Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

⁠Receita? Pra poesia?

Este olhar ĂĄvido que tudo perscruta.
Esses ouvidos atentos que tudo escuta...
Essa inquietude... nĂŁo importa a latitude, nem a longitude...
Um amor desconjuntado.
Um vento que chega de qualquer lado...
Uma viagem.
Uma fatia do luar.
Luz e sombra a lhe acompanhar.
Gritos internos.
SilĂȘncios eternos.
Quantas mil outras coisas mais...
Um caminho deserto.
Um regato de ĂĄguas borbulhantes...
Um agora... um depois ou um antes...
Um sonho queimado.
Um bolo estragado.
Uma mistura letal.
Um vazio.
Um dia normal....
Tristezas ou alegrias...
E assim nasce uma poesia.

Inserida por RosangelaCalza

⁠No fundo do teu coração

Tira a sandĂĄlia do medo.
Descalça todo o temor.
Apesar das nuvens escuras
A luz virĂĄ trazendo destemor.

Interpreta o tempo.
NĂŁo se constranja.
A vida Ă© bela...
Tudo no fim se arranja.

Abre a fechadura emperrada.
Escancara as janelas
Deixa o sol entrar...
Dos cantos escondidos da sala tua vida bela hĂĄs de resgatar.

Derruba as paredes da incerteza.
Equilibra-te na linha do tempo.
Tira do fundo do mar a paz, a alegria e toda a sua beleza.
Equilibra-te a avança.

Dança a mais bela das danças.
Rodopia no salĂŁo.
Conforto encontrarås sempre no fundo do teu coração.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Passos

Meus passos...
Compasso.
Descompasso.
Um som solitĂĄrio.

Desencontros.
Sem abraços.
Ficou um vazio.
Procuro uma paz...
Que nada nem ninguém de me trazer é capaz.

No passo, passo.
Do sonho Ă  loucura.
Numa eterna procura...

O dia que nasce.
Nova esperança com ele parece que renasce.
A força da porta aberta.
Do meu Ăąmago novos sonhos desperta.
Fonte de louca inspiração.

Respiro a magia...
Com o nascer de um novo dia.
Acalma-se meu coração.

O tempo passa.
O sol pelo céu passa.
O mundo reaparece: mais da metade é só desgraça.

Sim, a mesma paisagem.
O mesmo ar a nos rodear...
Flores... as mesmas pelo caminho continuo a encontrar.

Mas hĂĄ tantas pedras...
No fim do dia sĂł penso um mundo poderia rodar mais leve... mais devagar...

Mais amor poderiam os homens do seu coração tirar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Alone

You are not alone.
HĂĄ todo um Universo a te acompanhar.
Sozinh@ vocĂȘ nĂŁo estĂĄ...
Sempre ouvi...

Por que vocĂȘ tinha de partir?
Partiu como segue o rio...
O caminho que bem entende,
Contornando, horas a fio,
O fio que estĂĄ Ă  frente...

Sem perguntar a qualquer um se consente...
Ou se, em sua ida... partida, tristeza alguém sente.

Frio que congela a alma.
Medo que nada acalma.
Era pra sempre o combinado vocĂȘ me amar...

Como pĂŽde esse amor das minhas mĂŁos escapar?

Eu... que o segurava bem firme.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Revenge...

"Olho por olho, dente por dente..." A lei de talião ou pena de talião... tal e qual... retaliação. Faço eu justiça proporcional... uma vez que o que é justo é justo e ponto final.

Lei é bom... não é não!? Assim não saio eu desproporcionalmente, causando os mais sórdidos males que engendra a minha mente. Lei impÔe o limite... não importa o quanto eu me irrite... e tudo queira arrebentar... hå uma lei pra delimitar... E eu!? Bem, só me resta respeitar... se não, muito mais caro hei de pagar.

