Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
As flores quando cuidadas mostram toda sua beleza, as pessoas quando cuidadas mostram toda sua capacidade. O desabrochar do seu melhor, para isso só é preciso, amor. Não importa quem nos represente como presidente, o que queremos é ter a certeza de quem comandarå a nação, cuidarå dela com zelo e com coração.
Sou o trem dos meus trilhos, sou o condutor dos meus caminhos, dias podem ser corridos, tento terminar com o melhor que posso deixar.
Somos tĂŁo iguais
Onde hå força, hå coragem.
Onde hĂĄ coragem, hĂĄ luta.
Onde hĂĄ desejo, hĂĄ sonho.
Pois somos tĂŁo iguais. Somos tĂŁo iguais.
Somos tão iguais as paixÔes são tão iguais.
Onde hå vida, hå esperança.
Onde hå fé, hå força.
Onde hĂĄ amor, hĂĄ alma.
Pois somos tĂŁo iguais.
Somos tĂŁo iguais.
Somos tão iguais as paixÔes são tão iguais.
MĂĄgicos tentam mudar o mundo.
Palhaços tentam mudar o mundo.
Com truques e gargalhadas.
HĂĄ varias maneiras de caminhar.
Ser criança é uma questão de tempo?
alguns sĂŁo apenas por um perĂodo, outros por momentos, e outros, a vida inteira.
I believe in love, I believe in the force of love, only love makes things different, unique moments, and special people, without love everything seems so mechanical.
Deitados no campo das estaçÔes
NĂŁo posso esquecer das flores da primavera.
NĂŁo posso temer o calor ardente do verĂŁo.
NĂŁo posso dizer que o inverno nos embalarĂĄ na coberta da paixĂŁo.
São seus suspiros, faz-me voar como a cada pétala ao vento.
SĂŁo seus sussurros, faz-me tremer como arrepio em fragmentos de gelo.
Não hå calor maior, faz-me estar aquecido diante seus braços.
Deitados juntos no campo gramado, esparsos e mudos, em emoçÔes ardentes das quatros estaçÔes.
Vem que a vida nĂŁo para, vem que as estrelas nĂŁo apagam, vem que os sonhos nĂŁo morrem. A vida pode parecer uma miragem desĂ©rtica, mas os terremotos furiosos estĂŁo aĂ, pra chacoalhar. O tuaregue, nĂŁo perdi de vista, andarilho flamejante, nas correntes giratĂłrias de areia, um feiticeiro nĂŽmade abrindo passagem nas ĂĄguas do Nilo, com sua beleza, os vales que de longe parecem caminhos, sĂŁo penhascos. Que venha seu olhar. Que venha me pegar. Seus olhos azuis da cor do mar. Refrescam minha a alma, molham meu semblante apaixonado, num sol ardente de Outono. Com sensação de VerĂŁo. O amor pode tudo, nos congela com o medo do frio, nos acalenta com a ternura de temperaturas amenas, e nos atormenta com seu ardente calor da paixĂŁo, tudo ou nada, talvez o imbrĂłglio, talvez a paz. PaixĂŁo pode ser como o deserto, quente e quieto, porĂ©m intenso.
As coisas grandes podem ser reduzidas quando se tem um coração pequeno, as coisas pequenas podem ser aumentadas quando se tem um coração grande.
quero um pouquinho do azul como os mares e os céus,
quero um pouquinho do amarelo do ouro e do sol,
um pouquinho do vermelho das rosas que enfeitam os jardins,
um pouco do verde dos campos de trevos, o laranja dos tijolos das casinhas de barro seco nos vilarejos e o reflexo pĂșrpura das amestistas das cavernas de cristais, quero um pouquinho de cada cor dentro de mim, cores vivas, telĂșrica, a refracção vibrante do dia-a-dia, um arco-Ăris.
Se vocĂȘ, chega na minha porta, alguma coisa pode acontecer. Se seu sorriso Ă© arma de conquista, a noite pode enlouquecer. Um drama do meio conto, um limite a meio fio, uma declaração na passarela, um romance a luz de velas, o encontro tem um dedo de prosa, sentimentos ardentes, respostas as avesas, oportunidades confusas, nada realmente tem razĂŁo, quando se pensa em amor, o teto vira chĂŁo.
Olhar no paraĂso
Cada sonho Ă© um delĂrio.
Cada vontade traz um martĂrio.
Cada minuto Ă© um suspĂro.
Desnudo e imperfeito.
Quando seu corpo por inteiro.
Venerado como monumento.
Se transfere pra areia.
O prazer me incendeia.
Uma vertigem em cadeia.
No apogeu de sua beleza.
Como um lapso de sentido.
Um olhar no paraĂso.
Vamos esquecer um pouco das cobranças, esquecer um pouco dos rancores, deixar de lados as desavenças, se jogar nas confetes de ternura, nadar nas confetes de alegria, principalmente fazer dos momentos descontraĂdos do carnaval, a pista de fraternidade. Banhados em confetes coloridas de amor.
