Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Amar Ă© ser ferido de morte diariamente. Morre o ego, o individualismo, o "eu".
Amar Ă© reviver diariamente.

Inserida por MatheusHoracio

VocĂȘ vai andar sob o gume da espada. E enquanto seus pĂ©s sangrarem ao corte, todos ao redor se perguntarĂŁo os motivos por nĂŁo estar usando botas, ao invĂ©s de se perguntarem o motivo dos gritos. O homem Ă© superfĂ­cie, e seu coração Ă© uma planĂ­cie ĂĄrida.

Inserida por MatheusHoracio

Quando as coisas que jĂĄ foram incĂŽmodas, que doĂ­am, acontecem na sua frente e nĂŁo causam nada, Ă© o alĂ­vio mais profundo que sua alma sentirĂĄ. É como um espinho que estava preso e um dia simplesmente caiu sozinho.

Inserida por MatheusHoracio

Eu abriria mão de todas as homenagens que poderia receber depois da morte por um "eu te amo" realmente sincero em vida. As pessoas esperam demais pelas coisas que não são, até que realmente deixam de ser.

Inserida por MatheusHoracio

Nunca Ă© numa praia Ă s 23:00 da noite sob a luz do luar, ou numa praça antes do nascer do sol. É no bar, Ă© numa taverna, num botequim qualquer, numa esquina sem iluminação, num portĂŁo velho. SĂŁo nesses lugares que os maiores acertos e decepçÔes do amor realmente acontecem.

Inserida por MatheusHoracio

Amores nĂŁo sĂŁo imprescindĂ­veis, mas copos vazios sĂŁo lamentĂĄveis.

Inserida por MatheusHoracio

DE COR

Esse jogo de correr Ă© sem fim
VocĂȘ corre das contas,
Dos problemas,
De mim.

Foge de tudo
No inĂ­cio
Meio
Fim.

Sabe o que busca e tem medo
Sabe o que quer e nĂŁo estende a mĂŁo.
DestrĂłi tua prosa e teu verso
No medo de outra ingratidĂŁo.

Esquece que outrO risco Ă© viĂĄvel
Abre mĂŁo do que hĂĄ de melhor.
Sozinhos sĂŁo todos mais livres
Livres, infelizes e sĂł.

Abre os braços e vå de encontro
Desencontro que ata esse nĂł.
Ser feliz Ă© possĂ­vel, Ă© palpĂĄvel
Eu prometo, disso eu sei de cor.

Inserida por MatheusHoracio

Pessoas ficam no mesmo trabalho por anos, as vezes décadas, somente pelo comodismo. Sentem que não vão arranjar coisa melhor, que não possuem capacidade para serem felizes em outro lugar, e assim o tempo passa. Ah, isso também se aplica ao amor.

Inserida por MatheusHoracio

Tenho mil coisas no coração que provavelmente apodrecerão com ele no final. Tudo que senti, foi unicamente e exclusivamente meu.

Inserida por MatheusHoracio

A palavra de ordem sempre foi a "parcimĂŽnia". A medida certa de tudo que tĂĄ disposto a dar e fazer por alguĂ©m. Sempre amar na mesma medida, e responder o carinho na mesma quantidade. É impossĂ­vel ser feliz quando Ă© o Ășnico que se doa ao mĂĄximo.

Inserida por MatheusHoracio

Por que a fraqueza estĂĄ em quem sente e nĂŁo em quem abre mĂŁo de sentir?

Inserida por MatheusHoracio

Talvez, se eu tivesse sido um pouco mais corajoso, teria dito para as pessoas o quanto as amava, o quanto eram importantes. O tempo passou, e os sentimentos delas sĂŁo banais, superficiais e frios. Uma pena...

Inserida por MatheusHoracio

Acredito que para namorar, casar, enfim... Para que se chegue nessa decisĂŁo, uma pessoa precisa estar tomada por uma vontade, uma decisĂŁo profundamente convicta. NĂŁo se faz nada por motivos de "se nĂŁo der certo, eu sigo em frente", porque existe o outro lado, a outra pessoa, e ela pode nĂŁo ser tĂŁo boa em seguir em frente quanto vocĂȘ Ă©. O emocional nĂŁo Ă© um jogo.

Inserida por MatheusHoracio

⁠Lamento morena, desculpa dizer. NĂŁo fomos longe como achĂĄvamos possĂ­vel. Planejamos a longo prazo sem resolver as pendĂȘncias do agora. Lamentamos os lamentos de dois jovens que acreditavam serem vividos ou sĂĄbios o bastante para reconhecer e perseverar na verdadeira natureza do amor. Agora somos assim. Indiferentes, frios, distantes como uma estrela que viaja sĂł no espaço gelado. Faltou diĂĄlogo, meu bem. Mais do que isso, faltou conexĂŁo. Daquelas que a gente olha no olho e sabe que nĂŁo tĂĄ bem, e que reconhece no tom das brincadeiras que o riso Ă© agora frouxo e sem viço. Nessa dor sem fim, o fim veio a galope. Devorou os planos como a personificação da fome, bebeu da nossa pureza como a encarnação da sede, deixando no nosso oĂĄsis particular esse Saara de agonia, ĂĄrido, seco, vazio...

