Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â SONETO COADJUVANTE
Vendo-te agora, soneto dum passado
Na desilusão, sem emoção, verso bruto
Com a lembrança de tormento povoado
Abaçanado, deserto e o coração de luto
Meu dantes se percebe tĂŁo abandonado
Descorçoado em um banimento absoluto
Contrito e também com cùntico magoado
De um versar hospedeiro de um desfruto
Ah! toada relativa dum destino tĂŁo triste
Só a poética na minha alma ainda existe
Na ilusĂŁo e o sentimento jogado adiante
Onde estĂĄ quem traz estĂĄ toda saudade?
Que invade a sensação tal uma divindade
Se do amor, o soneto, Ă© sĂł coadjuvante!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto, 2022, 19â19â â Araguari, MG
â Me lembro dos teus olhos,
Recordo-me da cor,
O brilho que reflete em mim,
O toque que nĂŁo sentir.
NĂŁo me entenda da tua forma,
NĂŁo me olhe do teu jeito,
Enxergue-me como cor,
esqueça-se por um tempo.
Me dĂłi ser assim,
Me machuca te sentir,
Venha e me quebre por dentro,
Me faça não existir.
O sangue que na veia percorre,
NĂŁo deixe se esgotar,
Quero tirar-me de mim,
Mas não pretendo me lançar.
â EntĂŁo, mas Ă© aquilo nĂ©, oferecemos ao outro aquilo que temos de melhor, transbordando aquilo que temos dentro de nĂłs.
Pessoas vazias nĂŁo transbordam, querem ser preenchidas, nĂŁo tem algo bom para oferecer, elas querem apenas sugar o bom do outro!
â NĂŁo trata-se de ser difĂcil, porque soa como se estivessemos dificultando algo para oferecer algo como prĂȘmio... Mas aquilo que conquistamos, tem um toque diferenciado, pois o processo da conquista, ele faz com que determinado momento seja Ășnico e nĂŁo apenas mais um!
â Dor que um Talvez faça passar
como doeu-me
as horas
minutos e
segundos
quando gemia
desejos de
ouvir tua voz
chorava saudades
das melodias
de tuas palavras
urrava dores no
silĂȘncio escuro
que me devorava
enquanto
as paredes
insistiam em
me esmagar
aprendia um
novo significado
para a palavra
distĂąncia
enquanto era
açoitado pela
sua ausĂȘncia
[...]
quando desejava
das cançÔes
de suas palavras
da doçura
das letras escritas
me chamando de
Coração Quentinho
e as vezes
perguntava-me
em mais uma
madrugada
comigo e
as paredes
se por ventura
olhavas pela
tua janela
a namorar
as estrelas
e se pensavas
em mim
nestes momentos
se acreditava
em nĂłs ainda
o mundo fez-se
um caos
e nosso nĂłs
havia sido
tragado junto
e eu sĂł queria
nossos
Pequenos Infinitos
o relĂłgio voltando a
contar as horas
o tempo deixando de
ser carrasco
sentir outra vez
o chão sob os pés
sorrindo com as asas
e pronto para voar
és minhas asas
és meu chão
e entĂŁo eu
nada tinha
suplicava
minha alma
buscando
ser ouvida
pela sua
pensava que
talvez
sua alma
ouvisse
suplicava
nas madrugadas
de lĂĄgrimas
que deitasse
em meu peito
silenciasse
o tĂșmulo
dos tumultos
que devoravam
que fossemos
outra vez
nosso nĂłs a
viver um dia
de cada vez
[...]
talvez
nesse planeta
minĂșsculo
se comparado
a nosso sentir
talvez
nesse tempo
que urge
talvez
na brevidade
desta vida
e pode ser
num talvez
que eu te
reencontre (Amor)
afinal
em algum lugar
Ă© necessĂĄrio
que aconteça
e nesse
talvez (Amor)
me deixe
plantar
carinho
atenção
e afeto
nesse peito
inquieto
e cuidarei
com toda
atenção
do universo
para que
esse
talvez
se torne em
puro (Amor)
[...]
talvez
agora
vocĂȘ nĂŁo
entenda
talvez
vocĂȘ duvide
ser possĂvel
florescer (Amor)
talvez
vocĂȘ ache
que Ă©
utopia
entĂŁo (Amor)
de
talvez
em talvez
me deixe
te reencontrar
em um
talvez
porque
de certeza
nada Ă©
nessa vida...
a nĂŁo ser
Ă morte..
