Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Não se esqueça que o amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradiçÔes que lhe opÔe.

Muitos são os remédios que curam o amor, mas nenhum é eficaz.

O amor-prĂłprio do tolo, quando se exalta, Ă© sempre o mais escandaloso.

O amor Ă© como a febre, nasce e extingue-se sem que a vontade tome minimamente parte nele.

Os raciocĂ­nios do amor-prĂłprio nĂŁo gozam do crĂ©dito das melhores consequĂȘncias.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., AnĂĄtema, 1850

Primeiro Amor

Quero voltar ao inĂ­cio de tudo
Encontrar me contigo senhor
Quero rever meus conceitos, valores
Eu Quero reconstruir
Vou regressar ao caminho
Vou ver as primeiras obras senhor

Eu me arrependo senhor,
Me arrependo senhor
Me arrependo senhor

Eu quero voltar
Ao primeiro amor
Ao primeiro amor
Eu quero voltar a Deus

O amor Ă© tormento, a falta de amor Ă© morte.

NinguĂ©m sente em si o peso do amor que se inspira e nĂŁo comparte. Nas mĂĄximas afliçÔes, nas derradeiras do coração e da vida, Ă© grato sentir-se amado quem jĂĄ nĂŁo pode achar no amor diversĂŁo das penas, nem soldar o Ășltimo fio que se estĂĄ partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dĂŁo Ă© que nĂłs graduamos o que valemos em nossa consciĂȘncia..

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Amor de Perdição

No amor o mais importante Ă© nĂŁo fazer mal Ă  outra pessoa. É secundĂĄrio que se atinja este objetivo pela mentira ou pela honestidade. Infelizmente quase toda a gente odeia ser enganada.

QuĂŁo facilmente o amor acredita em tudo o que deseja!

No amor, as mulheres sĂŁo profissionais; os homens, amadores.

Do amor para com a mulher, nasceu tudo o que hĂĄ de mais belo no mundo.

A honestidade das mulheres é muitas vezes o amor da sua reputação e da sua tranquilidade.

O amor nĂŁo existe, sĂł hĂĄ provas de amor.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantĂĄsticas estradas,

Donde vem ele? Que regiÔes sagradas
E terrĂ­veis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
NĂŁo sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressĂŁo potente,
FormidĂĄvel, mas plĂĄcido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

A clemĂȘncia dos prĂ­ncipes nĂŁo passa muitas vezes de uma polĂ­tica para conquistar o amor dos povos.

As mulheres pedem ao homem o mĂĄximo e o mĂ­nimo. Amor.

Os camaleÔes alimentam-se de luz e de ågua: / O alimento dos poetas é o amor e a fama.

O amor que se acende e se apaga descontinuamente logo se queima.