustava, mas que agora passa a acolher.
VocĂȘ vai voltar a sorrir sem peso na consciĂȘncia. Vai voltar a olhar para o futuro sem medo do fantasma do passado. O amor da sua vida nĂŁo era o outro; o amor da sua vida Ă© a sua prĂłpria capacidade de continuar vivo, sentindo e pulsando, mesmo depois de ter o coração partido.
Respire fundo. A vida continua te esperando lĂĄ fora, e ela ainda tem coisas muito bonitas para te apresentar. DĂĄ tempo ao tempo. VocĂȘ vai ficar bem.
Molécula do Amor
Este sintoma que atormenta
o sono e o apetite: insĂłnias e mariposas.
Provocam arrepios de porcelana
e sobressaltos nas artérias
preenchem todos os orgasmos
com metĂĄforas de voluptuosidade.
Fragmenta a dor nos labirintos da carne
desperta o arrebol escancarado
iluminando a escuridĂŁo incolor do vazio
fermenta a cadĂȘncia do infinito sonho
alucina a concentração das pupilas.
Rodopia a sĂstole e a diĂĄstole
organizam um bailado de pensamentos no estĂŽmago.
Neste estado de imperfeita salubridade
e de perfeita insanidade
movimenta-se a molécula do Amor
na anatomia do poema.
Eu sinto amor mesmo quando nĂŁo amo.
Eu projeto o amor nela.
Mas na verdade ele nunca dependeu dela para existir.
â Aglomerado de hipĂłcritas, tĂŁo frio de amor, cheio de liturgias, e com suas religiosidades, acostumados em fazer o papel de fariseus, usurpando tirando dos escolhidos do Senhor o direito da comunhĂŁo que qual foi dada por Cristo Jesus.
"Engraçado como a distĂąncia te mosntra exatamente o verdadeiro significado do "Amor." Te faz ver exclusivamente o quanto alguĂ©m faz falta para vocĂȘ, o quanto vocĂȘ faz e fazia para uns e para outros nem tanto."
âBy Coelhinha
â"HĂĄ uma crueldade silenciosa em quem termina dizendo que 'o brilho sumiu', como se o amor fosse uma lĂąmpada com defeito e nĂŁo um fogo que ambos esqueceram de alimentar."
â"A pressa quer o fruto, mas o amor pela vida rega a raiz; sem honrar o tempo de maturação, o que colhemos nunca tem o sabor da plenitude."