â Tens o dom, eu me lembro
tens o dom do que imaginares a me fazer sentir
no deslumbre deste mistério entendo que naquilo que seus olhos não veem e nos une em aliança divina, forço meus olhos buscando ver, não vejo tambem, mas sinto assim como te sinto
com o dom de suas palavras lança-me luz, e se revela a mim o que revela-se a ti
vislumbro igualmente a perfeição que envolta neste misterio permanece imaculada e inabalåvel
queria eu ter o dom de estar satisfeito, de nĂŁo sentir necessidade de mais
onde ao tu me impelires igualmente a subir o mais alto possĂvel em busca de mim nĂŁo avisto meu ser se nĂŁo for uno a ti em carne, sangue, visceras, alma e espirito
eu lembro do repouso da alma
e ja o sinto, pois repouso em ti
todavia quero sempre mais
minhas carnes estremecem, meus labios umedecem
minha pele arrepia, o coração quer saltar pela boca por lembrar de forma tão intensa o sabor de seus beijos
o seu perfume misturando-se ao meu enquanto nossos corpos incendeiam dos pés aos fios de cabelo
eu lembro de que por nĂŁo cabermos em caixa alguma gastavamos deliciosamente e prazerosamente todo o tempo possivel nos encaixando um no outro para nos fazermos um apenas em corpo, alma e espirito fabricando nossa prĂłpria caixa..
faz sentido, sinto, assim como te sinto..
â Do que precisas
a superfĂcie de mar calmo que Ela sorri oculta em sua profundidade correntes marĂtimas com força de tsunamis
assim como nĂŁo se tem noção das tempestades de mares bravios que ali mesmo nesta agora superfĂcie calma em instantes passados destroçaram portos considerados seguros e afundaram navios encouraçados
Ela sorri pois, venceu, tendo aprendidado a surfar ondas gigantes e mergulhar em tsunamis e desbrava-los e vence-los
aprendeu com os aromas trazidos pelo vento a detectar tempestades e navegar através delas
Ela encontra rotas para seguir adiante mesmo em meio as tempestades noturnas e escuras se orientando por seu próprio brilho e seguindo adiante por conta de sua gigantesca força
fantasmas ainda a assombram, querem que lance a ùncora e fique estagnada, outras vezes tentam confundi-la sobre não haver rotas para a convencer a soltar o leme e ficar a deriva e até mesmo tentaram afunda-la no mais profundo abismo dos oceanos
Ela segue, luta, as vezes fica fatigada, mas nunca desiste
a olho nu Ela nĂŁo avista um porto seguro, mas acredita existir, e Ela quer mais que acreditar, quer aportar, quer muitas coisas, e sempre mais
do porto seguro todos os dias é enviada uma mensagem através do vento
Menina Mulher
nĂŁo Ă© o que vocĂȘ quer
o que queres Ă© facil
mas nĂŁo receberĂĄ
antes de receber
o que vocĂȘ precisa
precisas
sossegar o coração
Menina Mulher Linda
coração que
muito apanhou
nĂŁo consegue bater
em outro coração
ele sabe o quanto dĂłi
sossega o coração
Menina Mulher Linda
e vem
perceberĂĄs logo
que as chagas que
hoje sangram e
atormentam e
parecem nĂŁo
terem cura
se tornarĂŁo em
meros arranhÔes
e logo
desaparecerĂŁo..
A capacidade no verbo Amar
as vezes o dizer tudo
que se pensa e sente
se torna fardo pesado
as vezes mesmo o
mais corajoso dos seres
tem medo, se desespera,
se apavora
as vezes assumir-se
Ă© sumir-se
as vezes até mesmo
o mais valente
teme perder o combate
teme levantar da cama
para ir ao combate
a isto e por isto
Ă© sempre melhor
que em toda
a caminhada
que sejam dois
de mĂŁos dadas
pois se um tropeçar
numa palavra errada
ao dizer tudo
que pensa e sente
o outro segura firme
nĂŁo deixa cair
e se resulta num fardo
ajuda a carregar
se um tropeçar
em medos e desesperos
e escorregando
cair ao chĂŁo
o outro ajuda a levantar
se um ao assumir-se
acabar sumindo
de si mesmo
e para outrens
o outro através
do olhar
faz com que
volte a se enxergar
se no temor ante
ao combate
um tropeçar, cair
e o outro
tentando segurar
cair tambem
mesmo machucados
cuidarĂŁo das feridas
um do outro
e se ajudarĂŁo
a se levantarem
vencerĂŁo todos
os combates
receberĂŁo todas
as recompensas
capazes no verbo Amar..
