Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A orbe Ă© divina
à o grande castiçal
VĂȘnus e JĂșpiter em prova
De amor total;
IrĂŁo demonstrar sem igual,
Que o amor Ă© celestial.
O amor eterna lira
Nas mĂŁos dos poetas,
Sempre serĂĄ espiritual.
VĂȘnus e JĂșpiter tĂȘm orbitado
- Juntos
Andam aproximando linhas,
Rompendo fronteiras
Das esferas
Eles estĂŁo mais prĂłximos,
E estarĂŁo no auge espiritual,
Provando Ă MercĂșrio e aos homens
Que para brilhar: basta apenas amar.
JĂșpiter ensinarĂĄ que amar Ă© libertar!
A orbe divina då liçÔes,
Mestra de amor, ensina,
Que o amor nada tem de isolado,
Ele vem de dois planetas,
NĂŁo tem vocação para egoĂsta,
Tem alma de artista,
Ele Ă© partilha.
O amor Ă© revolucionĂĄrio,
Livre e libertador,
E dono do tempo certo
EstarĂĄ escrito nas estrelas
Do Universo que é o grande castiçal
- suspenso
Provando que quando ele chega
O seu aroma Ă© intenso,
E a existĂȘncia dele Ă© eterna.
Mesmo que nĂŁo acreditem:
o amor tem o seu prĂłprio tempo
Por ser nascido de dois planetas,
Estando escrito nas estrelas,
Ele tem o seu prĂłprio alinhamento
- planetĂĄrio
VĂȘnus e MercĂșrio,
No auge da coreografia,
IrĂŁo atingir a ĂȘxtase da emoção
A grandeza da poesia,
- o desprendimento
JĂșpiter nĂŁo menos diminuto,
Em reverĂȘncia,
Se curvarå até o Sol e seguirå em marcha
E em fina cadĂȘncia em busca do amor
Que ainda hĂĄ de vir, e estĂĄ escrito;
O amor prosseguirå além do Universo
E da conjunção tripla,
Ele tem alma infinita,
O amor mora no teu peito,
- Em ti ele habita! -
Um sonho lirial
numa noite fria,
Nas veias do hibisco
cor de alegria,
O amor sincero
estĂĄ circulante,
O teu olhar
cor de diamante
Fazendo-me tua
vera amante.
Das celestes
miragens,
Dos poemas
paisagens,
Eu deitada mirando
o teu colo,
- Eis o mais lindo sonho
Ainda nĂŁo
realizado,
Sendo ao mesmo tempo amor
E toda a magnitude poética
Em pleno resplendor!
Um sonho sem igual
por ti plantado,
Um descanso de amor
por mim sonhado,
Talvez seja até exagerado,
NĂŁo nego:
Eu sĂł tenho olhos para vocĂȘ!
Um sonho doce e celestial
De pura verdade
e resplandecĂȘncia,
Dos poetas desse mundo,
Os homens nĂŁo tĂȘm clemĂȘncia,
Nos resta Ă© ter paciĂȘncia.
Quem crĂȘ no amor
jĂĄ nasceu poesia,
Espera confia e desafia,
Em linhas celebra a vida,
Que une e também desalinha,
Enfrenta o deserto, e sempre acredita.
O vento sopra devagar
A duna muda de lugar
O amor pleno a ocupar
A coruja aninhada lĂĄ
Ă protegida pela duna
No seu lugar de aconchegar.
O Sol beija a duna
A duna se abre ao Sol
Num verso de amor total
Abre a poesia em festa
Em louvor celestial
Ă um espetĂĄculo sem igual.
A poesia estĂĄ escrita
O verso estĂĄ feito
Ali na duna cuidada com jeito
No intocĂĄvel ninho da coruja
Ă sempre o lugar perfeito
A duna cuida do que estĂĄ feito.
O teu olhar sobre a duna
O teu cuidar do ninho da coruja
O teu amor pelo mar
O teu jeito de preservar
O teu doce sonhar
Escrevem o destino do lugar...
A origem do amor estĂĄ
nos planos dos deuses,
Creia fortemente,
cruze os [oceanos];
Mergulhe nos teus favoritos
olhos castanhos.
O amor concreto que vira
histĂłria antes de [ser],
Além mar, navegando
com as gaivotas,
Desenhando letras para viver
o que hĂĄ de [nascer.
Ă a miragem de nĂłs que eu
louvo no versos,
Além e concretamente
dos [tercetos],
Carrego a crença que amar
sĂł traz acertos.
