Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Na escalada poética
Até o alto da Torre Eiffel,
Trago uma bagagem [leve].
Trago o amor que passeia pelo tempo,
Porque os meus flancos,
Tu bem os [conhece],
Sou um poema que sorri,
e te [aquece]...
Estrelada ou nĂŁo,
A noite Ă© sempre [licenciosa],
Ă isso que a faz rainha,
E a torna [majestosa].
Melhor ainda se vier
Acompanhada do teu prazer,
Tornando-a ainda mais [saborosa],
Porque dela retiro a doce carĂcia amorosa.
Entre versos entreabertos
Escritos com [mel],
Agarro-me à ti para tocarmos o céu,
Coreografando com as estrelas
Para enfeitar a noite pequenina,
[para desmistificar] tudo o quĂȘ vier,
E incendiar o nosso [bordel]...
Chame de bordel, chame do que quiser...
Chame até de cabaret!...
Desde que me chame sĂł para vocĂȘ,
E do jeito que eu vier... degusta-me!...
Porque em letras tudo pode, nada Ă© pecado.
Somos livres, criativos e sabemos,
Que o corpo humano nĂŁo nasceu
Para ser vendido, e nem comprado.
O corpo humano nasceu para ser dado,
E amado... ele Ă© sagrado!...
Amada serei um dia talvez,
E do jeito que me [apetece],
- emanarei o aroma que te enlouquece
Conheço a cantiga que te [adormece],
- e o balanço que te [enternece]
Sou o amor que jamais se [esquece].
Mergulho no auge da noite,
Voo em altitude,
Vou plainando feito uma pluma
No teu corpo,
Amar vocĂȘ Ă© salto,
E também é altura,
Porque requer manha,
E nenhum esforço.
Sei de tudo, e mais um pouco,
Lembro de cada minuto precioso,
Ainda tenho na minha boca:
O teu divino e saboroso gosto.
Eternizo nesse libelo a cor do nosso amor,
Elixir vindo através da tranquila maresia,
Espraiando em nĂłs a mais Ăntima poesia;
Em letras corridas, escritas com louvor,
Sopra carinhosamente a brisa do mar...
O poente vem aconchegando a gente,
Assim vou te trazendo alegremente,
Tenho vocĂȘ para me fazer carinho,
Amar, deleitar-me e fazer sorrir
- simplesmente -
E sem nenhum motivo [aparente]...
Escrever para nĂłs sĂł se for com alegria,
Até na mais profunda nostalgia;
Caso um dia, queiras ir,
O teu coração procure de novo
Sempre pelo meu sorrir.
Quem escreve poesia recebeu o dom
Da sensibilidade para fazer
O outro amar mais do que amar,
E ser capaz de atingir até a eternidade
Tendo a coragem de cantar a saudade,
Vivendo a vida em plenitude,
Para se orgulhar do amor
Que sente de [verdade].
â Paulatinamente,
como presença
espiritual que pede
o tempo todo paz
e amor para tirar
de todo coração
a truculĂȘncia
que impede
a reconciliação
e o regresso
ao caminho de volta
tento ir em busca
das verdades
e da mentiras
em meio ao nevoeiro.
Declaradamente,
assumo que
presto atenção
e dou credibilidade
ao General de olhar
duro de azabache,
seja quando cala,
fala ou se indigna
contra as falĂĄcias
e as mentiras dos
que possuem malĂcia
que espalham tudo
e quase sempre
nĂŁo provam nada.
Mesmo que todos
me contestem ainda
insisto em pedir
a liberdade da tropa
e do General,
que sei que sĂŁo
os Ășltimos da fila
e da comum
compreensĂŁo de uns.
Sei que nem por
duas vezes o meu
nome nĂŁo tem
saĂdo dos lĂĄbios
dos filhos de Argos
além destes meses,
porque sei que
eles me tĂȘm
morando no coração,
e eu tenho todos eles.
â TĂŁo precioso e raro
quanto marfim,
O nosso amor bravo
cruzou obstĂĄculos
da vida e do tempo,
E hoje se confirma
o leal sentimento
que forte nos uniu,
e sempre se celebra.
â Escuta, meu amor,
na boca do povo
o pranto da Wiphala,
nas linhas e cores
das veias do destino
tem sido escrito
o poemårio do século
com latino-americanos
e todos sacrifĂcios
em nome da liberdade
e dolorosos fatos.
O perigo dos governos
autoproclamados,
com apoios de paĂses
com vil interesse
Ă© para semear
o genocĂdio e depois
fazer os seus
crimes apagados,
porque juridicamente
sĂŁo menos do que ratos.
Escuta, meu amor,
nĂŁo nos encontramos,
nĂŁo sei nem se
um dia nos encontraremos,
peço que a tropa e o General
nĂŁo os deixemos em nome
do que nĂłs acreditamos;
Sofro a dor dos humildes
que os homens do golpismo
da BolĂvia estĂŁo matando
e no Chile outros andam
o seu povo estĂŁo cegando.
â O amor surgiu
bem mais claro
que cristal puro,
Desde a primeira
vez senti que era
vocĂȘ o meu mundo;
Vivendo a entrega
perfeita e mĂștua
aqui estamos
a cada segundo.