E eu gosto de ensinar o que sei: Ă© bom pra vocĂȘ, seguir a lei... entĂŁo, nĂŁo saia da linha na hora da vingança... vĂĄ sĂł atĂ© aonde a lei alcança.
Nem vocĂȘ, nem eu podemos ser ousados... vinguemo-nos sim... mas sĂł na proporção do dano causado. Contenha sua cĂłlera... foi sĂł um tropeção!?
Vingue-se, mas eis a condição: outro tropeção Ă© sua Ășnica opção.

"MĂŁo por mĂŁo... pĂ© por pĂ©" Ă© isso que Ă©... fĂĄcil, cĂŽmodo e saboroso atĂ© que Ă©, nĂŁo Ă©!? Nada de justiça punitiva... Vingativo Ă© sĂł o que vocĂȘ pode sair sendo (sorry pela estranha construção gramatical) pela vida... equilibradamente... nada excessivamente. Passar do limite!? Nem pense!

Lei mosaica... fratura por fratura.... e todo o mal da alma encontra a cura. Se hå ferimento, nada de cair no esquecimento, nem ficar se remoendo por dentro... com a mesma moeda faça o seu pagamento.

Olho por olho... eis um belo e perfeito princĂ­pio de proporcionalidade ou de equivalĂȘncia pra toda e qualquer maldade... sem emoção, nĂŁo envolva o coração... use unicamente a razĂŁo. E sem rancor no final, afinal justiça foi feita... vingança na medida perfeita.

E não é que é? A lei de talião é a solução para os nossos males. Ou não é não? Diga-me, de verdade, qual é sua opinião?

Ah! Nem vem... vingança é coisa doce... e faz um bem, meu bem! Vingança é doce como mel?

Nãnãnã... que mau... vingança é um mal. Vingança é mais amargo que fel?

Poxpox, miguinh@ do â™Ąï»ż... olha aqui do Gandhi a opiniĂŁo: "Se vigorar o "olho por olho, dente por dente", sobrarĂĄ apenas um homem na face da terra. E ele, com certeza, estarĂĄ cego e banguela".

E aí meu camarada... paz e amor, compreensão e perdão... Que vingança que nada... e siga em paz a sua jornada.

Inserida por RosangelaCalza

Jogadas (in)certas⁠

Ah tinha eu todas as jogadas certas, planejadas.
Sabia precisamente o movimento preciso das peças.

NĂŁo tinha nenhuma dĂșvida.
Tudo estava tĂŁo claro em minha mente.
Sabia o prĂłximo passo...
Daqui ao infinito.

But... apareceste.

Assim do nada.

Jogaste ao vento todas as minhas jogadas tĂŁo precisamente determinada.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Coração

Coisas do coração...
Coisas valiosas guardadas com carinho.
Hå coraçÔes que são como um ninho.
Coração que ama sem nada em troca desejar.
Coração que sabe no caminho correto deve andar.
Coração que sabe no lugar do outro se colocar.
Coração – territĂłrio onde ninguĂ©m pisa.
NĂŁo se rompe.
NĂŁo se corrompe.
Faz o bem a quem quer que do bem precisa.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Insegurança

Ao virar o rosto pra luz vi teu olhar.
Teu doce e terno olhar.
TĂŁo fĂĄcil me apaixonar.

O coração até ensaiou uma batida mais forte.
Os pés quase cruzaram aquele horizonte desconhecido...

Medo.

Fiquei presa no lugar... morrendo de medo de amar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Desabrochar

Olhos lacrimejam de saudades.
Tanto tempo ficou pra trĂĄs perdido nas sendas do tempo.
Um amor tĂŁo lindo enveredou na sombra de um anoitecer e se evaporou...

Olha sua face no espelho.
Reflete solidĂŁo.

O sol acabou de nascer, espreguiçou-se nos lençóis do alvorecer.
Uma lĂĄgrima corre pela face.
Seca-a com as pontas dos dedos.

