Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoĂstas que a vida por suas jornadas difĂceis, nĂŁo vai me dizer.
E a paz veio em forma de luz, e iluminou todos os coraçÔes puros e confiantes que habitam todas as culturas entre todas as dimensĂ”es visĂveis e invisĂveis. A divindade maior se personificou em vida e o amor na sua mais tĂȘnue energia de esperança.
Em uma feliz convivĂȘncia entre um animal que adota um ser humano, a parte bem mais amorosa vem sempre mais do animal que confia em alguĂ©m que ele escolheu, cegamente.Pois amar e cuidar sĂŁo emoçÔes naturais da natureza humana de quem ama mas o amor brando, companheiro e sereno de um animal para seu dono Ă© infinitamente distante de todos seus instintos genĂ©ticos e de tudo que envolve sua prĂłpria natureza selvagem.
Hoje a contemporaneidade propÔe um viver inesperado, como isto cada vez mais me torna e me sinto como um ser inacabado. Nunca imobilizado pelo novo, diante disto vivencio e experiencio novas açÔes, pensamentos e reformulaçÔes inusitadas bem longe do que sempre acreditei viver mas vida que segue, e não nos atropele pois só ela que oferece a verdadeira direção e movimentação.
Odeio, quase sem perdĂŁo, quem me tira da solidĂŁo, promete ilusĂŁo e fica com joguinhos infantis dizendo nĂŁo.
Entre um mundo de sonhos e um mundo de fatos prefiro viver num mundo de suaves e generosas possibilidades.
Diante de qualquer grande sofrimento, se houver tempo pedimos perdĂŁo mesmo que nĂŁo nos julguemos culpados. A dor de quem sofre, encobre os limites da humildade, da razĂŁo e da sanidade sendo assim cabe a quem se aproxima, por compaixĂŁo exercer uma dose bem maior de generosidade. NĂŁo existe certo ou errado e sim abandono, solidĂŁo e cumplicidade. Todos nos precisamos um dos outros, indivisivelmente, para que tenhamos a certeza que vale a pena, viver.
Ainda vivo diante do tempo que não para, retornar, reinventar, re-evoluir, reconstruir, recomeçar com as saudades, as lagrimas, os gritos e os amores que mesmo que amontoados, transbordam. Viver tudo outra vez.
Somos tão mais semelhantes uns aos outros que acho de estrema burrice realçarmos por vaidade solitåria de ser especial, nossas poucas diferenças.
Uma data feliz, vinte e um de agosto. Uma data muito feliz muito mais que eu sempre quis. Obrigado Vida.
Cheguei por aqui sĂł e vou voltar pra lĂĄ sĂł. Algumas saudades de algumas pessoas e alguns lugares serenos e refrescantes mas levarei tambĂ©m muitas tristezas de muita gente que nĂŁo entendeu por amor como Ă© e deve ser a verdadeira vida passageira e insĂłlita, por este mundo tĂŁo raso, tĂȘnue e nada profundo.
Distante da humildade nĂŁo hĂĄ a verdadeira amizade do mesmo modo generoso que distante do perdĂŁo nĂŁo hĂĄ o verdadeiro amor que a tudo transcende e completa, sĂł ilusĂŁo.
A inteligencia provoca insatisfação perante o previsĂvel e a mesmice. Mais que um desafio da carne Ă© uma complementação subjetiva e disforme da alma daquele que busca mas nĂŁo sabe o que.
Falar muito e explicar como seria pra que, pois a vida é feita de decisÔes, escolhas e verdades. O tombo e o sucesso depende de nossas exatas e sinceras expectativas.
Felizes sĂŁo muito poucos de nĂłs que a vida dadivosa nos dĂĄ o sagrado direito e oportunidade de repassarmos atos e fatos de nossa vida passada, Ă limpo.NĂŁo que vivamos entre maus projetos, rabiscos, contas mau feitas, rasuras e rascunhos mas nem sempre temos o devido tempo ou foco para reconsiderarmos todas Ă s rotas precipitadas, as palavras desordenadas, os julgamentos sem por quĂȘs ou reflexĂ”es e as pessoas inocentes que vamos deixando magoadas e tristes inocentes pelos caminhos.Parece me como o se ouvĂssemos o canto frio das noites de lua quarto minguante pelas praias com a brisa seca empurrada ao vento.Muito menos que um canto, entre um gemido e um acalanto assemelha se a um choro abafado monotĂŽnico das criancinhas que nunca existiram, como se fossem filhos ĂłrfĂŁos nossos, filhos nossos que nunca nasceram mas foram expelidos pra fora sem o devido amor.Como Ă© bom receber de quem se ama, de novo uma antiga lição pois sabemos que a vida, cedo ou tarde nos darĂĄ de novo sem o devido amor, carinho, consideração e apreço.Pode vir de qualquer jeito e teremos que aprender de uma forma ou de outra, sem tentativas perenes para aperfeiçoamento e busca de perfeição.
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