â InĂcio, fim e meio
inĂcio neste tempo, reinĂcio de todos os tempos
onde inicia, onde reinicia, sempre Ă©, sempre foi morada das nossas almas
o começo é nossa morada
espelho de tua alma, espelho da minha, reflexo que brilha e nos trespassa os corpos, incĂȘndios, labaredas enornes, que nĂŁo consomem, apenas aquecem nossos coraçÔes
penetra-me com seu olhar e outra vez me perco, esqueço de tudo, do mundo, nada mais importa neste momento que não o néctar dos seus låbios
lĂȘs o anseio de minha alma em perder-me tambem em seus labios e acende aos cĂ©us onde de asas dadas planamos enfim seguros em alturas inalcançåveis
confundindo abismos tĂŁo antigos quanto o universo, estes cedem ao nosso vĂŽo ao nos perder de vista
de asas dadas sorrimos vida e luz
entre o princĂpio e o fim nos reencontramos no meio, e ao infinito nĂŁo importa como se dĂĄ o inĂcio ou como termina, pois o que irĂĄ determinar tudo Ă© o meio, o camimho
o meio como vivemos e voamos, brilhamos e Amamos entre princĂpio e fim..
o meio que nos leva ao fim, que Ă©, sempre foi morada nossa
no caminho para nossa morada, a volta pra casa, o fim, pra depois do fim, começar de novo
o princĂpio Ă© o fim, o fim Ă© o princĂpio, nossa volta pra casa, morada de nossas almas
o meio, somos nĂłs no caminho de volta pra casa..
Apenas por existir
a sombra fugidia
caminhante na escuridĂŁo
no despertar do tempo
sobre o tempo
te faz senhora deste
no trazer e fazer
seu prĂłprio tempo
luz prĂłpria
que de ti emana
livra-te do tropeço
oh EspĂrito-Mensageiro
teu tropeçar se då
na luz em que estĂĄs
a tecer seu tempo
quando recorda-te
da escuridĂŁo
e esqueces
tua capacidade
de caminhar nela
tua inquietude e
insubmissĂŁo
sĂŁo tuas asas
na luz que
de dentro pra fora
convidam -te ao vĂŽo
uma vez que estas
te guiam na escuridĂŁo
fazem-te temer
o vĂŽo a luz do dia
incitando-te
ao jĂĄ conhecido
com qual lidas tĂŁo bem
tempo de abandono
Ă solidĂŁo
o involucro involuntĂĄrio
que habitas
no contraditĂłrio
ora sim, ora nĂŁo
Ă© a mistura perfeita
alcançada a elevação
espiritual
onde se encontra
harmonia necessĂĄria
entre luz e escuridĂŁo
onde
se sonhos
realidade
estando em ti
determinar este tempo
do querer ou nĂŁo
alma de tal pureza
em que sonhos
alcançam os céus
as raĂzes precisam
tocar e incomodar
os infernos
alma de tal pureza
eleva-se
passa o primeiro
segundo e
terceiro céu
onde nos sonhos
se guarda
descansa e
perpétuamente
habita
alma de tal pureza
nĂŁo Ă© poeta
Ă© a prĂłpria
Poesia
expressa
na simplicidade
do rosto cru
do vestido de menina
da alma de mulher
que espalha seu perfume
cantando e encantando
homens, muiheres
deuses e poetas
enlouquecendo lĂłgicas
confundindo filosofias
desconstruindo poesias
maculando santidades
moralizando divindades
apenas por existir..
â Desperta para florescer
hĂĄ uma linha tĂȘnue
entre
seus sonhos
possĂveis e
impossĂveis
que habitam e
geram vidas
entre
o que escreves
e
o
que
pensas
reconheça
que
SOnhas
sonhos
que
nĂŁo se
sonham
SĂ
portanto
sendo
sonhos
que se
sonham
juntos
realidade
todas as vidas
em
forçados
sonhos de
utopia ilusĂłria
momentĂąneas
fraquezas
dĂșvidas
de
quem
és
do
que
sentes
e
que
podes
Ser
desperta
Menina Flor
Mulher Poesia
seu sentir
Ă© pleno
e correspondido..
no aguardo
da confissĂŁo
venci
vencemos
o tempo
eis-me aqui..