O amor verdadeiro Ă© dĂĄdiva
que livra e [salva],
De todos os males,
assim na Terra como no Céu,
à plenitude de braços
abertos e toda a [alma].
E devota desse caminho
que cruzarĂĄ o mundo,
Vou semeando flores
em meu [jardim,
Para estar tudo no jeitinho
quando vieres para mim.
Tenho no Filho a minha certeza
De sempre e tanto
Todo o meu maior amor
E todo encanto
Repleto de serenidade, e entrega.
Crendo sempre na caridade
Orante e expansiva,
Ela nos perfuma e nos dĂĄ liberdade,
à missão até na clausura,
Verdade que se perpetua,
E dĂĄ o tom de plena felicidade,
E nos coloca nos degraus de santidade.
Tenho no Pai a minha direção
Atemporal e atenta
Ao apelo desse amor
Que me chama
Ao serviço de realizar
Uma passagem serena.
O recolhimento Ă© paradoxal
Diante do olhar
Dos que o chamam de descontentamento;
Ele Ă© contentamento espiritual,
Ă chamamento a experiĂȘncia
- anĂŽnima -
De oração e sentimento.
Tenho no EspĂrito Santo, sempre
A minha inspiração
- todo o meu canto -
SecretĂssimo,
SacratĂssimo,
E verdadeiro;
Por todos os amores
Pelos espinhos e dores
Estou solicita a te servir eternamente.
A cada sorriso teu,
A cada olhar meu,
O céu reverencia,
Amar Ă© rebeldia,
O amor tudo muda,
Nos deixa mudos,
Bom ouvintes,
E melhor observadores...,
Ă prĂłprio dos amantes
Ter esse tipo de comportamento:
Enxergar no corpo do outro o rio
cristalino e se ver no reflexo dele.
SĂł o prazer do outro satisfaz,
A fome do outro Ă© audaz,
Tudo sempre surprende,
Tudo muda, brinda, liga,
- e nos religa
Celebrando a vida,
O dia fica mais belo,
A tarde vira audaciosa,
A noite mais brilhante,
Ninguém sabe um terço,
Do que o amor Ă© capaz
De fazer e de revolucionar.
Caminho com o meu tato
Pelo teu corpo,
Como quem caminha
Por uma estrada rural,
Experimentando o teu perfume
Campesino e sensual,
Cheiro de capim-limĂŁo
Que inunda o meu coração,
E pertence ao meu olfato,
- fato -
Consumado, escrito e confirmado,
- celebrado
Provocaste-me com o teu jeito de mato.
O céu azul me convidou,
O vento me contou:
Que o teu amor me guardou.
O mar sussurrou,
Ele reverenciou,
As nossas pegadas,
Duas almas enamoradas,
Passeando Ă beira mar,
- alinhadas
Ah, como Ă© bom namorar!...
O mar nos encantou,
A duna se deslocou,
E o pé do meu do meu amor tocou.
Ă muito lindo relembrar,
NĂłs dois Ă beira mar,
De mãos entrelaçadas,
E sorrindo sem parar,
Brincando de roda
- sem parar -
Os dois se deixando levar
Por essa loucura que dizem que Ă© amar.
Floração poética,
Mais amor do que emoção,
Rosa imortal em esplendor,
Assim sutil me apresento,
Cubro-te com o meu amor,
- o maior sentimento
Pinto a nossa constelação,
- Ăntima e luminosa
Descoberta e estrelada,
- autĂȘntica
Floração em movimento,
Uma contemplação mĂștua,
- ao extremo
Do pico do amor tremendo.
Floração extremada,
- externada
Consentida, indiscreta
E assanhada...
Floração perfumada,
- e apaixonada
Por causa dessa paixĂŁo
Secreta que tenho por vocĂȘ.
Senhora de todas as letras,
Escrevo para o amor que virĂĄ,
Como um canto baixinho
- embalando -
O amor que comigo estĂĄ.
Poetisa intimista,
Escrevo sobre o amor que virĂĄ,
Lindo me iluminarĂĄ,
Mais brilhante do que as estrelas,
E tĂŁo vibrante quanto o luar,
Creio que comigo vocĂȘ ficarĂĄ.
Senhora do meu prĂłprio destino,
Sonho com o teu amor divino,
Com o arco-Ăris do teu olhar,
- magistral -
Com a delicadeza das minhas
- letras -
Irei te encantar...
Para escrever,
- basta crer
No amor que estĂĄ para nascer,
E no fermento poético,
Que Ă© capaz de fazĂȘ-lo alvorecer,
Acredite no amor como eu acredito,
- ele vive dentro de vocĂȘ
SĂł assim vocĂȘ farĂĄ o amor acontecer.
