Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Amor sĂłlido
Ă comum ouvirmos a citação do belĂssimo texto do capĂtulo 13 da primeira carta aos corĂntios em cerimĂŽnias de casamento. Todavia, esse texto foi originalmente endereçado a uma igreja. Por isso, podemos dizer que esse escrito paulino carrega a referĂȘncia sobre a necessidade de caminharmos amorosamente em qualquer tipo de relacionamento. Segundo o apĂłstolo, o caminho do amor Ă© "sobremaneira excelente." (1 Co 12:31)
Contudo, esse caminho parece ter sido esquecido pelo ser humano contemporĂąneo. Vivemos em um mundo "capitalcĂȘntrico" que nos julga num piscar de olhos pelo que temos e nĂŁo pelo que somos. Afinal, a engrenagem de ouro que faz a sociedade funcionar Ă© o consumo. Todos os anos somos convencidos de que o celular que possuĂmos jĂĄ nĂŁo serve, de que nossas roupas jĂĄ estĂŁo fora de moda, de que nosso computador estĂĄ obsoleto e de que, para fazer a engrenagem girar, devemos consumir ainda mais. Entretanto, um grande problema causado por esse "modus vivendi" Ă© que esse tipo de lĂłgica migra para nossas relaçÔes e gera o que o sociĂłlogo Zygmunt Bauman chamou de amor lĂquido. As pessoas vivem relacionamentos sem solidez e que nĂŁo perduram pelo fato de, mesmo sem saber, estarem consumindo o outro.
Se quisermos fugir dessa liquidez, devemos relembrar as orientaçÔes de Paulo sobre o amor. Para ele "o amor nĂŁo busca os prĂłprios interesses", "tudo crĂȘ, tudo espera e tudo suporta". Por isso, o outro nĂŁo Ă© consumĂvel e descartĂĄvel, mas imprescindĂvel. Como escreveu Erich Fromm em "A arte de amar": "O amor imaturo diz: eu te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: preciso de ti porque eu te amo." Ou seja, nunca construiremos relaçÔes consistentes e maduras se, ao primeiro sinal de insatisfação com o outro, simplesmente o descartarmos.
Portanto, que "emanemo-nos amor", como diz uma canção popular e percebamos a importùncia de construir relacionamentos sólidos e profundos que perdurarão para a eternidade como nosso maior legado.
Tento fugir desta tristeza tĂŁo profunda que me perseguir eu era feliz quando o seu amor era meu mais agora sĂł me restou lĂĄgrimas pra chorar!
Poema pintado Ă© um horror, adornos matam a beleza interior. A simplicidade, sim! Ă um brado de amor... A naturalidade tem muito mais valor.
(âŠ)Porque a vida tambĂ©m andou me ensinando, me fez entender que pra ter um amor saudĂĄvel, Ă© preciso um amor-prĂłprio inabalĂĄvel. Se nĂŁo, dĂłi. EntĂŁo deixa eu me amar, deixa eu me recuperar, deixa eu parar de associar amor com dor. Aproveita e se ama tambĂ©m!
Ă difĂcil demonstrar amor quando vocĂȘ nĂŁo sente motivação,
mas, o amor no sentido mais verdadeiro,
não é baseado em sensaçÔes,
mas na determinação de agir com consideração,
mesmo quando parece nĂŁo haver recompensa.
Sobre amor e libélulas
Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libĂ©lula pousou a poucos centĂmetros do meu braço. Na hora, eu nĂŁo sabia ao certo se aquilo era uma libĂ©lula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as ĂĄrvores.
Eu tenho uma ligação especial com libĂ©lulas. Foi correndo atrĂĄs de uma que eu me estabaquei no chĂŁo, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco nĂŁo me matou. Tinha cinco anos e, desde entĂŁo, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vĂȘ-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questĂŁo era cigarra, libĂ©lula ou âseja-lĂĄ-o-que-fosseâ.
