Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quadricula meu amor
Num gemido alucinado
Me reflete toda a cor
Do arco-iris aprisionado
( - Quadricular o arco-Ăris - )
Canção de Amor-Vida
Não te peço perdão por te amar!
Se te amo, Ă© porque te amo e pronto.
à um privilégio ser amado.
NĂŁo esquecerei nossos momentos,
Mas que sombra? Eu vivo na luz do sol!
A palidez não me cai bem neném.
CadĂȘ a doçura? Tem doçura e amargura.
Mas sossego, nĂŁo tem nĂŁo.
Sou mulher furacĂŁo.
Amiga e inimiga.
Faço bem e o mal também.
Isso Ă© a vida!
O paraĂso com certeza nĂŁo Ă© aqui.
Mas aqui Ă© boooooom!
A canção é nossa sim!
Vou ouvir e chorar muitas vezes.
Mas vou rir depois. Rir porque vivemos.
NĂŁo foi bom? Sim sofremos.
Mas isso, confessa, deixa tudo ainda melhor.
Sem dor nĂŁo se valoriza o prazer.
E nĂŁo se faz poesia.
Te deixo aqui as promessas,
Cumpridas e quebradas.
As lĂĄgrimas de saudade
De dor e de paixĂŁo.
Te deixo a recordação.
Mas o coração é meu!
E levo inteiro!
Sem fatalidade!
A nossa canção é assim.
GuarujĂĄ, 19/06/2011
Inspirada na poesia do Grande VinĂcius de Moraes - Ternura
Amor, como Ă© ambivalente,
O jeito que te entregas na partida!
Tua alma fala bem alto, incontida...
E me fazes querer viver eternamente...
De despedida em despedida.
Ah o amor...
Que tanto constrĂłi
Que liberta a alma,
Que nĂŁo pede perdĂŁo,
Mas que tira a calma
E tanto dĂłi!
Milagre ou maldição?
Pura ilusĂŁo!
Mas se sente o calor
Quer mesmo saber?
Melhor morrer de amor,
Do quem sem ele viver.
Peça a peça
Eu peço
DĂĄ um teco
Eu pego
Eu peco
No pega-pega
Que cega
Dessa peça
Chamada amor
(Peça a peça)
Moça
Que não almoça
Não faças troça
Do meu amor
Ouça
Meu chamado endossa
Venha e destroça
A minha dor
Moça
Que no meu corpo se enrosca
E de minh'alma se apossa
Ăs meu anjo pecador
Para tirar o bolor
Nada como o reboliço
De um bolero
Que bole o corpo, bole a alma
E faz o amor
Se aboletar na gente
Findar um amor particular,
Ă como um parto!
Parte-se e reparte-se.
Na hora da partida,
Partidos os coraçÔes,
Amores Ă parte.
No particĂpio passado,
NĂŁo hĂĄ partido vitorioso.
Das eternas partituras,
Partilha-se ...saudade!
Mas sempre fica,
Uma Ășltima partĂcula!
(PartĂculas)
â O Outono do teu Amor
Como quando chega o Outono,
O fim do teu amor foi se pronunciando devagar.
Como uma frente fria e outra vão mostrando a mudança da estação,
VocĂȘ foi intercalando paixĂŁo e indiferença, a me preparar para o fim do VerĂŁo.
...eu achando que estava louca,
Mas o inverno foi mostrando a cauda,
e nossa cama voltando a ser apenas a cama fria,
Como a tantos invernos jĂĄ esquecidos.
Sem querer acreditar naquela mudança de clima, eu pedia o teu enlace no meio da madrugada,
buscando no calor, na saudade do Verão, teu coração que ainda pulsava por mim.
VocĂȘ me enlaçava no veranico do Outono,
mas o vento voltava a soprar uivando, e o sino furin avisava: MULHER O VERĂO VAI TERMINAR!
... tua insonia circadiana voltava a te virar pro outro lado, teu fuso defasado na culpa deste amor, o nosso leito desfeito jĂĄ nĂŁo era meu o teu peito.
E para deixar bem claro, todo o amor do VerĂŁo, vocĂȘ me trazia frutas,
As mais gostosas da estação, sem jå poder entregar a tua alma.
... sem nada entender, mas era assim que tudo acontecia, eu voltando a ser ainda nada, no frio-vazio Inverno da minha vida.
Mas nesse processo custoso, amadureci na bucólica estação: no Outono se faz a colheita para aquecer o Inverno de lembranças e gratidão pela oportunidade que o Universo nos deu de viver esse grande amor, um pouco que foi muito, um Sol acima do sol.
Obrigado por ter vindo e ter me vestido de canção.Obrigado por ser amor,
sem deixar de ser dor...
Obrigado saudade, por me deixar assim, com
Vontade de amar.
Com vontade de ir,
Com vontade de ficar.
Vontade de me dĂĄ... Obrigado por me sonhar.
Se palavras faltarem , aprecie oque pode ver com o coração, no amor o silĂȘncio faz leituras de ensurdecer ...
Seremos meros navegantes a deriva num mar de palavras, saudades e rosas sem deixar que o amor acabe...
infinito, o ponto que a mente do poeta determina como possĂvel morada do seu amor... que nunca se acabe.
Quero apanhar nas estradas,
todo amor que entornou de vocĂȘ
O falar no silĂȘncio de Deus
Que a trouxe a plantar-me segredos
Na luxĂșria dos meus medos.
