Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Amor sem tréguas
Ă necessĂĄrio amar,
qualquer coisa, ou alguém;
o que interessa Ă© gostar
nĂŁo importa de quem.
NĂŁo importa de quem,
nem importa de quĂȘ;
o que interessa Ă© amar
mesmo o que nĂŁo de vĂȘ.
Pode ser uma mulher,
uma pedra, uma flor,
uma coisa qualquer,
seja lĂĄ do que for.
Pode até nem ser nada
que em ser se concretize,
coisa apenas pensada,
qua a sonhar se precise.
Amar por claridade,
sem dever a cumprir;
uma oportunidade
para olhar e sorrir.
O amor Ă© um estado essencialmente transitĂłrio. Ă como uma enfermidade. Tem a sua fase de incubação, o seu perĂodo agudo, a sua declinação e a sua convalescença. Ă um fato reconhecido e ratificado por todos os fisiologistas das paixĂ”es.
O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradiçÔes que lhe opÔe.
O encanto que supomos encontrar nos outros sĂł em nĂłs existe; e Ă© apenas o amor que tanto embeleza o objeto amado.
Beber sem ter sede e fazer amor a qualquer hora, senhora, sĂŁo as Ășnicas coisas que nos distinguem dos outros animais.
