Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Sobre o amor, o que posso dizer...
Experienciei e continuo a experienciar o amor hĂĄ anos. Hoje, consigo expressar em palavras conscientes algo sobre ele:
A paixĂŁo Ă© algo intenso, mas fugaz. Ao mesmo tempo em que vem, se vai. Assim como as palavras e pensamentos mais lindos te preenchem, da mesma forma eles se vĂŁo. E estĂĄ tudo bem. Acredito que isso nĂŁo seja um problema, pois o que importa Ă© o quanto vocĂȘ se permite sentir e se imergir nesse mar.
Deixe-se banhar, permita-se sentir, sem pensar que isso irå chegar ao fim. Porque, quando chegar, as melhores lembranças permanecerão vivas. Aqueles momentos que preencherão seu coração de amor, não pela posse ou insegurança de não ter o outro, mas pela pessoa que te fez sentir tudo aquilo e que, em sua homenagem, te presenteia com um caloroso sorriso.
Hoje, entendo que a paixĂŁo Ă© passageira, mas o amor Ă© eterno. NĂŁo tenha medo. Pessoas passarĂŁo e levarĂŁo o amor com elas, e isso serĂĄ parte da sua histĂłria. NĂŁo tenha medo de guardar as lembranças, sejam fĂsicas ou mentais, porque sempre que se lembrar delas, o amor te preencherĂĄ novamente.
Confesso que tive medo, pois pessoas que eu amo se vão. Porém, com o tempo, entendi que é isso que torna a vida tão bela. Se essa paixão jå lhe preencheu e chegou o momento de ela partir, guarde o amor. No entanto, torça para que essa paixão possa preencher outra pessoa e que ela sinta toda essa intensidade da forma mais bela que se puder.
â Na canção da vida, a empatia e a cumplicidade sĂŁo as notas que desenham no pentagrama do amor, as mais belas melodias enfeitadas pelos acordes, que desopilam a mente, sossegam a alma e pacificam o coração.
â Ultimamente carrego muitas bagagens
Isso retarda a minha partida
O peso do amor ancora-me donde estou
Carlos Moreno
â "Um Coração Que Chora Por VocĂȘ"
Chora meu coração por algo tão raro,
Um amor que nĂŁo toca, mas sente tĂŁo claro.
VocĂȘ nĂŁo estĂĄ aqui, nĂŁo em corpo, em pele,
Mas sua essĂȘncia me envolve, me embriaga, me impele.
As lĂĄgrimas que caem sĂŁo preces em segredo,
Um chamado mudo, mas cheio de desejo.
NĂŁo hĂĄ distĂąncia capaz de nos separar,
Pois onde meu amor vai, vocĂȘ estĂĄ.
Seus ecos ressoam no fundo de mim,
Em cada batida, em cada "enfim".
VocĂȘ Ă© mais que ausĂȘncia, Ă© a prĂłpria razĂŁo,
Que transforma saudade em pura canção.
Chora meu coração, mas também sorri,
Pois te carrega em cada pedaço de si.
Mesmo nĂŁo fisicamente, sei que Ă© real,
VocĂȘ Ă© minha alma, meu amor essencial.
Se ficar, Ă© amor,
Aquele sentimento que aquece o coração,
Que se espalha sem pressa, sem dor,
E faz da vida uma linda canção.
Se acabar, foi histĂłria,
Uma pĂĄgina que o tempo virou,
Momentos que ficam na memĂłria,
E um sorriso que o vento levou.
Se nunca começou, é poesia,
Palavras soltas, sem razĂŁo,
Uma ideia que flutua, sem fim,
E faz morada no fundo do coração.
Porque, no fim, seja amor, histĂłria ou verso,
Tudo se mistura, no universo,
E o que importa Ă© o que sentimos,
Na forma que vivemos, no jeito que existimos. â
Criado por **Isac Nascimento**
â Poeta do Vale
No Vale do Mucuri, onde a terra canta,
Menestrel do amor e da ternura que encanta,
O coração faz jorrar suave poesia,
Lirismo ardente em noites de melancolia.
Sob o firmamento azul, de estrelas reluzentes,
Estilhaços de luz nos desejos ardentes,
Riqueza rara, como pedras preciosas,
Diamantes, topĂĄzios, ĂĄguas tĂŁo formosas.
