Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Amor sem tréguas

É necessário amar,
qualquer coisa, ou alguém;
o que interessa Ă© gostar
nĂŁo importa de quem.

NĂŁo importa de quem,
nem importa de quĂȘ;
o que interessa Ă© amar
mesmo o que nĂŁo de vĂȘ.

Pode ser uma mulher,
uma pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lĂĄ do que for.

Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
qua a sonhar se precise.

Amar por claridade,
sem dever a cumprir;
uma oportunidade
para olhar e sorrir.

O amor e a amizade sĂŁo como o eco: dĂŁo tanto quanto recebem.

No amor, a autoridade Ă© por direito daquele que ama menos.

O homem dĂĄ a vida pelo amor, e julga nĂŁo ter dado nada.

Nada Ă© mais potente contra o amor do que a impotĂȘncia.

A dor Ă© o pai, e o amor Ă© a mĂŁe da sabedoria.

Sempre disse que uma mulher só se deve casar por amor - e continuar a casar-se até o encontrar.

O encanto que supomos encontrar nos outros sĂł em nĂłs existe; e Ă© apenas o amor que tanto embeleza o objeto amado.

O amor Ă© um estado essencialmente transitĂłrio. É como uma enfermidade. Tem a sua fase de incubação, o seu perĂ­odo agudo, a sua declinação e a sua convalescença. É um fato reconhecido e ratificado por todos os fisiologistas das paixĂ”es.

Até mesmo o Olimpo é um deserto se não existir amor.

O amor é o milagre da civilização.

O que Ă© o amor? - um conto simples, dito de muitas maneiras.

O amor Ă© um som que reclama um eco.

O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Cenas da Foz, 1857

O tempo, tudo o consome e apenas o amor o aproveita.

O mal nunca estĂĄ no amor.

O amor-prĂłprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas nĂŁo o justifica.

O amor Ă© um poema essencialmente pessoal.

Beber sem ter sede e fazer amor a qualquer hora, senhora, sĂŁo as Ășnicas coisas que nos distinguem dos outros animais.

O amor Ă© como o sarampo: quanto mais tarde chega na vida, mais perigoso Ă©.