Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Tua presença ainda estå pela casa, sinto teu perfume no ar...
NĂŁo consigo um sĂł minuto parar de pensar em vocĂȘ.
Por que isso foi acontecer? Onde hĂĄ amor, hĂĄ perdĂŁo. Volta!
Vamos zerar o contador, e escrever uma nova histĂłria. Vem!
Que possamos refletir sobre a vida, as dores do mundo, a solidariedade, e a gratidĂŁo. Ă hora de deixar de lado todos os resquĂcios de mĂĄgoas, para que o coração possa bater livre de amarras, olhar para todos os lados da vida, e, com um Ășnico gesto, aliviar a dor de seu irmĂŁo. âPorque sĂł o amor pode modificar o mundo e as pessoasâ
â MULHER!
Por Deus foste abençoada.
Dentro de ti, a semente que provĂȘ a vida.
De teu Ăntimo brota a força amorosa.
Que nutre, regenera e ressuscita.
Ăs soberana, senhora, rainha.
Ăs mulher e ponto.
â A vida Ă© para vivermos com todos os seus mistĂ©rios e nuances.
NĂŁo complique tudo, aproveite todos os momentos.
Declare todo seu amor.
Peça perdĂŁo a quem vocĂȘ magoou.
Viva o agora, porque o amanhĂŁ, poderĂĄ nĂŁo existir.
A VIAGEM
Queria poder fotografar o céu dessa noite. Um cobertor de constelaçÔes aqueceu meus pensamentos. Mesmo com todo o frio desejei estar deitada na boleia de um caminhão, só pra o meu olhar não ter pausa, só pra o meu corpo ter descanso, só pra ter a sensação de que essa viagem ao universo não iria acabar. A cada curva, embaralhavam-se com minha imaginação e eu só esperando a chuva, pra que ela levasse todo o excesso e deixasse só a leveza...
NO CAMINHO
Ă no caminho que eu me distraio
à no caminho que ouço os påssaros
Ă no caminho que eu sinto a falta
Ă no caminho que me falta a fala
à no caminho que bate o cansaço
à no caminho que sinto o mormaço
Ă no caminho que passa a multidĂŁo
Ă no caminho que enxergo a solidĂŁo
Ă no caminho que sopra o vento
Ă no caminho que me esbarro com o desalento
Ă no caminho que penso em tudo,mas vejo o mundo
com tanta grandeza que a minha tristeza se envergonha de existirâŠ
â Se sua cara metade, sĂł Ă© cara, e, a tempos jĂĄ deixou de ser a sua metade, Ă© melhor vocĂȘ repensar sua vida!!!
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infĂąncia.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
NĂŁo foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria EmĂlia, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatasâŠ
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
â Deus quer que os crentes se congreguem e sejam edificados por os vĂĄrios dons e ministĂ©rios da igreja, mas em amor.
â OfĂcio
O artesĂŁo observa em reflexĂŁo
O projeto em suas mĂŁos
A projeção do que pode ser
A obra que modela
Como uma criança que forja
Seus sonhos em caravelas
Guiadas no mar da esperança.
NĂŁo hĂĄ desespero que tome
O coração do artesão
Quando em seus devaneios
Se inebria no baile das ilusÔes
Como aquela mesma criança
Que nunca sonhou em vĂŁo.
â Entender a vida, por si sĂł, Ă© uma arte. Ă olhar a existĂȘncia nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provĂ©m. Ă saber distinguir cada passo, e compreender os desĂgnios do futuro para alĂ©m das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. Ă notar a si mesmo como elemento fundamental da prĂłpria histĂłria, e nĂŁo como um coadjuvante que tudo vĂȘ. Ă permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstĂąncias podem trazer. Ă compreender o prĂłprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
â Horizontes
Deixaste-me ir
Tu que me devoras
Para longe, longe
Buscar novos pares...
Ou novos ares
De solidĂŁo.
Voltei.
Tem tu certeza, entĂŁo
De que meu coração
A ti dedicarei
Por quanto durar
A eternidade.
â Fora dele
Num dia chuvoso
Ă espera de um feixe de luz
Meu coração.
Que cambaleava inquieto
Em pura aguaça de emoção.
