Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Viver requer a nossa morte. Quando morremos (morte para o mundo), encontramos realmente a nossa verdadeira vida (vida nos caminhos de Deus). Tem um filosofo que diz âa vida Ă© a soma de nossas escolhasâ (Albert Camus). Concordava atĂ© observar que a Cruz tambĂ©m Ă© sinal de vida. E tambĂ©m forma a soma. Logo a vida Ă© a soma do Amor Vertical (Amor de Deus por mim, maior que todas as coisas) e o Amor Horizontal (Amor que tenho por mim e pelo meu prĂłximo). Assim quando colocamos o Amor de Deus para fazer as nossas escolhas, poderemos nem entender o significado ou propĂłsito, mas Deus sempre tem o melhor para as nossas vidas. NĂŁo temas. Apenas deixe-se guiar pelo sopro abrasador do EspĂrito Consolador.
Os melhores caminhos da vida são os que caminhamos com o coração alegre e transparente, para que, além do humano, possa-se ver os mais verdadeiros gestos do coração.
Antes de sair buscando por alguém que nos complete, o bom é se sentir completo em si mesmo, e conceder a outrem apenas o poder de nos transbordar.
Não te cobres a obrigação de amar aqueles em quem não consegues descobrir nada para admirar. Pode até servir para atestar tua inquestionåvel compaixão, mas não necessariamente tornarå melhores os que se recusam a entender a linguagem universal do verdadeiro amor.
A Vida Ă© Essa Eterna Busca Por Algo Que Nos Preencha. E as Vezes Nos Deparamos Com Que Nos Faz Sentir Vazio e Sozinho Acompanhado. Estamos Buscando Algo Que Deveria Ser Natural, MĂĄgico e Tranquilo, Mas Que Foi Corrompido Pela Vaidade.
Ăs vezes a dor Ă© tanta que a alma quer sair correndo do corpo... Fugir para um lugar, nĂŁo necessariamente o ParaĂso, mas qualquer lugar que sejam teus abraços....
'ABELHAS'
Sob a mesa amarroada,
abelhas polonizam a carne crua.
Zumbidos ao redor de um copo caĂdo parece infinita cena.
Embebidas com o cheiro acre,
destilado,
decalque...
PrĂłximo a elas,
papéis jogados,
acolhendo a letargia de algumas,
veemente saboreando seu pedaço de carne.
Asas parecem bater mais fortes,
volĂșpias,
vaidades, ...
Para onde fora o prĂłpolis?
Sem significado,
os papeis sofrem:
abelhas jĂĄ mortas,
sem voo,
empalhadas pelo prĂłprio 'mel' que criara.
Vilipendias,
caminham lentamente na emoção...
Parado na reflexĂŁo,
a casa de palha observa-me petrificada.
SerĂĄs casa nos dias que virĂŁo?
Ou apenas lembranças de rodas dentadas?
Tudo serĂĄ abelhas,
engrenagens?
E em meio a tantas,
sopeio as que ainda restam.
Mas outras voam sem rumo,
sempre a procura,
carnes cruas,
colmeias...
