Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â âTudo na teoria parece fĂĄcil, mas quando se trata da nossa individualidade e subjetividade precisamos levar em conta nossos recursos externos e internos e tambĂ©m as variĂĄveis que nos rodeiam. Sair de um relacionamento abusivo consigo mesmo nĂŁo Ă© fĂĄcil, Ă© preciso muito empenho para interromper este ciclo de tortura. Muitas vezes Ă© preciso buscar ajuda profissional para ter um reforço extra nesta batalha. Neste auxĂlio, alguns recursos podem ser criados e outros precisam ser encontrados dentro de nĂłs mesmos para o enfrentamento da situação e o desenvolvimento do amor prĂłprio. Aprender a lidar com nossas dificuldades dentro da nossa histĂłria, compreendendo o contexto de tudo o que nos impactou Ă© primordial para que possamos encontrar um equilĂbrio aceitĂĄvel e um bem estar que nos permita viver de forma mais leve dentro da nossa realidade.â
â NĂŁo seja hipĂłcrita de lamentar e chorar pela perda de alguĂ©m, se em vida vocĂȘ jĂĄ a tratava como morta
â ALĂM DISTO OU AQUILO
Trago nessa narração a forte saudade
Como se fosse um dramalhĂŁo Ă revelia
Que me manuseia e da agitação irradia
Uma falta, tĂŁo sentida e tĂŁo de verdade
Trago na prosa um desejo pela metade
Pesada de suspiros, com uma alegoria
JĂĄ passada, abarrotada de melancolia
O duro dantes sem qualquer piedade
Trago lĂĄgrimas, choradas, de tristeza
Leveza roubada da alma, sem afago
Trago os versos nus e sem gentileza
Tudo trago, numa poética sem vacilo
Também, cùntico de sedução, trago!
Pois, amar, vai além disto ou aquilo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 setembro, 2022, 16â38â â Araguari, MG
â No futuro, quando eu jĂĄ for passado e por alguma razĂŁo vocĂȘ sentir saudade dos nossos momentos, se sentir saudade do meu colo, do meu calor, de como eu fui tĂŁo sua... espero que possa agarrar-se Ă todas as coisas que no presente sĂŁo tuas prioridades. Espero que encontre conforto nas estĂłrias que me conta, nas saĂdas, nos "amigos", nas pessoas que hoje te parecem tĂŁo mais interessantes do que eu.
â Ela jura que ainda o ama, mas foi embora sem olhar pra trĂĄs, antes que começasse a odiĂĄ-lo, antes que o 'seu amor' matasse o dela, e ela tivesse que seguir tentando juntar os pedaços de um coração que um dia viveu o amor por inteiro.
â AlguĂ©m?
AlguĂ©m que consiga te ler nas entrelinhas? Que ouça seu silĂȘncio? Que se preocupe com seu sumiço? AlguĂ©m?
â Saber quandoâŠ
â Me lembro como se acontecesse neste exato momento, tudo continua vivo em meu pensamento.
â Nos dois alĂ, presos no enlace daquele abraço, na hora do triste adeus, e eu ali, amparada nos braços teus.
â Recordo aquele beijo, com capacidade de uma vida inteira durar.
â Ainda consigo sentir as lĂĄgrimas, no meu e no teu olhar.
â DifĂcil despedida, naquela hora da partida.
â Sabendo que nĂŁo poderia ficar.
â AlĂ⊠Naquele exato momento o nosso, tinha que acabar.
â Duas vidas, no emaranhado de uma histĂłria de paixĂŁo e loucura, obrigados hĂĄ caminhar, cada um em uma rua
â Precisando sufocar os desejos do coração.
â Aquele sentimento que era furacĂŁo e tormento,
â Ardia em desejo e paixĂŁo
â CarĂcias, beijos e sofrendo pela possessĂŁo
â Anos se passaram, e as vezes me pego com o olhar perdido, visitando aqueles momentos vividos,
que levo comigo nessa viagem pela vida!
â O bom Ă© isso,
viver e saber quando Ă© preciso partir, e quando se pode ficar,
â E ter histĂłrias pra contar!
Rosely Meirelles
â Entre idas e vindas vocĂȘ foi um reencontro inesperado, uma alegria momentĂąnea, a presença que acalmava e hoje se tornou a saudade mais doĂda...
O desencontro foi rĂĄpido e sem despedidas. O seu adeus silencioso abriu em mim uma grande ferida!
Até hoje me pergunto o que aconteceu para termos terminado assim...
â Mundo "Conectado" - parte 2
A construção de "laços" sempre foi uma forma de conectividade e que os tempos atuais parecem esquecer.
Lembranças de acontecimentos sĂŁo a expressĂŁo mais intensa de um "laço". A famĂlia Ă© a primeira etapa nesta construção. A socialização começa nesta instituição.
Vivemos um momento onde a busca de "construção" da identidade provocou o equĂvoco de muitos sobre alguns aspectos. O inĂcio precisa ser considerado. A modificação acontece com o tempo, mas a vida precisa do todo.
