Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Doe por amor.
O espĂrito nĂŁo precisa de um rim, mas o gesto de doar pode aliviar a dor e prolongar a permanĂȘncia no plano fĂsico de quem ainda tem uma caminhada a cumprir.
Doe por amor. Faça o bem hoje, sem esperar nada em troca.
Cada ato de solidariedade ilumina o caminho de quem recebe,
e fortalece a luz de quem doa.
Bezerra de Menezes.
O conhecimento arruĂna o amor: Ă medida que desvendamos nossos prĂłprios segredos, detestamos nossos semelhantes precisamente porque se assemelham a nĂłs.
â O amor pode suscitar forças insuspeitadas na alma, contra as quais seria melhor nos precavermos.
O amor atrapalha os negĂłcios.
Pensando bem, talvez o melhor caminho seja longe da empatia e do amor, pois o valor do mundo estĂĄ em coisas fĂșteis, entĂŁo ser inĂștil talvez seja uma bela opção. O respeito e ter quem te acha incrĂvel mesmo diante a tudo que jĂĄ vi que idolatram nĂŁo Ă© impossĂvel pra ninguĂ©m alcançar fĂŁ de qualquer forma.
A Chama e o Fim
O medo de perder um ser...
O medo de, no escuro, desaparecer.
Sem o amor, a vida nĂŁo tem sentido;
Ao perdĂȘ-la, desabo e recaio no abismo.
A luz que emana dela Ă© o que me devolve o fĂŽlego,
O meu Ășnico prazer.
Sem ela, jĂĄ nĂŁo encontro motivos para viver.
Sinto-me preso, sem asas para voar.
Ah, digam-me!
Eu quero ser livre!
Eu clamo pela liberdade!
Pequena chama que ainda arde em mim...
Por favor, nĂŁo se apague!
Pois esse serĂĄ o meu absoluto fim.
Como a Chuva ao Amanhecer
O conforto... O amor...
Onde, no fundo do seu coração, pude escutar as sĂșplicas,
Implorando por alguém que a fizesse voltar a amar.
SerĂĄ...
Que serei Ăștil?
Que serei capaz de te dar o amor de que tanto necessitas?
As estrelas desenham destinos complexos,
De tĂŁo difĂcil compreensĂŁo...
E, ao tentar compreendĂȘ-la ao longo de todos estes anos,
Eu me pergunto: serei eu o amor que vocĂȘ tanto busca?
Ou serei apenas como a chuva que cai em meio aos trovÔes...
E que, quando as nuvens cinzentas se desfazem ao amanhecer,
Desaparece silenciosa, indo embora junto a elas?
Amor da Despedida
A felicidade Ă© passageira;
A dor Ă© eterna.
O amor existe por meio da dor,
Assim como a dor existe pelo amor. Eles se completam.
Pois são os sentimentos que carregamos até os confins do nosso ser,
Até o apagar de nossa vida.
Um Ășltimo suspiro.
Um Ășltimo olhar.
Uma Ășltima lĂĄgrima que escorre pelo nosso rosto... descendo pela face atĂ© tocar o chĂŁo.
Os olhares nos dizem muita coisa; revelam até mesmo a dura verdade
Que tentamos, em vĂŁo, esconder de nĂłs mesmos.
Uma Ășltima despedida.
Um Ășltimo "Eu te amo".
Um Ășltimo movimento das minhas mĂŁos...
O lĂĄpis escorrega e cai no chĂŁo.
O grafite se quebra, exatamente como o meu coração um dia jå se quebrou.
E, por fim, o fim chega.
Chega até mim.
Para pĂŽr a mim mesmo, um fim.
Ainda que eu deseje um Feliz Ano Novo a todos, se nĂŁo for com amor, de nada valerĂĄ.
Ainda que eu abrace mil amigos, se nĂŁo houver Boa Vontade, de nada adiantarĂĄ.
Ainda que eu reĂșna meus familiares para uma farta ceia, se nĂŁo houver gratidĂŁo, que sentido terĂĄ?