Inserida por MatheusHoracio

⁠Não é sobre o que pensamos às 2:00h da manhã em meio a solidão, e sim o que vem a mente numa tarde de domingo leve e tranquila. Ninguém precisa de ninguém. Todos precisam de si apenas, e quando aprendem, aí estão prontos para pensar mais além.

Inserida por MatheusHoracio

⁠As 19:00 eu nĂŁo era ninguĂ©m. Talvez nem tivesse essa pretensĂŁo. AtĂ© ali eu sempre estive sozinho, meus livros, bebidas e pensamentos. Quando bateu 20:00 eu ouvi uma voz, como quem chama em sussurros, e convida atravĂ©s de um buraco na fechadura da porta. Curioso e sozinho eu atendi. As 21:00 eu te vi pela primeira vez. Mas apesar de muito explĂ­cito o que vocĂȘ pensava, talvez o comodismo de estar sempre sĂł nĂŁo me permitia sair naquela noite. O relĂłgio soou Ă s 22:00 e eu resolvi apostar. Estava tĂŁo linda, e sua gentileza e bondade enrolados num sorriso mexeram com algo que eu nĂŁo sabia que tinha, ou que era capaz de sentir. 23:00 e a noite era nossa! A mĂșsica, a dança, fitei a felicidade como nunca antes na minha vida. 00:00! "Faça um pedido", nos beijamos. Talvez ele tenha se concretizado rĂĄpido. As vezes essa Ă© a sorte de uma vida. Como uma moeda da sorte. NĂŁo mais contei as horas, sĂł queria estar ali pra sempre.

Inserida por MatheusHoracio

O Trem das Cinco e Quinze

Na Suíça, os trens são pontuais como o bater de um relógio de cuco. Foi às cinco e quinze da tarde, precisamente, que ela entrou no vagão carregando uma mala de rodinhas desengonçada e um livro sob o braço. Ele jå estava lå, sentado próximo à janela, com os olhos perdidos nos Alpes que desfilavam como pinceladas brancas e cinzas. O sol de inverno, baixo e pålido, fazia o lago de Zurique cintilar à distùncia, como um espelho quebrado.

Ele a viu primeiro tropeçar no degrau do trem, recuperar o equilĂ­brio com uma risada abafada pelo cachecol vermelho. Ela se sentou diagonalmente a ele, dois assentos de distĂąncia. Entre eles, apenas o silĂȘncio alpino e o leve rangido do trem nos trilhos. AtĂ© que, em algum momento apĂłs St. Gallen, ele perguntou, em um alemĂŁo hesitante, se ela sabia a que horas chegariam a Lucerna. Ela respondeu em inglĂȘs, com sotaque francĂȘs: "VocĂȘ fala como quem decorou as frases de um manual ontem Ă  noite". Ele riu, confessando que era brasileiro, um arquiteto em fuga de um projeto mal resolvido no Rio. Ela, por sua vez, era belga, pianista, voltando de um concerto em Viena onde havia tocado Chopin para uma plateia de casacos de pele e suspiros contidos.

No vagĂŁo-restaurante, dividiram uma garrafa de vinho branco suíço tĂŁo seco quanto o humor dela. Ele falou de linhas retas e concreto; ela, de escalas menores e metrĂŽnomo. Quando o trem atravessou um tĂșnel, a escuridĂŁo os uniu mais do que a luz: naquele breu repentino, suas mĂŁos se encontraram sobre a mesa de mĂĄrmore, e nenhum dos dois soube dizer quem havia se movido primeiro.

Em Lucerna, desceram juntos, embora ela devesse seguir para Bruxelas e ele para MilĂŁo. Na plataforma nĂșmero 3, sob o relĂłgio que marcava sete e quarenta e trĂȘs, ele lhe deu um cartĂŁo de visita rabiscado com o nĂșmero de um hotel em Veneza. Ela lhe entregou uma partitura improvisada no verso de um mapa de trem, com notas que subiam e desciam como os trilhos que os haviam levado atĂ© ali. Prometeram escrever, ligar, encontrar-se na primavera. O beijo foi breve — um sopro de vapor no ar gelado —, mas suficiente para que, anos depois, ambos ainda se perguntassem se o gosto daquele momento havia sido de vinho, neve derretida ou simplesmente de *quase*.

Ele seguiu para o sul, onde o concreto de seus projetos ganharia raízes. Ela voltou ao norte, onde as teclas do piano a esperavam, frias e pacientes. Escreveram-se por um tempo, cartas que levavam semanas para cruzar a Europa, até que uma delas se perdeu no correio de Berna, e a outra, por orgulho ou cansaço, nunca foi reenviada.