â NĂŁo depende de nosso querer
desde o inĂcio, antes, neste tempo,e para sempre tivemos certeza, que por mais que nos perdessemos, seria encontrada, encontraria-me, nos reencontrarĂamos
a certeza de que somos, se deu pelo imediato reconhecimento, nĂŁo precisamos de mais que um momento para nos reconhecermos, quando Ă© real, nĂŁo Ă© o tempo quem mostra, Ă© no primeiro exato momento que se define
não hå necessidade de fazer o outro lembrar, não precisa se esforçar para acontecer, quando é real, é natural, voluntårio, simplesmente acontece, de imediato, as almas se reconhecem como Amor, tão profundo que sempre foram a identificação se då em fração de segundos
suas palavras, desde o primeiro instante abraçaram minha alma com um aroma de terra molhada, quando cantasses para mim "Todo universo não foi suficiente pra gente se perder" me senti como se estivesse sentado na grama olhando o mais lindo por-do-sol e em seguida o mais explendoroso nascer da lua de todos os tempos, todas as eras
sua doçura esgueirando-se pelo ar atraves de suas longas e coloridas asas finalmente haviam me alcançado, e adentraste em mim na velocidade do mergulho da åguia, fazendo ninho perpétuo no mais profundo de minha alma
quando Ă© real, nĂŁo precisa que o outro compreenda que precisa estar ao seu lado, que o voo Ă© de ambos, que a continuidade chegara
o voo, assim como a alma e assim como o reencontro, não exigem compreensão, não forçam atenção, não demandam nada além do que se deu no primeiro momento que se trocou energias entre as almas
quando é real, hå desde o primeiro instante, a certeza, sem exitação alguma
quando as almas se reencontram, ha uma decisĂŁo, imediata, conjunta, de que agora sĂŁo unidade
por sua longa caminhada juntos desde sempre, sobre esta, um entende o outro sem perguntas, pois tudo que estĂĄ escrito nos olhos um do outro, agora que outra vez sĂŁo um, leem-se mutuamente
sorvem e aprendem das liçÔes que vem com o Amor, na certeza de que são Amor, regam-se um ao outro sabendo que até nas flores mais belas que nascerão, estas terão espinhos, e mesmo na terra mais fertil e bem cuidada, podem nascer abrolhos e ervas daninhas, espetam-por vezes nos espinhos, doem-se um no outro no arrancar dos abrolhos e ervas daninhas
guardam de si, entre si e para si a sabedoria dos sĂ©culos, do Amor para sempre vivido e outra vez vĂvido neste tempo chamado agora para colher dos frutos que lhes cabem
Ă© plantio onde nĂŁo se espera retorno, nĂŁo se força o abrir de portas em busca deste, porque desde o inĂcio ele ja Ă©
deita-se os olhos no horizonte, com suavidade descansa-se a alma na certeza de que a Poesia nĂŁo necessita ser seduzida, a certeza nĂŁo precisa ser explicada, a vida nĂŁo precisa ser lembrada e o Amor nĂŁo necessita ser anunciado
Ă© a calma que se achega com a ternura do sentir um do outro e no outro, e, pelo outro; a preencher ou dar contorno aos vazios
no confiar pleno do sentir, no respeito pela diferença, no priorizar pela liberdade, no exemplo de Amar ao querendo mais, mais e mais se entregar
[...]
algum vento forte fez-te voltar ao seu ninho isolado, longe de mim, apĂłs um breve desespero, acalmo-me, voltarĂĄs, pois deixastes tua alma comigo, e; levasse a minha contigo, como sempre aconteceu, estando onde pertencem, pertencemos
da multidĂŁo que Ă©s, Jardim de Cristal, brotam em mim Flores de LĂłtus LĂricas, sempre brotarĂŁo, rego-as, cultivo-as, as colherei
[...]
eis uma menina livre, na alma uma mulher forte, com suas grandes e coloridas asas sobrevoando por sobre os meus canteiros
busca-me, onde nunca deixasse de estar, para pousar e em nós sermos voo perpétuo, mais uma vez
nĂŁo depende de nosso querer, ja reconhecemos, um ao outro, jĂĄ concluĂmos tantas vezes, e desta vez, ainda tantas outras vezes, que nossas almas nĂŁo resistem uma a outra, nunca resistiram..