De nada valerão os desejos travestidos de amor, os abraços falsos, encobertos por lågrimas fåceis do calor da situação, os pratos cheios na mesa e um vazio no coração...
HĂĄ Muita Dor, Mas HĂĄ Mais Amor
Sorrateiramente, memĂłrias da infĂąncia me invadem e me fazem romper com o cotidiano.
Na lembrança, apresenta-se uma figura aterrorizante, um clichĂȘ de tirano.
Do meu quarto, sinto o odor do cachimbo, enquanto o desprezo em seus olhos exala Ăłdio.
Mas ainda posso ouvir, da janela, apesar da tarde taciturna, as vozes das outras crianças brincando.
Do terceiro andar, fantasio-me brincando com elas no térreo, pois nem concebo a ideia de descer.
Por instinto, aguardo o déspota adormecer ou sair de casa, para que eu possa me divertir.
De repente, o interfone toca. Ele atende e, apĂłs alguns berros, sai depressa pelas escadas, entra no carro e me liberta.
Faço meus afazeres escolares; minhas irmĂŁs dormem, minha mĂŁe estĂĄ no trabalho â e agora desobedecer Ă© o mesmo que viver.
Viver Ă© muito melhor que sonhar, e entrego-me de corpo e alma Ă s brincadeiras, com minha pipa e meu piĂŁo.
Jå estou sujo de terra como os amigos; ganhei pipas, perdi o pião, e acendi a chama do meu coração.
Minha alma Ă© invadida pela alegria de ser criança â sinto que venci o mal.
Porém, subitamente, escuto a cavalaria do inferno através do escape velho e barulhento.
Corro mais rĂĄpido que no pega-pega, subo as escadas para que nĂŁo perceba que estive brincando.
Entro direto no banheiro, tomo banho e começo a chorar, pois sei o que estå por vir.
VocĂȘ entra, espera que eu termine o banho e me surra com a mangueira que usou para lavar o automĂłvel.
E sofro mais uma das infinitas violĂȘncias daquele a quem um dia chamei de pai.
Por esses episĂłdios, passei a vida acreditando que nĂŁo deveria ser pai, pois Ă s vezes me via reagindo de forma igualmente inclemente.
Entre tantas escolhas, esse pensamento sempre permaneceu, por temer que um dia eu me tornasse como ele.
Arrependo-me profundamente, porque as decisÔes que tomei castigaram minha alma e me amaldiçoaram até recentemente.
Ainda que tardiamente, ser pai foi a melhor ventura que me aconteceu.
A importĂąncia de sĂȘ-lo Ă© reconhecer a mudança e lançar esperança ao futuro.
Mas o mais especial para mim foi descobrir que, apesar de toda a dor que carrego, ainda sou capaz de dar e receber amor.
DRAL
"O amor nĂŁo Ă© a ausĂȘncia de falhas dentro da famĂlia; Ă© a decisĂŁo de permanecer unido apesar delas. E quando Cristo estĂĄ no centro, a graça sempre serĂĄ maior que as feridas."
Soneto ao dormir
O amor Ă© o calor que estĂĄ escondido na brisa
Que ri sapeca atrĂĄs da pedra
Que sonha soturno mormaço
Ă o mel que se come e se dĂĄ, feito um ramalhete de borboletas
As mulheres sĂŁo tĂŁo carentes porque para crescerem tiveram de perder o amor da mĂŁe, e, depois, do pai. Os homens ainda procuram o amor da mĂŁe. As mulheres, o que procuram?
Amor
HĂĄ quanto tempo me desejo, mas tinha medo do desejo porque nĂŁo me reconhecia. A solidĂŁo Ă© quando estamos perdidos de nĂłs mesmos. Compreendo o mundo, Ă© como uma garrafa que jogamos no oceano, Ă© a esperança de encontrar maior riqueza alĂ©m de nĂłs, naquilo que nĂŁo viverĂamos se nĂŁo soubĂ©ssemos usar o desejo.
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