Pelas ruas em que fora
Enxovalhado por olhos cristĂŁos.
Que em lama de caos
Atiraram sua esperança
E deixaram-lhe a desilusĂŁo.
De quem ama.
De quem sofre.
De quem vive
Em solo pagĂŁo.
â O maior peso do mundo
Ă distribuĂdo em sete letras
Que formam o que chamamos
De saudade.
SĂł sente o peso dessas letras
Quem pode dizer com orgulho
Que, em vida,
Amou.
O que aprendi com a vida
â Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos.
Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupaçÔes comigo e com quem, por consequĂȘncia, sei que posso contar.
Aprendi a valorizar a famĂlia, e entender que, acima de tudo, famĂlia nĂŁo se constrĂłi necessariamente por relaçÔes de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança.
Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitĂłrias maiores sempre vĂȘm a seu tempo, e que Ă© importante ter paciĂȘncia para entender cada processo.
Aprendi a ter autoconsciĂȘncia sobre minhas falhas, minhas limitaçÔes, mas, especialmente, minhas forças, e o quĂŁo longe elas podem me levar, superando diversos obstĂĄculos e desafios.
Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali jå não sou mais bem-vindo.
Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.
â Acordamos todos os dias com uma missĂŁo grandiosa, mas nĂŁo tĂŁo simples: a missĂŁo de amar.
Ao longo do dia, esbarramos em obstĂĄculos que, certamente, nĂŁo estĂŁo em nosso controle: os desejos e particularidades das outras pessoas, seus processos de reflexĂŁo, aceitação e suas questĂ”es intrĂnsecas, seus acessos de fĂșria e de confusĂŁo. Nesse momento, costumamos questionar nossa missĂŁo, sabatinar nossas intençÔes, inquirir nossos sentimentos. Ao fim do dia, no entanto, pessoas serĂŁo pessoas, com suas peculiaridades, seus altos e baixos, idas e vindas e traumas prĂłprios. Criamos, entĂŁo, nossos perdĂ”es internos para cada atitude que, de alguma forma, nos magoa, tira do equilĂbrio, embarga nosso projeto de amar. A pergunta Ă©: vocĂȘ tem se incluĂdo em tudo isso? Tem compreendido suas questĂ”es particulares? Tem aceitado sua humanização? E, principalmente, tem se perdoado?
Como podemos levar Ă frente uma missĂŁo que jĂĄ se inicia em xeque quando vocĂȘ falha em amar a primeira pessoa que aparece em seu dia, vocĂȘ?
â Em um mundo perfeito
Onde a flor tem o direito
De florescer sem se camuflar
De encantar a si mesma com sua beleza
De trazer para o mundo a leveza
De quem sabe do que pode mostrar
Sem se esconder pelo que tem
Mas se amando pelo que Ă©
Onde o tintinar dos sinos
Traz a alegria de um novo dia
Para que essa flor, jĂĄ murcha,
Saiba que Ă© hora de resplandecer
E, em sua nobreza, o tempo florear.
â Oh, solidĂŁo acerba
Que, em mares desconhecidos,
Navega rumo Ă mansidĂŁo do infinito
Buscando um horizonte perdido
Através de espelhos d'ågua
Que se confundem com reflexÔes
Profundas como o mais vasto oceano
Que abraça cada pedaço de saudade
De quem, sĂł, sofre calado.
Pensamentos que afogam
Embaraçam, pressionam.
SĂł te arrosta quem amou
E quem ama em vastidĂŁo
Outro coração, outros coraçÔes
Em distante escalada.
Eis o que move a vida:
Aprender a dançar
A dança da Solidão.
â Esperava calmaria em minha solidĂŁo
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacĂŁo
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixĂŁo
E a chuva mais tĂłrrida de janeiro
Que leva minhas lĂĄgrimas em vĂŁo
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusĂŁo
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tĂŁo simples
Como versos vindos de meu coração.
â HĂĄ uma diferença entre ser tolerado e ser quisto; ser engolido e ser bem-vindo; ser aturado e ser amado. Esse liminar pode ser representado como uma fenda enorme ou uma linha tĂȘnue, dependendo da forma como enxergamos ou queremos enxergar a sua forma. Compreender isso Ă© dar um passo em direção Ă compreensĂŁo de vida.