Leituras de acontecimentos nos provocam emoçÔes pois existem "conexÔes". Sim, elas sempre estarão lå...as lembranças ;)
RecordaçÔes que permitirão construçÔes ou aperfeiçoamento e não necessariamente um "rompimento". O diålogo com o passado faz o presente ser intrigante e o futuro...um presente.
O mundo "conectado" se reencontra e descobre cada vez mais que desconstruir por desconstruir, nĂŁo Ă© a resposta. A sociedade se constitui do todo, principalmente das alegrias mais sutis da convivĂȘncia.
â SONETO PLATĂNICO
Por eu saber que nunca serei teu tema
permita que te diga algo, poeticamente
por tĂmido ser, deixo no acaso reticente
suceder cùndidas juras, través do poema
NĂŁo me queira mal, neste frouxo dilema
pois, nĂŁo sabes que te amo loucamente
e que de teu doce olhar sou confidente
e servo, com o coração eivado de selema
O meu verso estĂĄ cheio de ti, adorativo
Imagina-te, vive com fascĂnio pensativo
Em cada cĂąntico uma ode a lhe compor
E, se sorris olhando-me inteiramente
Parece-me que estĂĄs a ris unicamente
Por supor que nunca serei de ti, amor...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 setembro, 2022, 15â41â â Araguari, MG
â Sobre vida
A vida Ă© um labirinto de espelhos,
Com uma linha discreta e humilde mostrando o caminho,
Luzes por todos os lados causando distração para o sentido contrårio
O teto é de ouro maciço, porém tão alto que não se pode alcançar
No inĂcio encontram-se a maioria,
Pois ainda nĂŁo aprenderam a caminhar,
Cegas pelo que veem, cegas pelo reflexo
Imaturas demais, inexperientes demais
Alguns escalam paredes,
Outros correm em cĂrculos
Mas todos em comum, desprezam o caminho
Quem ousa entrar no labirinto,
Por idade, traumas ou até mesmo por um momento de epifania,
Encontra um caminho solitĂĄrio e dolorido,
Corpos empilhados em livros e diĂĄrios,
Compositores e filĂłsofos que nĂŁo chegaram ao fim
Frustrados, mortos e muitos cansados de caminhar
Aqui as cores perderam o brilho,
NĂŁo hĂĄ como sentir o prazer da ignorĂąncia,
As luzes, os espelhos e o ouro sĂŁo rasos e sem importĂąncia,
O espiritual sofre com a solidĂŁo
O labirinto Ă© confuso e complexo,
Por vezes nos coloca de volta onde começamos,
Confrontamos o passado e temos a certeza
De que se estar perdido Ă© melhor do que viver inconformado
CaĂmos na estrada agora mais experientes,
Encontramos velhos caminhos e finalmente entendemos seus ensinamentos
Seguimos seus conselhos e percebemos que a linha que mostra o caminho
Também foi manipulada, o labirinto que tinha um final claro e fåcil,
Foi corrompido pelos âbem intencionadosâ.
A maturidade e a experiĂȘncia começam a dar frutos
E agora quem Ă© de verdade, sabe quem Ă© de mentira
As cores e o brilho do inĂcio jĂĄ nĂŁo fazem diferença nem falta
Estamos emitindo luz prĂłpria, clareando nosso trajeto
E avistando novos rumos,
Aqui novos amigos aparecem,
VocĂȘs percebem que sĂł estava andando com a cabeça abaixada
Cansados do julgamento de tentar
Finalmente o labirinto parece estar chegando ao fimâŠ
Neste momento vocĂȘ olha para trĂĄs para contar as novidades,
E entende somente agora o porque sentia-se inconformado,
Sua luz prĂłpria expĂ”e aspectos que sĂŁo invisĂveis aos demais,
E o labirinto novamente cobra seu preço,
Seguir na verdade, ou na esperança de iluminar o caminho alheio.
â Sonhos para sonhar
A Luz a despertar
Insistente pela janela.
Segue perfume de flores
Pelas frestas a perfumar
O que te aguarda lĂĄ fora
No seu dia mais lindo chegar.
â Em tudo hĂĄ o seu tempo certo
E muito perto o inĂcio dos finais,
Que tem horas que melhor mesmo
Ă buscar livre nossos rumos.
Insistir pode ser desgaste demais.
â
A moça bela
O menino estava a espera, da moça que caminhava
seu coração palpitava, toda vez que passava
era algo em seu coração que não dava pra imaginar
certo dia pensou, se um dia seria possĂvel, um beijo dela ganhar.
O luar estava lindo, de vez tomou coragem
aguardava mais uma vez pela sua bela passagem
Eita! La vem a moça, o beijo ia se tornar realidade
pois bem, a moça passou, e mais linda ainda estava
o menino ficou tĂŁo nervoso, que travou igual estĂĄtua.
Perdeu a chance de beijĂĄ-la
e demasiadamente se lastimava
no outro dia ficou pensando
o quanto tolo ele era
perdeu a chance de beijar
uma linda donzela.
O que restou a fazer foi o dedo chupar
seu primo Danilo passou e começou a mangar
coitado do menino, traumatizado ficou
sĂł fazia chupar o dedo e chorar
e a moça bonita, continuou a passar.