Se a necessidade de classificar uma libĂ©lula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se Ă© amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo⊠NĂŁo tenho a mĂnima idĂ©ia, e nem quero ter! SĂŁo inĂșmeras as espĂ©cies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ĂĄs vezes, Ă© simplesmente inclassificĂĄvel pode resultar em muito mais do que um baço perfurado.
Ăs vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefĂŽnica pode ser a Ășltima, bem como aquela pessoa, de quem vocĂȘ ainda nĂŁo sabe se gosta, pode ser o seu Ășltimo romance.
Lulu Santos pediu, a gente obedece:
âHoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mĂŁos
Mesmo sem se sentir
E nĂŁo hĂĄ tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que hĂĄ pra viver
Vamos nos permitir!â
O amor Ă© uma libĂ©lula que pousa na nossa janela pouquĂssimas vezes. Corra atrĂĄs da sua libĂ©lula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu Ășltimo romance.
Mas amor nĂŁo semeia o trigo, nem o colhe, e nem faz o pĂŁo. O amor nĂŁo trĂĄs o tempo perdido. Amor Ă© utopia, e nem sempre podemos nos alimentar de sonhos.
As pessoas falam do amor de uma tal maneira, como se o amor nĂŁo sustentasse as suas prĂłprias vidas. Falamos assim porque temos medo de amar de novo e, veja bem, meu bem! Sem o amor vocĂȘ nĂŁo Ă© nada.
A piedade Ă© uma emoção que pode te matar. A Ășnica coisa mais perigosa Ă© o Ăłdio cego, e talvez o amor.
Descobri o amor quando passei a me amar...
Descobri o respeito quando passei a me respeitar...
Descobri a vida quando passei a vive-la com dignidade amor e respeito...
Descobri a sabedoria quando parei de meter os pés pelas mãos e ao invés de pular obstaculo os tirei do meu caminho com meu esforço e força de vontade...
Descobri a felicidade quando me permitir ser, mesmo que em pequenos detalhes e menores circunstĂąncias da vida...
Descobri a essĂȘncia da vida quando parei de sentir pena de mim mesma, deixei de me fazer de vitima e batalhei por mim...
Descobri meu mundo quando tirei dele pessoas que nada me acrescentam...
Descobri quem eu sou quando parei de dar importĂąncia a rĂłtulos...
Descobri o perdĂŁo quando comecei e me perdoar e nĂŁo me culpar...
Descobri a beleza quando percebi o quanto faço parte da natureza, da minha natureza dentro da minha visão peculiar...
Triste constatar a lenta morte de um amor...
Triste se sentir incapaz de reverter tal situação...
Agoniante ver tudo que um dia foi dedicado a vocĂȘ, agora ir em outra direção"
Se eu fosse mĂșsica.
seria tango
compositor,
seria chico,
sentimento,
seria amor
Se fosse cor,
seria preta,
fosse bicho,
borboleta,
seu eu fosse,
nĂŁo voltava,
virava doce,
te lambuzava
Se eu fosse boca,
na tua
seria corpo,
no teu
seria rosto sem véu
fosse o que fosse,
serias meu.
(Lfosse o que fosse)
Samurai sem Rumo
Sem amigos,sem amor,sem mestre,me resta apenas,aquela que não me deixa dormir...minha alma solitåria grita no fundo do meu coração,sei que um dia encontrarei meu lugar,por isso devo continuar seguindo nesta estrada longa da solidão.
Sorrisos. Chuva. Gentileza. Bons livros. Um cafĂ© gostoso. Um bolo pra acompanhar. Um amor pra amar. Um abraço pra consolar. Boas mĂșsicas. Fotografias. CĂ©u. Mar. Carinho. Saudade. Bons filmes. Gargalhadas que duram a noite toda(ou a vida toda). CompreensĂŁo, perdĂŁo. Paz, alegria. Humildade. Atenção. Bondade. Jesus. Salvação, minha fĂ©, minhas famĂlia, meus amigos. Coisas assim fazem um bem danado pro meu coração.
O amor Ă© o mais generoso dos sentimentos. Ă o Ășnico que inclui em seus sonhos a felicidade de outra pessoa.
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