â Marcas
no grito do silĂȘncio desabafa a dor no percorrer as emoçÔes que jĂĄ sĂŁo, mas ainda virĂŁo
sentimentos deste peito meu e morada sua
antes o inospito o converteste em lugar habitĂĄvel e o adorna com suas doces mĂŁos
ainda que seu olhar as vezes me fuja tremendo de medo de morrer na entrega
nĂŁo podes negar aquilo que carrega sua alma
contemplo-te
contempla-te
não és a Poesia que não pode dar voz ao proprio verso, que não sangra, visceralmente
leio-te
leia-me
sangra aqui nesta boca que te beija, beberei cada gota, nĂŁo se baste ser em mim somente em palavras
sopra sobre mim tuas tempestades, lambe essas chamas que te ardem, reduz-me a cinzas, não se baste ser em mim somente em emoçÔes
dança ao meu redor, rasga-me a carne que devora-te; e penetra-me a alma, não se baste ser em mim somente em sentimentos
deixa que gatos miem
cĂŁes ladrem e lobos uivem
Ă© a loucura da noite
o desvirtuar do sagrado
a conversĂŁo do profano
o arder das almas proibidas que se erguem no desejo das suas entranhas, o borbulhar fervente de suas visceras
o colo suave, uma canção
tuas marcas em mim
para a eternidade..
â Com Ămpeto
inevitĂĄvel nĂŁo gritar impetuosamente todos os desejos que inundando-me a alma saltam-me pelos poros evaporam no ar e carregados pelo vento vĂŁo em sua busca e pousam sobre ti percorrendo cada centĂmetro de seu corpo e cada profundidade de sua alma
nas entrelinhas que somente tu detecta a natureza selvagem e delicada deste meu sentir sorri o menino acariciado por suas palavras que mexem com minha alma e coração
seu sorriso, seus suspiros, dançam diante de mim curando-me feridas tão antigas quanto o Amor que unifica nossas almas desde a aurora dos tempos
embriagado pelo aroma que emana de seus passos e movimentos sinto-me paralisado com sua dança delicada e insinuante
como que hipnotizado contemplo enquanto turbilhÔes de sentimentos e desejos saltam do meu ser inerte e invadem sua dança, roubam-lhe beijos e de corpos colados ofegantes entre sorrisos em meio aos beijos sussuramos; "eu te Amo, eu te Amo, eu te Amo"..
â Apelo a Morfeu
nos braços da noite se acomoda o dia, ela sussura-lhe enquanto passa a mão por seus cabelos
- Ă© hora de dormir meu Amor
jĂĄ te cobri de versos pra que Morfeu te acolha
repousa sua cabeça no travesseiro
de minhas palavras
te espreguiça no colchão do meu desejo em escritos
enquanto me desnudo em todo meu Amor por ti..
na janela de seu quarto, enquanto observa o adormecer do dia, o arremedo de poeta, calado, enquanto a alma grita:
sei que sou
reles mortal
e como tal
desprezado sou
ainda assim,
imploro,
a loucura
bate as portas
da minha mente
todos os dias,
todas as noites
assombra-me
com imagens
um rosto,
uma imensidĂŁo
um olhar,
um abismo,
uma boca,
um labirinto,
o que tenho
[...]
eu,
desejos
na imensidĂŁo,
queda livre
no abismo,
viajante
no labirinto,
alma em chamas,
voluntariamente
[...]
porém,
a beira
da insanidade,
a beira
da morte
pela sequidĂŁo
dos desejos
da alma
desesperado
de querer,
recorro,
que Morfeu
me conceda
mais uma noite
de viagens
onde eu
te sinta
talvez de
lambuja,
prove o gosto
de sua boca,
preciso ir
além do desejo
ou,
enlouquecerei
de querer,
e,
explodirei
de Amor,
se tua alma
de mim foge,
me deixando
ensandecido,
num torpor
de anseios loucos,
a Morfeu
recorro,
implorando,
mais uma noite
apenas,
de viagens,
no interior
de tua alma
de lambuja,
nas curvas
de teus lĂĄbios,
para em ti
morrer em paz,
quando,
meus olhos
se abrirem,
e ter
um gosto
a mais,
no sentir,
preciso ir além,
antes da loucura,
que minha alma
durante o sono
sacie,
os meus
anseios loucos
uma noite
de ĂȘxtase
sem fim,
o além,
onde,
me Ă© permitido
esse ir além,
sonhando
com os beijos
de tua alma..