Esquecer o que pra trĂĄs ficou...
Eis de conseguir seguir o segredo.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Ecos de vocĂȘ

Ainda ouço seus passos descendo lentamente as escadas de nossa casa.
Nas costas apenas uma mochila.
VocĂȘ trouxe tĂŁo pouca coisa quando aqui chegou.
Agora se foi... e tudo levou.

Mas coisas sĂŁo sĂł coisas.
NĂŁo me importo de elas nĂŁo estarem mais aqui.

VocĂȘ se foi.
Levou o seu sorriso.
Levou a sua calma que me acalma.
Levou as cores do dia.
Levou a alegria que eu sentia quando acordava com vocĂȘ para viver mais um dia.
Levou o seu abraço que tanto bem me fazia.
Levou a minha alegria...

Alegria que hĂĄ tanto tempo eu nĂŁo sentia.
Agora vocĂȘ estĂĄ tĂŁo distante.
Seus passos não ouço ecoar mais.
Desejo que vĂĄ em paz.

NĂŁo volte, por favor.

NĂŁo quero sentir o pavor de um dia mais uma despedida viver.
Prefiro dia a dia simplesmente sobreviver.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Colorido

As nuvens se descortinam diante dos meus olhos. O vento era suave.
O jardim todo florido sorria no mais lindo colorido.

Um dia na minha vida.
Um dia repleto de coisas coloridas.
Um dia cheio de vida.

Um doce despertar...
Um leve caminhar...

Um majestoso poder de sonhar.

Uma esperança que nunca para de esperançar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Da solidão

A solidĂŁo era tudo o que eu tinha.

Mantinha um grito sempre aprisionado em minha garganta.

Queria chorar.
Deixar as lĂĄgrimas meu rosto lavar... minha alma acalmar.

Uma inundação...

Que tudo de ruim levasse pra bem longe de mim. E que essa dor tivesse fim.

Enfim!

Inserida por RosangelaCalza

⁠Meu caminho

Queria um caminho aconchegante.
Quente... como uma tarde de verĂŁo.
Claro... como um meio-dia de sol a pino.
Queria um caminho que me abraçasse.

Um caminho em movimento...
Andando junto nas andanças do vento.
Sem medo do que estĂĄ depois da curva.
Sem receio de descer ao mais profundo abismo.

Navegar no mar sem fim...
Segura de mim.
Queria andar nesse caminho sem cerimĂŽnia.
Queria procurar detalhes que ninguĂ©m vĂȘ.

Queria enraizar amor
Por todo o caminho por onde eu for.

Inserida por RosangelaCalza

⁠EmoçÔes à tona
⁠
TecelĂŁo literĂĄrio...
Entrelaça palavras.
Diz tudo sem dizer nada.
Usa meias-palavras pra tudo dizer.
Esconde-se atrĂĄs das brumas.
Revela o irrevelĂĄvel.
Mostra a crueldade do mundo com palavras amĂĄveis.
Palavras amenas nĂŁo canta o amor apenas.
Elabora sem medos do submundo os segredos...
CompÔe os fios da vida.
Tece esperança.
Emociona.
Vive de trazer emoçÔes à tona.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Melancolia

O frio da madrugada.
A escuridĂŁo que nĂŁo me deixa ver nada.

Partiste e sozinha me deixaste.
Contigo toda a minha paz e alegria levaste.

Escrevo agora minha Ășltima poesia.
Sem rimas... sem métrica... sem nenhuma melodia.
SĂł uma nota triste que em toda ela persiste: a mais corrosiva melancolia.

Inserida por RosangelaCalza

⁠A minha fé

Estou com saudades dos dias de sol...
Estou com saudades do agora que trazia um depois com gosto de mel...
Estou com saudades do seu jeito contente...
Estou com saudades de respirar sem medo do ar que iria sorver...
Estou com saudades de andar por aĂ­ e tranquilamente pelo mundo me perder.

