Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento nĂŁo chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptĂ­vel, como a falsa segurança de que tudo estĂĄ garantido. É a falta de escuta, a ausĂȘncia de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento Ă© o silĂȘncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hĂĄbito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que jå estava frågil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Chamava-se Laura.
NĂŁo foi um amor como os outros. NĂŁo começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos sĂșbitos. Começou com silĂȘncio. Um silĂȘncio atento, desses que antecedem as revelaçÔes. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que nĂŁo sabia explicar. NĂŁo era tristeza, nĂŁo era ironia, nĂŁo era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
NĂŁo houve anĂșncio, nem consciĂȘncia imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequĂȘncia de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A PaixĂŁo Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse nĂŁo apenas o livro, mas suas prĂłprias interrogaçÔes. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro nĂŁo se lĂȘ, se suporta. Advertiu que ali nĂŁo havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotaçÔes, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silĂȘncio entre os versos. Mostrava que um poema nĂŁo termina no ponto final, mas na respiração de quem o lĂȘ. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas nĂŁo submissos. Havia nela uma inteligĂȘncia em formação que nĂŁo queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incÎmodo, às vezes necessårio. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia nĂŁo perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silĂȘncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mĂŁos dadas pelas ruas do centro, nĂŁo como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. NĂŁo havia pressa. NĂŁo havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doĂ­a como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade Ă© uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisĂ­vel que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mĂŁo que jĂĄ segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciĂȘncia da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiĂȘncias sobrevivem justamente por nĂŁo se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo alĂ©m do necessĂĄrio. Instantes em que o silĂȘncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingĂȘnuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram nĂŁo nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mĂŁo dele com força, como quem segura a borda de um precipĂ­cio. NĂŁo disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequĂȘncia. E consequĂȘncia exigiria coragem.
Depois disso, apenas distĂąncia.
Os anos passaram com a indiferença prĂłpria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatĂĄrio explĂ­cito. Quem lia nĂŁo sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisĂ­vel entre as linhas. Cada metĂĄfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silĂȘncio poĂ©tico carregava ecos daqueles cafĂ©s.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, Ă s vezes, relia as mensagens antigas. NĂŁo havia promessas ardentes nem declaraçÔes dramĂĄticas. Havia debates sobre metĂĄforas. Havia ĂĄudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontĂąneas, comentĂĄrios sobre o mar, sobre o medo de nĂŁo ser suficiente para a prĂłpria vocação.
E havia aquilo que nĂŁo aconteceu.
O que dĂłi nĂŁo Ă© o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado råpido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas hĂĄ noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegĂąncia pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver Ă© administrar o caos, e ele, naquela histĂłria, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa pågina que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
NĂŁo Ă© arrependimento.
É a consciĂȘncia de que existiu um amor que nĂŁo precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

Nem todo amor Ă© morada. Alguns sĂŁo passagem.

⁠“O verdadeiro amor suporta tudo. Por isso, aceitar o defeito do outro Ă© a maior caridade.”

O amor que fica, nĂŁo Ă© o que vivemos. É o que permanece em nĂłs.

Amantes Imortais


Abraços marcantes
Atiras teu amor no navegar turbulento
Envolve da singularidade dessa lenda
Intensidade dos mares
Maresias das sensaçÔes.

⁠A maior declaração de amor é a que não é feita, o homem que sente muito fala pouco

A benção de mais um dia!
Que o Espírito Santo inunde seu coração com amor, paz e alegria, transbordando a presença divina sobre sua vida e para os que o cercam. Essa graça, fruto de um relacionamento contínuo com Deus, traz renovo, esperança e fortalece a fé, transformando o interior e guiando atitudes diårias em conformidade com Sua vontade.
O objetivo dessa busca é que a vida espiritual seja inesgotåvel, permitindo que a graça de Deus seja visível e sentida por todos ao redor.
vamos orar:
"Espírito Santo, habita em mim e guia meus passos" que meu coração transborde desse amor Divino.
Abraço e um dia feliz em Cristo⁠

Só porque não existe reciprocidade no amor, na bondade e na honestidade, não quer dizer que tais virtudes não devam ser praticadas. Existem coisas que são um fim em si mesmas e valem a pena serem estabelecidas mesmo sem uma reação adequada.

O Eco da SolidĂŁo.


​"Aprendi o que Ă© o amor, aprendi sobre ele e, entĂŁo, conheci a solidĂŁo. Carrego o peso de tantas frustraçÔes e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e nĂŁo saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidĂŁo se faz presente. Apesar das contradiçÔes evidentes, entrego-me Ă  melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece nĂŁo ter sentido."

⁠Valorize o esforço, carinho, amor e atenção de alguĂ©m por vocĂȘ. VocĂȘ nĂŁo sabe quanto sacrifĂ­cio e renĂșncia essa pessoa teve que fazer para poder ter o que te oferecer.

⁠Enquanto tem, preserve!
Amor;
FamĂ­lia;
SaĂșde;
Recursos financeiros;
Sanidade mental...

Um bom dia repleto de coisas boas, para todos aqueles que carregam no coração, amor e gentilezas para oferecer ao próximo...!

⁠O amor vocĂȘ pode tudo, vocĂȘ pode beijar verdadeiramente,
abraça verdadeiramente e då um selinho
verdadeiramente.
VocĂȘ pode amar e ser amado, vocĂȘ pode cuidar e ser cuidado.
AlĂ©m das boas emoçÔes que o cĂ©rebro recebe por causa da energia vital do amor que alimenta o prĂłximo fortemente e simplesmente vocĂȘ pode chamar de mĂŽh ou mozĂŁo e ser zelado pelo seu amor infinitamente.

⁠VocĂȘ jĂĄ adoçou a
vida com uma
serenata? EntĂŁo,
isso Ă© que o amor
faz ele suavizar a
alma do casal
fazendo ele fica
mais gostoso
como o melhor
chocolate. Se isso
Jå é bom adoçar a
vida com um belo
chocolate,
imagine com um
beijo de sabor de
sorvete ou
chocolate da
pessoa que vocĂȘ o
ama?

⁠Ele disse pra ela
que ama ela, ela
desacredita do
amor. Ele fica a
procura de te
provar, prova o
beijo dela, o
abraço dela e då
um buque de flor
para alegra o dia
dela. Pois, nĂŁo Ă©
sĂł sinĂŽnimo. Mas,
um amor de
verdade onde ele
ama ela.

⁠O amor flutuante
Ă© como as nuvens
que voa alto que
faz parte de um
sonho de um
jovem que sonha
deitado em uma
cama flutuando
nos pensamento
mais bonito sobre
seu amor que Ă©
Ășnico e mais
lindo. Mas, ele
flutua tĂŁo
profundo nos
seus pensamentos
que se conecta
intelectualmente
com seu amor e
ela suspira e a
barriga gela e diz
alguém nesse
mundo me ama!

O meu amor amadureceu
EntĂŁo veio vocĂȘ e o colheu
Sou teu fruto, fruto do amor.

Do amor
tudo se espera
o que Ă© bom
ele revela
do amor tudo
se tem
O amor Ă© paz
Ă© vida
o amor
sĂł faz o bem!

Até numa simples flor vejo Amor