Revelo-me em rebento de amor,
Em convergĂȘncia ao que sente,
- estou aqui presente
Outonal de tanto amor...
Dobro-me em doce louvor,
Em inefĂĄvel contentamento,
- estou aqui tremendo de amor
InefĂĄvel Ă© o teu esplendor...
Anseio por cada minuto seu,
Amor inefĂĄvel amor meu,
- o meu coração -
Ă todo teu!
Tudo vivo em vocĂȘ,
Na mais serena das noites,
E nos mais altivo amanhecer.
Sopra o vento, ondula o mar,
A onda se dissipa, e se renova,
Eu jamais deixarei de te amar.
Amor: escuta!
As montanhas aos falam,
NĂŁo calam, eternizam...,
- pacificam
Elas nos ensinam:
olhar de cima,
e para cima.
Cada montanha Ă© um poema,
- é celebração de vida
Que traz o carinho que serena.
Amor: entenda!
As montanhas aos olhos brilham,
Escrevem, sĂŁo histĂłrias...,
- registros
Dos triunfos e glĂłrias,
- da nossa existĂȘncia
Elas nos concedem:
o olhar sublime,
a visĂŁo do limite.
Cada montanha é oração,
Que eleva o coração.
Amor: reflita!
As montanhas nos aproximam.
Nos elevam, conduzem
Para mais perto do universo,
- reafirmam a coerĂȘncia
Da paciĂȘncia, da fĂ©,
Que o ser humano tanto precisa
Para ficar em pé...,
Diante das auroras e dos poentes,
Assim devemos ser como elas:
Pujantes e persistentes.
Porque quando lhe chamo amor:
eu chamo por mim mesma.
Chamo pela fé ao teu esplendor,
Que me levarå aos pés de León,
De joelhos e com as mĂŁos em prece,
O meu coração é um carmelo,
A minh'alma nĂŁo se prosta,
- nĂŁo esmorece
Pelo bem do ser humano,
Trabalhar por Ele Ă© o meu plano;
Virar o jogo, mudar o rumo,
Plantar mil primaveras,
Semear vitĂłrias,
Aprendendo com a tua beleza,
- e a tua firmeza
Ir além do Mosteiro de São Marcos,
Transformar todos os desafios,
em obstĂĄculos superados.
Respirando a brisa noturna,
E a leveza de todo o amor;
Olhei para o universo,
Procurando pelo meu amor.
Ainda vive no peito,
Nem o tempo acabou,
Com esse grande amor,
Que um dia ainda toma jeito.
O verbo se fez presente,
Emanado pelo coração,
Pedindo o teu amor ausente,
A tua volta através da oração.
As estrelas são letras do céu
Como as tuas letras feitas de mel,
VocĂȘ Ă© a calma que me falta
Sem vocĂȘ perco atĂ© a alma.
Ainda vive aqui dentro
Como rosas de todas as cores,
A lembrança e o soneto.
Por ti ainda morro de amores,
Mas sempre em poesia,
Nascendo, morrendo e ressuscitando
Em letras e com todas a letras,
Para que me guardes e nunca me esqueças.
Um sopro de amor
Um barulhinho do mar
Gostinho de tardinha
Pairando leve pelo ar
Tardinha de brisa
Cheiro de amor
Carinho a tardinha
Em pleno fragor
Tardinha sertaneja
De ternura e beleza
Colocando na mesa
A doçura de amor
Tardinha tĂŁo suave
TĂŁo sua e tĂŁo minha
Tardinha, ai que maldade!
JĂĄ estĂĄ deixando saudade...
Percebo o amor chegando macio,
Bem devagarzinho, ao jeito,
Ao ponto de me fazer crer nele,
E no universo Ăntimo e acalorado.
Eu busco no calor das tuas mĂŁos,
No aconchego das tuas letras,
Ser mulher, ser poesia e ser alma;
Ser tua â nua â e com muita calma.
Sinto como nunca tivesse ido,
Bem devagarzinho, ao ponto,
Ă o jeito de me fazer crer nele,
E no juramento sussurrado.
Eu busco no calor do teu peito,
O alento que sĂł ele pode dar,
No ritmo do teu jeito de amar,
NĂŁo canso de te buscar...
Amar é condição que se assume,
- Ă© sopro de vida â Ă© existir;
Um doce viver para alguém,
à dådiva de querer além do Bem.
Amar Ă© santidade,
- liberdade
De viver de eternidade.