Estou com saudades da intensidade da vida.
Estou com saudades de nĂŁo sentir ansiedade.
Estou com saudades daquele tempo das laranjeiras.
Estou com saudades do cheiro do café.

Estou com saudades do tempo em que o que mais me movia e me mantinha em pé era a minha fé.
Estou com saudades dos tempos em que nĂŁo sentia saudades...
Estava tudo no lugar certo.
EstĂĄvamos todos tĂŁo pertos.

O amanhĂŁ sempre parecia tĂŁo certo.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Levo minha vida no meu ritmo
Muitas vezes o ritmo do mundo ignoro...
Vou mais depressa... ou mais devagar...
O que acompanho Ă© o teu caminhar.

Contigo Ă© tudo o que me envolve.
Tua companhia Ă© o que me conforta.
Ruas retas... ou ruas tortas...
Pouco... ou nada influem.

NĂŁo tenho pressa por algo...
Teu ritmo Ă© o ritmo perfeito.
Depois que chegaste em minha vida

NĂŁo hĂĄ mais portas de saĂ­da... minha moral nunca mais estĂĄ em baixa.
Estou tão bem... como peça de quebra cabeças que se encaixa.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Muralhas

Vivo dentro de muralhas...
isso nĂŁo pode estar acontecendo...
até hå pouco tempo,
por bobagens eu estava
me debatendo.

Eram coisas tĂŁo bobas, triviais
que me incomodavam...
hoje Ă© questĂŁo de sobrevivĂȘncia
um coquetel Ășnico de anomalias...
tudo foge Ă  norma, tudo Ă© diferente do normal...
do habitual...

Saudades de quando tudo era tĂŁo normal e eu pouco caso fazia.

NĂŁo, eu nĂŁo perdi.... nĂłs perdemos.
De tĂŁo apavorados, preferimos viver uma vida vazia
de nĂłs...

Inserida por RosangelaCalza

⁠Hå um bater de asas

O sol nasce devagarinho
Seus raios lentamente aparecem por detrĂĄs do montes...
Uma brisa suave traz até mim o perfume inebriante de flores...
Mais um dia começa...
Longa serĂĄ a jornada.

Eu aqui parada... estagnada.
Não tenho forças pra começar o dia...
A noite foi de completa agonia.
Partiste...
Me deixaste tĂŁo triste.

Pergunto-me: de que adianta estar pelo mundo se nĂŁo estĂĄs do meu lado?
Meu coração estå desconsolado.
A cortina levemente balança com a brisa que entra...
Um pĂĄssaro pousa no peitoril da minha janela...
Fica alguns segundos a me olhar com se me dissesse: ‘há tanta vida lá fora’.

Minha alma no peito chora...
HĂĄ um bater de asas...
Um bater de asas que me move... meu coração se comove...

HĂĄ vida... me decido... vou vivĂȘ-la...
Meu coração tão padecido... apertado no peito...
Minha razão: ‘levanta-te... pra toda dor sempre há um jeito’.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Um diårio em minhas mãos

Madrugada fria
A vida quase vazia.
Chove lĂĄ fora.
O quarto jaz numa penumbra que me arrepia.

Folheio lentamente um diĂĄrio.
Nem sabia da existĂȘncia dele...
O acaso colocou-o em minhas mĂŁos.
Sinto-me como se estivesse
um altar profanando.

DĂșvida cruel a me assaltar...
Ler ou nĂŁo ler
aquelas linhas
... tĂŁo certinhas?

Olho-o... descuidadamente...
Como quem nĂŁo quer olhar...
Como que por acaso...

Dou uma espiadinha.

Vejo o meu nome mais de uma vez escrito
naquelas folhas que vou folheando bem devagar.

De partes em partes hĂĄ datas...
Uma lĂĄgrima rola.

Nossos instantes vividos estĂŁo todos aĂ­
Meu eterno amor registrou tudo quando ainda estava aqui.

Inserida por RosangelaCalza