Oh, terra de encanto, arrebol tĂŁo sereno,
ExuberĂąncia e beleza no brilho pequeno,
Menino lunar, que sonha em liberdade,
Chilreio dos pĂĄssaros, eco de saudade.
Sorriso do sol, que a aurora acende,
O néctar da poesia na boca que entende,
Segredos guardados no mistério da noite,
LĂĄbios e olhos, lume que a alma acoite.
Capital mundial de tenros sonhos,
Onde o poeta tece casulos risonhos,
De solidĂŁo faz-se clareza e perdĂŁo,
Transformando loucura em pura paixĂŁo.
Nas ĂĄguas marinhas, berilo reluz,
Riqueza da terra que o encanto traduz,
O grito Ă© de vida, sangue que pulsa,
Liberdade jorra, a imaginação resulta.
Poeta do Vale, menestrel da ternura,
Jardineiro de estrelas, dono da doçura,
Faz do céu seu palco, do mistério um abrigo,
E nos dĂĄ sua poesia como eterno amigo.
â O que falar do amor?
Para mim a palavra "amor" Ă© restritiva demais, pois o que ela transmite Ă© muito vasto para ser restringida a uma Ășnica palavra, porĂ©m vejo o charme nesse uso, o charme da simplicidade, nĂŁo simples de mais, porĂ©m simples o suficiente para ser preciso sem exagero e mantendo seus mistĂ©rios, mistĂ©rios que se resolvem em meio ao tempo, mas nĂŁo tempo largado ao vento, tempo vivendo, nĂŁo se vive sem amar, apenas se sobrevive. Mas se tivesse que descrever o amor, usaria de cada momento ao lado de minha amada, cada ação minha para com ela, cada reação biolĂłgica ao pensar, ver ou tocar a ela, cada batida errada, cada olhar e claro minha amada Andressa.
â "O EU TE AMO TARDIO!"
O amor em brasa, a saudade em cinzas,
Um grito mudo, um pedido sem voz.
"Te amo", sussurra em prantos e trevas,
Mas a alma gélida jå não a ouve, não a alcança.
O anjo da morte, cruel e implacĂĄvel,
Levou o espĂrito, a chama que ardia.
A oportunidade perdida, um fio que se esvai,
"Te amo", um eco vazio na noite que se afasta.
Na penumbra da morte, o lamento se acende,
Um farol na escuridĂŁo que a saudade alimenta.
Sem retorno, sem abraço, sem palavras,
Somente o vazio, a dor que nĂŁo se ameniza.
A esperança se esvai como o Ășltimo suspiro,
A lembrança, um fantasma que a alma atormenta.
"Te amo", um grito mudo que se perde no vento,
E a vida segue, sem o amor que a enchia de encanto.
@ANDERSON1ANTONIO
Olhos
Minha Ășltima carta de amor
minha cabeça ferve
eu estou presa nesse imenso limbo de te olhar
amarrada pelo que me fizestes, devaneando sobre o quĂŁo copioso pode ser meu estado
vivendo apenas com a certeza de nunca mais tomar-te um trago
se Ă© que jĂĄ me destes algo teu
tĂŁo especĂfico e fatĂdico o dia em que escolhi espiar tua alma
o lapso de tempo escolhido por ti para revirar minha vida
revirar minha mente, meu subconsciente
deve haver sanidade por detrĂĄs destas lĂnguas
mas o paladar nĂŁo retrocede, nĂŁo eras tu que me dizias isso?
e mesmo salinizado o amor que jĂĄ senti, invado teus olhos para que seja a Ășnica mulher gravada neles
lutar por alguĂ©m que jĂĄ nĂŁo mais te ama Ă© desperdĂcio, nĂŁo acha?
então me calo o peito para que não percebas que até meus dentes rangem seu nome
â Assim Ă© o amor.
Nem sempre dĂĄ pra ver,
nem sempre dĂĄ pra tocar,
mas quando se vai,
vocĂȘ sabe.
Porque o silĂȘncio que fica
grita mais do que a presença que foi.
â Se vocĂȘ sempre se doa atĂ© se esgotar e recebe pouco em troca, talvez nĂŁo seja amor â seja um padrĂŁo repetido.