â As gotas
de amor
do General
de olhos
inabalĂĄveis
de azabache
vem todos
os dias
fazendo
um oceano
pelo futuro
para que
nĂŁo se perca
a fé na vida.
NĂŁo dĂĄ para
fingir que
as mestras
nĂŁo estĂŁo
indignadas,
Por cada uma
sofro em dobro,
NĂŁo sejam
um estorvo,
VocĂȘs nĂŁo
sabem o quĂȘ
elas passam.
NĂŁo se trata
de uma teoria:
O Coronel
estĂĄ com
a filha detida.
Foi assinado um
acordo parcial
com a minoria,
Creio que
a palavra
serĂĄ cumprida.
SĂł Deus sabe
quando vĂŁo
soltar a tropa
e o General,
NĂŁo desistirei
de seguir
por cada um
pedindo em
tons reais
e de harpa celestial.
â Arroio Trinta
Pedra fundamental
por mĂŁos caboclas,
Ă Riacho pequeno
beijo de amor infinito
no Vale do Rio do Peixe.
A imigração italiana
plantou lavouras
de ternura e fez
do destino uma cidade.
Arroio Trinta, adorada,
tu bem sabes que te amo
muito mais do que trinta vezes,
além das das horas, dias, horas
meses e por todas as auroras.
A minha oração nas grutas
e no mirante Ă© por ti
e por toda a sua gente,
que ama, luta e segue em frente.
â Quando vocĂȘ surgir na minha vida
sĂł de amor que quero falar,
porque para mim
Ă© o quĂȘ realmente importa.
â Com delĂrio de amor
eu hei de te trazer para mim,
com todo o requinte
que a paixĂŁo pleiteia,
E assim plenos
na dimensĂŁo oceĂąnica seguiremos.
â O amanhecer
Ă© um pretexto
para o meu amor te encontrar,
nĂŁo importa o quanto essa
espera por vocĂȘ irĂĄ durar,
A vida por si sĂł irĂĄ por
nĂłs dois se encarregar.
â O amor por mim
o teu peito ocupa,
e tornou-me tua
almenara radiante
que ninguém apaga
no alto da atalaia
em madrugada fria.
No topo do mundo
tenho de colocado,
o meu coração
nĂŁo anda sossegado,
te quero o tempo
todo do meu lado.
O amor por tua
presença longe
de ser a luz da Lua
que ocultarĂĄ Lira
em noite de chuva
de lirĂdeas erguida,
hĂĄ de ser a doce
sentença da vida.
No topo do mundo
estou te guardando,
o meu coração
por ti anda contente,
se hĂĄ futuro para nĂłs:
ao Universo pertence.
â Das reprovaçÔes
que nascem
do teu casto amor,
nenhuma delas
me aborrecem,
e sim enternecem.
Tal como a Lua
aguarda pelo Sol,
te quero com todo
o calor do amor;
vocĂȘ Ă© o meu feito
mais enlouquecedor.
Teus olhos feitos
de Via LĂĄctea
sĂŁo o meu pendor,
vocĂȘ Ă© o quĂȘ hĂĄ
de mais provocador,
e mel doce de amor.
Do sutil destino
das quatro fortalezas,
nunca irĂĄ sossegar
se não alcançar;
teu lugar de amar
Ă© comigo e nĂŁo
hĂĄ mais como negar.
Sobre as estrelas,
tantos segredos
e ritos interiores,
as pétalas de flores
viraram poemas
nestas correntezas
porque do teu amor
jamais me perderei.
â NĂŁo sei em que ponto
o teu amor Ă© real,
sĂł que agora tenho
percebido o provĂĄvel
e talvez o surreal,
porque nĂŁo permite
sequer a sua imagem
atual ser alcançåvel.
VocĂȘ disse para mim
com sĂmbolos que
ao trocar a foto nĂŁo
me tirou do coração,
que trancou o meu
coração junto ao seu
e atirou a chave no mar.
NĂŁo tenho mais os anos
e o viço da noiva fresca,
tenho signo marcante
das mulheres eternas;
longe de mim ser uma
mulher sem nenhuma
postura neste continente
onde estamos sozinhas
e entregues nas mĂŁos
do destino desprotegidas.
VocĂȘ sabe lidar com
o seu poder onde Saturno
e a Lua se alinham,
e os romances se assanham.
Ainda sou menina
para muitas coisas nessa vida,
assim conservo a chama
que mora em mim viva.
VocĂȘ nĂŁo pode e nĂŁo deve
nunca me amar como tua,
nĂŁo hĂĄ e nem houve outro
em seu lugar a nĂŁo ser
o uso da razĂŁo fazendo lugar,
o quĂȘ vocĂȘ levarĂĄ para si
faz morada mim porque
o melhor para nĂłs queremos.
Te pedi com a mesma
pureza da tua orquĂdea
que me ame como amiga e poetisa,
o amor que quero para mim jamais
serĂĄ edificado sobre a ruĂna de outro coração partido.
â O romantismo tem uma força poderosa. O amor Ă© importante e educar os casais para cultivar juntos a sedução mĂștua mantĂ©m a chama acesa. Gente educada afetivamente Ă© essencial.