â Em ti, de ti, para ti
amanheço janelas e sonhos
o mar dos olhos Ă© imensidĂŁo
teus versos escrevem vida a minha alma
teus sonhos falam ao meu coração
sobre os séculos de Amor que vivemos
sussurram nuvens de algodĂŁo doce
onde flutuas em desejos ansiosos
do agridoce que exala no abrir de suas pĂĄlpebras logo pelĂĄ manhĂŁ quando nossos olhares se cruzam
olhares que juntos podem vencer o tempo
mudar o mundo e transformar universos
no meu sonho
eu invado seu sonho
roubo-te para mim
agarro-te para nunca mais soltar-te
entrego-me total e completo sem qualquer receio
possuo-te com cada fibra de meu corpo
cada energia de minha alma apaixonada
Amo-te em sagrado segredo
tomo seu corpo como meu templo
respiro seus beijos
sacio-me de seu Amor
danço em seus abraços
descanso em seu seio
vivo em ti
de ti
para ti..
â Acredito que nossos avĂłs conseguiram construir uma longa histĂłria juntos, simplesmente, porque nĂŁo havia um nĂșmero tĂŁo plural de pessoas seguindo eles e distribuindo likes em suas fotos, quando seu relacionamento ficou difĂcil.
Hoje em dia quando nosso relacionamento precisa de trabalho, de repensar prioridades, respeitar pontos de vista e/ou não estå indo bem, alguns acabam cedendo ao falso senso de perfeição que, de algum modo, somos convencidos a pensar que realmente exista.
Anestesiados com a empolgação ilusória, - que ainda nos é novidade - avaliamos nosso valor baseando-se em comentårios e mensagens de inbox coletivas, que suprem, momentaneamente, nosso alter ego.
Enquanto isso, a pessoa que te ama quando não tem filtro nenhum no seu rosto, na sua vida e que te conhece mais do que um story de 15 segundos, vira opção, e o resto do mundo, vira prioridade.
Perdemos o que Ă© real, correndo atrĂĄs do que apenas parece ser.
Valorize relaçÔes antigas, pois estas, jĂĄ passaram pelo maior teste, o teste do tempo. đ§Ą
â A magia de amar Ă© sublime. Vale mais que o dourado do ouro, mas Ă© tĂŁo delicado quanto o BotĂŁo de Ouro. Ă mais deleitoso que o Copo-de-Leite e mais doce que o chocolate. Ă por isso que eu amo a magia do amor. Parece um feixe de luz branca em volta daquele que eu amo, mostrando que Ă© aquela pessoa. Ă aquela pessoa que eu devo amar.
â Seus olhos sĂŁo como as estrelas do cĂ©u noturno, por onde me guio
âŠoh quĂŁo belos sĂŁo
Seus cabelos sĂŁo como as ondas revoltas do mar, onde me aventuro
âŠpermita-me mergulhar mais profundo
Seu sorriso Ă© como o Sol, que ilumina minha vida
âŠoh quĂŁo brilhante es
Sua voz Ă© como o canto de uma sereia, que me encanta
TĂŁo doce como mel para meus ouvidos
Sua presença é como uma fogueira em meio a uma nevasca
Permita-me-ei deleitar de sua presença
Mas coragem Ă© o que me falta
Afinal das contas, como poderia falar contigo
Sendo eu um mero mortal insignificante, um figurante dessa grande peça teatral intitulada vida
E sendo tu, um ser celestial, protagonista deste grande ato
O que me resta Ă© assistir e admirar, imaginando âe seââ
E se tivesse coragem de falar contigo
E se pudesse estar ao seu lado
E se eu pudesse ser seu coprotagonista
E se finalmente pudesse dizer-te tudo o que sinto por ti
Mas condenado sou, por mim mesmo, em virtude de minha falta de bravura.
â VocĂȘ sente que Ă© ela, mas ainda nĂŁo consegue calar a burrice do prĂłprio ego pra buscar o que Ă© seu.