Desacelerado
Tudo acontece tĂŁo rĂĄpidamente
Os botÔes são apertados e tudo se transforma
Acordo e parece que passaram dias
Ainda estou ensaiado em cima da cama
Os computadores de casa
Me acordam numa rajadas de beeps
Como um despertador
Em meio um bombardeio de noticias
Acorrenta-me pelas mĂŁos e guia-me nas ruas
Movimentadas cheio de pessoas acorrentadas
Parece uma guerra no qual as pessoas sĂł olham pra baixo
Quando olham o horizonte, nĂŁo te enxergam, te atropelam
A um palmo a frente
Tomo meu café acorrentado
Almoço acorrentado
Janto acorrentado
Vou dormir, ele carrega ao meu lado
NĂŁo consigo mais largĂĄ-lo
Por que me tornei um pouco dele
Ele tornou um pouco de mim
Agora somos amigos automĂĄticos
Ele, com suas batidas de beeps
Eu, com meu coração descompassado
Duas mĂĄquinas aceleradas
Precisamos nos soltar
Pra enxergar
O entorno
Deixar um pouco de ar entrar
A espontaneidade surgir
A criatividade brotar
O solidariedade fluir
O amor encaixando-se
No seu lugar
Seus braços são chamas.
Como tochas ardentes.
Sua boca Ă© o sol.
Quando vocĂȘ me beija.
VocĂȘ me queima por fora.
E me derrete por dentro.
O frio e a solidĂŁo da quarentena.
SĂŁo evaporados imediatamente.
Seus beijos sĂŁo chamas.
Seu corpo Ă© o verĂŁo.
Aquecendo minha alma.
E esquentando meu coração.
Quando estou sem vocĂȘ.
No hay verano sin sus besos.
â â Rainha do deserto (versĂŁo 2)
Pedras a rodeiam,
desenhando suas asas,
jogada num cinturĂŁo de poeira,
o sol drena a ĂĄgua das raĂzes,
sobre sua cabeça emulando uma coroa.
Calibres de areia se moldam,
sobre as curvas do corpo emulando um vestido.
A encapada flutua nas areias quentes do Saara,
o véu distorce ao vento,
até ladeira abaixo ornamentada.
Guiada por calangos e dromedĂĄrios,
abutres e carcaças,
levando fé, paixão e garra,
ela Ă© a rainha do deserto,
a cigana flamejante das terras
ĂĄridas e quentes,
escultura de areia que resiste as dunas,
a seca, as tempestades e a poeira,
na imensa vastidĂŁo desĂ©rtica.â
â â Sambando na chuva da noite (versĂŁo 3)
â
Quero estar com vocĂȘ,
enquanto os trovÔes iluminam o céu,
numa noite de espetĂĄculo de pirotecnia natural,
parecemos dois patos perdidos,
ornamentados pulando entre as poças,
vamos nos jogar na chuva,
molhar nossas cabeças,
esquecer nossas diferenças,
nossas manias,
nossas competiçÔes do dia-a-dia,
quero estar com vocĂȘ,
juntando nossas penas cheias de cores e ideais,
nossos dissabores do cotidiano,
nossas desavenças aqui morrem afogadas,
vamos nos jogar na chuva,
e molhar nossa consciĂȘncia,
batizar nossas idéias,
esquecer nossas bobeiras,
e acender a magia do carnaval,
somos apenas dois palhaços notĂvagos de luar,
desligados dos barulhos do mundo,
vivendo nosso inquietante samba de romance,
atĂ© o sol raiar.â
NĂŁo hĂĄ lugar que possa correr
Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
EmoçÔes caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitĂĄveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
NĂŁo hĂĄ nada que possa fazer,
NĂŁo hĂĄ lugar que possa correr.â
â Perfume
Quero sentir aquela Ășnica noite,
Com as luzes vibrantes,
Que nos refletiam na parede,
Quero ter a realidade dos sonhos,
Viver o calor real,
Quando os corpos se juntam,
Passaram-se dias,
Correram-se anos,
Nunca mais nos encontramos,
E meus pensamentos voltando,
Como déjà vu de emoçÔes,
IndescritĂvel,
Inesperado,
Intenso,
Guardo naquela rosa,
O aroma da lembrança,
Num vidro blindado,
Um frasco de cheiro,
O perfume cuidado,
Do que restou do romance,
Sua essĂȘncia,
Que se impregnou em mim.
â EfĂgie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraĂso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbĂłrnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
EfĂgie que sobreviverĂĄ aos tempos,
ViverĂĄ aos atentos,
Encantados por seus condÔes,
Que embeleza, gera e transforma.
â Nessa cidade o inverno Ă© calor, encanta quem anda, encanta quem pedala, encanta quem dirige e quem dança. Nessa cidade as flores sĂŁo coloridas e os pĂĄssaros aparecem no inverno. Nessa cidade a lua e o sol se mostram brilhantes no inverno. Como Ă© bom seu calor. O calor de inverno que essa cidade me dĂĄ.