Amar Ă© sobriedade,
- liberdade
De viver além da felicidade.
O tempo nunca serĂĄ maior,
Do que o amor,
O tempo Ă© senhor,
Mas tem princĂpio, meio e fim;
O amor Ă© a eternidade dizendo
Que tu nasceste para mim.
Dizem que o tempo corrĂłi o amor,
Contesto o que dizem sobre o tempo!
O tempo Ă© o tempero do amor,
Ele Ă© aliado â inefĂĄvel â e o faz superior;
NĂŁo vire as costas para o tempo,
Ele Ă© quem ressuscita o amor.
O tempo Ă© senhor de sabedoria,
Ele tem didĂĄtica prĂłpria,
Para nos ensinar a escrever,
- a nossa histĂłria;
Nos tira a retĂłrica,
E faz de nĂłs amantes da vitĂłria.
Amor, escuta o barulhinho:
Ă© o vento anunciando...
Que estou voltando...,
Para ter o teu carinho,
Estou novamente no caminho,
Que eu estava quase deixando,
Pensei que havia esquecido,
Dos nossos planos constituĂdos,
Dos sonhos e dos corais,
Do nosso profundo oceano,
E dos beijos mais fatais...
Trago este rimĂĄrio,
Meu relicĂĄrio,
Abrigado no tempo,
-de volta-
Ao berço do amor,
O nosso templo
Com cheiro de flor
- por nĂłs protegido-
Feito um sacrĂĄrio.
Amor, escuta o barulhinho:
sou eu que acabei de chegar!
Eu nunca deveria ter ido,
Por isso resolvi voltar...,
Para nunca mais ir embora,
Para amĂĄ-lo com gala e glĂłria,
Eternizar a nossa histĂłria,
Em linhas intimistas,
De épica em épica,
A batalha poética,
Que a minha ousadia penou,
SĂł para docemente te conquistar.
DulcĂssimo sonho de amor,
Sigo contigo com louvor,
O meu coração ainda estremece,
- Por ti, sĂł por ti!-
Fui que eu te escolhi,
Entreguei o melhor de mim,
Para vocĂȘ eu sĂł digo sim,
Meu doce serafim,
Quero vocĂȘ inteiro para mim.
Ainda hĂĄ de pousares como
ave gentil em minha mĂŁo,
Quero o teu coração!...
Ainda hei de ser tua
com sutil destreza,
E com toda a grandeza...
Temos todas as potĂȘncias,
Recebemos todas as clemĂȘncias,
Deus sempre perdoa um amor,
Trago em mim a tua cor morena,
Divina miragem que nĂŁo dissipa
- e ninguém apaga
Loucura serena que me excita,
- e me deixa suplicante
Vou fugir contigo para uma terra distante...
Diante de ti nada se desmantela,
O teu amor é a minha segurança;
VocĂȘ coloca os meus pĂ©s na terra.
A tua voz, oceano tranquilo,
O meu ciĂșmes um desatino,
Ăs feito todo de carinho.
Diante de nĂłs, o mundo se curva,
No coração carregamos brandura;
A nossa fé esbanja grande bravura.
EfĂgie e santidade,
Mar do Tahiti,
Nunca te esqueci.
Presença que não dissipa,
E nem faz a alma aflita,
Ă na eternidade do peito que tu habita.
Ă impossĂvel conter a emoção
Diante dessa indomĂĄvel paixĂŁo
Que fez o Sol do amor nascer
Resolvi me entregar
Deixar o amor levar
E o coração entregar
Ă incrĂvel o arrepio na pele
Diante da tua presença
O teu sorriso é a minha crença
Escolhi te amar
Para sempre me dedicar
E o teu corpo louvar
O amor nĂŁo oferece escolha
Ă amar vocĂȘ ou amar vocĂȘ
Quando o coração ama, não tem escolha.
Ă no olhar que conhecemos o destino
E também o desatino
Porque o amor tem o seu prĂłprio curso
Eu confio
Ă no aroma que conhecemos o Ăntimo
Destarte o melhor motivo
Para muitos revelar o amor
Requer coragem ante o desafio
Eu aprecio
à no sorriso que conhecemos a intenção
E também o coração
Porque o amor tem o seu prĂłprio riso
Eu acredito
Assim Ă© o amor:
- corais entrelaçados enfeitando a cintura
[da nereida
Assim Ă© o amor:
- enfeitiçando os ouvidos
[do pescador
Assim Ă© o amor:
- um santuĂĄrio
[de esplendor
Assim Ă© o amor, ele me faz capaz de seguir
para onde vocĂȘ for.
