Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â â â â âNaquele momento frente a frente o silĂȘncio pairou entre eles, mal dava para ouvir o som da respiração. Tanta coisas para serem ditas, mas nada foi dito. Apenas os olhares entrecortados Ă© que falou naquele momento.
De repente os låbios começaram a balbuciar, parecia que finalmente alguém iria dizer algo, contudo, os låbios ficaram somente no balbuciar, afinal de contas, aquela não era a hora e nem o momento de se falar e sim o de se apreciarem.
Tanto tempo esperando para se encontrarem que as palavras foram trocadas pelos olhares e com o coração quase que vindo a boca, eles ficaram ali frente a frente se enamorando quase que a noite toda.â
MELANCOLIA
E passa o tempo, cabelos embranquecidos
Diversas outras, e mais diversa sensação
SĂŁo como desejos sem vida e carcomidos
Nuns suspiros do destino soltos pelo chĂŁo
O dia se faz segundo, e a rapidez pousada
Enrijando as quimeras dos pobres mortais
Nem mesmo a tal imaginação é iluminada
E capaz de parar as frustraçÔes enfermais
E o tempo implacĂĄvel baila sem paragens
Enquanto o caimento avança impiedoso
E a ilusĂŁo, entĂŁo, deita sobre as miragens
Passou, vai passando: do amor a poesia
Triste amador que nĂŁo foi ser amoroso
Pois, lhe restarĂĄ devaneios e melancolia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2021 â Araguari, MG
â Mal carĂĄter Ă© alguĂ©m que desistiu de lutar contra si mesmo e resolveu entregar-se aos instintos maus que todo ser humano tem por conta do pecado.
â Tenha o foco de tratar a todos como gostaria de ser tratado, mesmo que em alguns momentos do percurso vocĂȘ nĂŁo seja. Tenha empatia, perdoe e siga firme com o propĂłsito de semear educação, amor e companheirismo.
â Eu quero sĂł que a luz que eu vejo em vocĂȘ, vocĂȘ enxergue em si.
Sim, eu amo seu olhar sexy, adoro seu jeito de andar tĂmido.
Adoro seu duplo sorriso.
Eu sei quando realmente estĂĄ sorrindo de verdade, sempre começa tĂmido.
Parece um pedido de "posso rir?"
Quando uma ĂĄrvore nĂŁo dĂĄ mais frutos
Ă preciso esquecĂȘ-la e iniciar um novo ciclo
Deveras outros brotos florescerĂŁo
Felicidade e amor nĂŁo faltarĂŁo
Confiança e concentração serão precisos
Para que preservas seus objetivos, porém...
Se o desejas tanto...
Não fique só na imaginação,
Pois tudo se conquista na ação
Mas sempre fazendo o possĂvel,
Ou nĂŁo se repita os mesmos erros no presente
Ou a ĂĄrvore morrerĂĄ novamente
Ela reina no céu noturno
ele, no dia.
Ela, lua, sorri...
talvez sonhe o encontro
logo mais.
Talvez.
Pergunto-me:
por que os amantes
sĂŁo inexplicĂĄveis?
Ă manhĂŁ cedinho
ela nĂŁo devia aparecer
eu sei...
mas o amor faz coisas
que atĂ© Deus duvida!â â
â GUARDADO
HĂĄ um agrado contido e que me encanta
Um sentimento profundo tĂŁo apaixonado
Onde mora uma sensação tão boa e tanta
Da poética de um amor singular e amado
Por tua causa senti o sabor de ter prazer
Entreguei-me a teus beijos tĂŁo amorosos
A ternura de um abraço, dum doce viver
Me perdi na sedução de olhares zelosos
Diga-me quĂŁo mais devo haver na poesia
Do que ser um amador pleno no coração
Guardado na satisfação, com tanta valia
Pois, tenho reservado o cuidado todo seu
Dum toque suave, suplicante de tua mĂŁo
Na divisão da recordação do amor meu...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 setembro, 2021, 16â09â â Araguari, MG
â O Melhor
Do melhor dos sabores,
o melhor Ă© gostar.
Da melhor das cançÔes,
o melhor Ă© cantar.
Do melhor dos amores,
o melhor Ă© amar.
Junio, Marconi. Nem sei se pensei/Marconi Junio. - Rio de Janeiro, RJ: Autografia, 2021.
Poetas da torre de marfim
O por quĂȘ de tanta seriedade
nĂŁo me vem uma resposta em verdade,
NĂŁo vos vinham amores aos teus confins?
SĂŁo acanhados, medrosos ou nĂŁo?
Temem amar ou odeiam o amor?
Podem elucidar-me por favor?
Por quĂȘ emoçÔes vos causam tanta aflição?!
Pois sinto minha alma parnasiana
Certeza de que vos posso culpar
Trabalho, teimo, limo, sofro, e nĂŁo Ă© minha!
NĂŁo quero ser convosco leviana
Mas sequer consigo vos desculpar
Os puno pois nĂŁo amei a quem me vinhaâŠ
VocĂȘ Ă© minha sinestesia
Sinto o cheiro do teu gosto bonito
Sinto no peito o atrito
De um coração em heresia.
Me recuso a nĂŁo sentir isto
Mas, tambĂ©m, prefiro que nĂŁo saibasâŠ
De meu eu em brasas
Ă procura de ĂȘxito explĂcito.
Um belo poema te dedico
Te entrego todo meu amor
Em troca de seu lĂșdico
Um belo poema te declaro
Peço-te que nĂŁo me envergonheâŠ
Minha sinestesia de olhos castanho-claro.
Tu es anjo e eu sou uma pena
Que enlace teu peito em meu peito
Que me ame e me tenha feito
De pena, tuas asas
E eu te liberto, te deleito.
Tu es magia e eu sou trouxa
Como me enfeitiça teu feito
Amarias um ser imperfeito?
Tu me amas, meu bem?
Ou tiras, de mim, proveito?
Tu es chamego e eu sou triste,
Sou condenado e sou suspeito
Quero, de ti, ser afeito
Tu me isenta de quem sou
E eu aprendo a ser teu leito
NĂŁo direi palavras em vĂŁo
DĂłi-me quando nĂŁo sĂŁo entendidas
Como uma bela vista nĂŁo vista
Meus sentimentos assim nĂŁo serĂŁo.
NĂŁo direi palavras de amor
Gasto de coragem que nĂŁo tenho
Tudo queima cĂĄ dentro
E ninguém sente meu calor
Meu Bem, se ouvires de mim
Arengas de meu querer
NĂŁo o despeje, por favor
Porque milagre Ă© eu te dizer
Se, a ti, estiver me declarando
Me faça de parvo ou dengo
Mas me faça ser o centro
Porque agora escolhi estar corando.