Anos mais tarde, numa estação em Genebra, ele reconheceria uma melodia ao piano distante — *Nocturne op. 9 nÂș 2* — tocada por mĂŁos que jĂĄ nĂŁo usavam anel. Sentado num banco, deixaria o trem das cinco e quinze partir sem ele, paralisado pela doce crueldade de um destino que os reunia apenas em segundas estrelas, estaçÔes erradas, e em todas as versĂ”es nĂŁo vividas daquela tarde nos Alpes, onde o amor foi tĂŁo preciso quanto um horĂĄrio de trem, e tĂŁo fugaz quanto o vapor de seu hĂĄlito misturando-se ao frio.

Inserida por MatheusHoracio

"A Chuva que Trouxe VocĂȘ"

O Rio de Janeiro acordou coberto por um vĂ©u de nuvens cinzentas. A chuva fina, persistente, descia sem pressa, transformando as calçadas em espelhos que refletiam os contornos da cidade. Era um dia que parecia pedir cafĂ© quente, janelas embaçadas e histĂłrias para contar. Foi assim, entre pingos e esquivas, que Clara e Mateus se encontraram — ou reencontraram — na esquina da Rua do Ouvidor, no Centro.

Clara, de guarda-chuva vermelho desbotado e tĂȘnis encharcados, corria para escapar do aguaceiro quando tropeçou em uma poça. A bolsa escorregou de seu ombro, derramando livros e um caderno de esboços no asfalto. Antes que pudesse se lamentar, uma mĂŁo firme apareceu em seu campo de visĂŁo.

— Deixa eu ajudar — disse o dono da mão, um rapaz de cabelos cacheados e óculos respingados de chuva. Ele usava um casaco azul-claro, já manchado pela umidade, e um sorriso que parecia desafiar o tempo ruim.

Ela o reconheceu na hora. Mateus. Aquele colega de faculdade que sempre sentava no fundo da sala, desenhando nos cantos das folhas durante as aulas. Nunca haviam trocado mais que um "bom dia" tĂ­mido.

— VocĂȘ... faz Arquitetura, nĂ©? — perguntou Clara, recolhendo um livro sobre GaudĂ­ que ele entregou.

— E vocĂȘ desenha melhor do que qualquer um do curso — respondeu ele, apontando para o caderno aberto no chĂŁo, onde um esboço do Bondinho de Santa Teresa dominava a pĂĄgina.

A chuva insistia, mas eles pararam no meio da calçada, rindo da situação. Mateus sugeriu um café ali perto, no Largo das Artes, e ela aceitou antes mesmo que ele oferecesse dividir o guarda-chuva.

O lugar era pequeno, cheio de mesas de madeira riscada e o cheiro do expresso fresco. Enquanto secavam as mangas, a conversa fluiu como a ĂĄgua escorrendo pelas vidraças. Descobriram que ambos tinham o hĂĄbito de caminhar pela cidade nos dias chuvosos, colecionando detalhes invisĂ­veis sob o sol: grafites escondidos em becos, o brilho das pedras portuguesas molhadas, o silĂȘncio incomum da Praça XV.

— Acho que te vi uma vez desenhando no VLT — confessou Clara.

— Era eu! — ele riu, surpreso. — VocĂȘ passou correndo com um casaco amarelo. AtĂ© tentei te chamar, mas o bonde fechou a porta.

O tempo lå fora parecia ter parado, assim como o relógio dentro do café. Quando perceberam, jå era tarde, e a chuva diminuíra para um mormaço. Mateus acompanhou Clara até o ponto de Înibus, sob o guarda-chuva agora compartilhado sem cerimÎnia.

— A gente podia... fazer isso de novo — ele sugeriu, as pontas dos dedos roçando os dela ao devolver o caderno.

— Ficar encharcado e perder o înibus? — ela brincou, mas seus olhos não disfarçavam a esperança.

— Não. Descobrir o Rio devagar, como se fosse a primeira vez.

Quando o Înibus chegou, Clara subiu os degraus sem saber se o calor no rosto vinha do café ou do aperto de mão prolongado que deixaram para trås. Na janela, viu Mateus acenando, até que a neblina e o trùnsito o levaram para fora de sua vista.

Naquela noite, enquanto a cidade secava sob um cĂ©u estrelado, Clara abriu o caderno. Na Ășltima pĂĄgina, um desenho novo: ela, de guarda-chuva vermelho, sorrindo sob a chuva do Rio. E no canto, um nĂșmero de telefone e uma frase: "AmanhĂŁ promete sol. Mas podemos torcer por outra tempestade."

Inserida por MatheusHoracio

⁠A amizade (da minha parte)
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Intensos e satisfeitos.
E um repouso lento

TĂŁo lento que, dos amores, formou-se amizade.
Amizades — da minha parte.
Parte de quando finalizei na sexta,
E, em outra sexta, veio o recomeço.
E o ciclo se repete.
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Ardentes, ĂĄsperos, cortantes.
Agora, um repouso lento

TĂŁo lento que, de colegas, tornaram-se desconhecidos.
E o ciclo, inevitĂĄvel, se repete.

Inserida por Sabrinamali

⁠Dediquei-me com tanta intensidade a quem tinha carĂȘncia que hoje o carente sou eu.

Inserida por RobsonFortunato970