Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

O AMOR QUE SE DESFAZ

Amor Ă© desconexo e abstrato.

Hoje, sĂł me resta o vazio
e a velha certeza:
esse sentimento invisĂ­vel
fere a alma
e sangra o peito,
facada a facada,
quando retorna ao nada.
Ecoam promessas murchas

na boca de quem diz “eu te amo”:
veneno suave, imperceptĂ­vel.
O amor é farsa disfarçada de bondade,
cheia de uma maldade silenciosa
que corrĂłi a alma ingĂȘnua
de quem acredita no impossĂ­vel.
É o inverso do afeto,

o golpe que transforma Ăąmago em amargo,
o gelo que incendeia por dentro
na desmoralização lenta do sentir.
Esse maldito não existe —
mas devasta.
E quando parte,

desfaz-se ao vento
como teia frĂĄgil de ilusĂŁo.
A quem acredita no vago,

resta a navalha da dor,
o desespero que rĂłi os ossos,
o abismo que engole cada palavra doce
em nome de um amor-ferida,
que sangra abstração.
É armadilha cruel,

voto que se desfaz sem nascer.
Não acredito no amor —
pois nada sobra
quando o desejo evapora
e revela a realidade nua.
O inexistente amor,

complexo e rasgante,
Ă© o que mais dilacera a alma,
transformando sonhos em desilusĂŁo.
É mentira que se sustenta entre nós

até que morram a lealdade e a confiança.
Primeiro sentido,
depois abstrato,
depois veneno.

Ser pobre nĂŁo impede o amor.
Quem acolhe um animal sĂł precisa de humanidade.
Status nĂŁo aquece, nĂŁo cuida, nĂŁo ama.

O que eu sinto por vocĂȘ Ă© um amor tĂŁo gentil, algo doce e macio.

“O Amor Ă© a prova irrefutĂĄvel da existĂȘncia do Livre ArbĂ­trio.
Pois o Amor Ă© uma escolha.”

“As objeçÔes ao amor ao prĂłximo sĂŁo um dos principais obstĂĄculos ao progresso...”

⁠Aprendi que todos os homens vivem não do cuidado consigo mesmos, mas do amor.

Leon TolstĂłi
De quanta terra precisa um homem? e outras histĂłrias. Jandira, SP: Principis, 2021.

Eu jamais me permitiria ser tocada sem amor.
Porque, por mais que seja bom se entregar apenas ao prazer,
isso Ă© vazio.
NĂŁo tem propĂłsito,
nĂŁo tem sentido.
Quando a entrega acontece com sentimento,
tudo se expande além do comum.
Tudo ganha sentido,
tudo encontra propĂłsito.
E eu nĂŁo estou disponĂ­vel
para usar o sentimento alheio
como forma de me sentir viva.

Entre Amor e DistĂąncia

MĂŁe, Ă s vezes penso em nĂłs:
dias em que somos jardim,
outros em que tudo se perde.

Confesso, Ă s vezes tenho medo.
Quando abro o coração,
minhas palavras voltam
como se nĂŁo tivessem lugar.

Cansa viver assim.
Talvez por isso eu sonhe em partir,
buscando leveza
para um peso que Ă© da alma.

Faz tempo que não ouço
um elogio seu,
nem encontro no seu olhar
algo de bom em mim.

Eu sei que a senhora sofreu
e carrega muitos medos,
mas amar nĂŁo deveria ser
querer controlar.

Ainda assim, uma verdade fica:
eu te amo, mĂŁe.
Mas hoje,
meu coração jå não encontra
paz em estar perto.

Eu fui um amor ausente na sua vida; me perdi pelo caminho, em outros braços e outros laços, me enrolando. Aos poucos fui me distanciando do seu coração.

Sem saber o caminho de volta, bati em outras portas, mas nenhuma tinha o seu cheiro nem os seus abraços.

Foi então que entendi que, ao procurar outros laços, perdi o seu abraço — que era o que mais importava para mim.

Fez-se o amor um ofĂ­cio, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vĂŁ saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.


"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemĂȘncia
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não hå esperança.
⁠⁠

Às vezes o fim de um amor não faz barulho.
Ele simplesmente aprende a viver em silĂȘncio.

Ser trocado dĂłi.
Mas Ă s vezes o que mais dĂłi Ă© perceber que o amor foi embora em silĂȘncio.

"Ah, esse amor, um acaso cheio de intençÔes."

⁠⁠O amor é como a morte, a gente nunca estå preparado (a) para perder!!!

QUINTANA E O AMOR

Muitas vezes nessa vida
Confesso que jĂĄ chorei!
JĂĄ chorei por coisas bobas
JĂĄ chorei por quem amei
Lhes juro, a dor Ă© grande
O tamanho eu nĂŁo sei
Eu sĂł sei que quem jĂĄ amou
Sabe do que eu falei...

E quem nĂŁo quiser chorar
Creia, eis a solução:
NĂŁo procures o amor
Endureça o coração
Tu sĂł nĂŁo vai experimentar
A mais linda emoção
O mais lindo sentimento
A incrível sensação
Vais parecer que flutuas
Na leveza da paixĂŁo.

E por falar em sentimento
Me lembro de um senhor
Que morou no meu Rio Grande
Da vida era doutor
Escreveu as coisas mais lindas
Soube a paixĂŁo expor
MĂĄrio de Miranda Quintana
O professor do amor...

Eu aprendi com o Quintana,
Exaltar o amor...
Pra meus filhos lembrarem
Quando eu me for
E vĂŁo tornar a falar
Assim como eu falei:
—Eu aprendi com papai,
Exaltar o amor...

Thiago Rosa Cézar

Nó do lenço

Em Veneza, o amor era um porto,
Onde o Mouro, de guerras cansado,
No olhar de DesdĂȘmona,enfim, achou conforto,
Um reino de paz, por ela outorgado.

Mas a sombra do lago, em silĂȘncio, tecia
A teia de aranha que o peito consome.
A dĂșvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome.

O lenço caído, bordado em morangos,
Tornou-se a prova de um crime inexistente.
Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente.

Onde havia ternura, nasceu o tormento,
O ciĂșme Ă© o monstro que a si prĂłprio devora.
Um travesseiro abafa o Ășltimo alento,
E a verdade sĂł chega na Ășltima hora.

Ó, General, que venceu mil batalhas,
Mas caiu diante de um falso confidente!
No quarto de Chipre, entre mortalhas,
Dorme o amor que foi morto injustamente.

" Senhor derrama a tua graça eteu amor
que eu sinta a tua presença, que teus anjos estejam aqui, que a tua luz inunde esse lugar


— que assim seja —
que assim se faça, que assim se cumpra


Que Deus me abençoecom paz e sabedoria
todos os dias, Amen."




⁠

"Um amor me fez amar,
uma dor me fez chorar,
um desejo me fez querer,
um amor que não faz sofrer.“

"Meu silĂȘncio nĂŁo Ă© falta de amor,
meu silĂȘncio Ă© apenas um tempo,
um tempo que eu preciso ter
para poder acalmar o meu coração."

"Perto de vocĂȘ,
eu sou apenas amor."