Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
"Do alto ela observa tudo,
entre tudo que ela vĂȘ,
a lua percebeu vocĂȘ.
Viu que todos os dias
a mesma hora, vocĂȘ esta aĂ,
sentada sob as constelaçÔes.
A lua se encantou com sua beleza
e todos os dias que pode,
ela tenta ficar mais semelhante
a vocĂȘ, por isso, hoje a noite
esta tĂŁo linda."
âUso vocĂȘ sem sua permissĂŁo,
Admissão ou qualquer sinÎnimo de autorização,
Uso-a como inspiração.
Ao falares, é como se ouvirå uma canção.
Geniosa como és,
Se nĂŁo quiseres falar;
- Problema seu!
Para mim, sĂł nĂŁo estarĂĄs verbalizando,
Mas, seus traços continuam falando.
Os teus olhos me revelam profundidade.
Seu sorriso, me alegra,
Me faz parar no tempo,
Nesse curto espaço,
O mundo parece justo,
Por haver riso entre os lĂĄbios de quem merece.â
A PEQUENA SĂBIA
âConheci uma Pequena SĂĄbia,
que mais parecia Maga,
De um tudo ela sabia,
cozinhava e arrumava com primazia,
até a pescar ela se metia.
Sonho nĂŁo lhe faltava, mas, magia ela nĂŁo usava
Pra tirar da fantasia, suas utopias.
- Pera lĂĄ!
- Utopia para qual que outro,
mas nĂŁo para a Pequena SĂĄbia!
Pois, se uma certeza na vida ela tinha,
Ă© que um dia ela realizaria toda sua fantasia.
Mas, como nĂŁo Ă© boba e nem nada,
Ela nĂŁo hesitava em usar sua magia
pra encantar a quem queria,
tão forte era o encanto que até que não deveria
no encanto caia, o encantado ficava de bobo a sem noção.
Quando ao invés das palavras mågicas usava palavras såbias,
AĂ Ă© que havia confusĂŁo,
pois, como pode menina assim saber tanto da vida,
e ainda ter conquistado o mundĂŁo?
Magia é magia, não carece de explicação!
Mas, sabedoria assim até onde eu sabia,
Só cabia na cabeça de velho depois de muito ter vivido
e sofrido na terra,
como quem comeu pĂŁo amassado pelo cĂŁo!
Mas, como se explica na vida,
saber tanto essa menina que de tanta graça,
até parece uma margarida?!
- Ah, sei nĂŁo!
- SĂł posso dizer que tĂĄ mudado esse mundĂŁo!
E pra encurtar a histĂłria fique sabendo disso entĂŁo;
- Quem na vida encontra a SĂĄbia Maga tem sua histĂłria mudada,
pois ela tem a capacidade de mudar a tal da percepção.
As ideias se aprumam,
e tomam um novo rumo.
Assim acontece,
com quem Deus se compadece,
e a SĂĄbia MĂĄgica Conhece.â
âLINDA SĂBIA,
A Ășnica certeza que temos na vida alĂ©m da morte sĂŁo as incertezas, as dĂșvidas.
Se nos prendermos a todos possĂveis resultados, que sĂŁo inĂșmeros, diga â se de passagem, termos deixado de viver.
Logo, devemos viver um dia apĂłs o outro da melhor maneira possĂvel, fazendo o que estĂĄ ao nosso alcance, e viver.
Seu rosto rouba minha atenção,
sequestra meus pensamentos,
Enquanto posso, admiro â a, enquanto o faço;
- Noto vårias de suas expressÔes.
Talvez, eu esteja equivocado e sendo pretencioso,
Mas, aparentemente vocĂȘ estĂĄ começando a entender minhas intençÔes,
E me dando mais espaço e confiança.
Quero lhe servir com base, um porto seguro
enquanto a tempestade se manifesta com sua maior violĂȘncia.
Ăs vezes, noto certa expressĂŁo pouco definida,
Parece insatisfação, insegurança, preocupação...
Enfim, pouco definida.
Fico feliz por perceber, pois,
por mais que seja triste notar estas expressÔes, sensaçÔes, sentimentos,
Estou tendo o privilégio de enxergar no fundo,
mais profundamente o que vocĂȘ realmente sente.
Enquanto para as outras pessoas vocĂȘ esbouça um lindo, largo e simpĂĄtico sorriso.
Passando a impressĂŁo de uma linda e doce jovem, uma inexperiente menina.
ImpressĂŁo essa que Ă© superficial, pois na verdade Ă© uma mulher incrĂvel e forte,
Que carrega problemas e sonhos tĂŁo pesados que outros poucos no mundo o fariam com tanta maestria."
"SOBRE VOCĂ
A seu respeito tenho MEDOS,
Note a complexidade, MEDOS;
Tenho MEDO da exposição a vocĂȘ
Pelo que me causa, provoca e motiva.
MEDO maior por sua ausĂȘncia,
Pois assim intensifico sua presença
De modo mais abstrato e criativo.
Sou pressionado por meu intelecto
A criar e recriar vocĂȘ de formas que
SĂł minha perspectiva Ă© capaz.
Mas, acho que nenhum dos MEDOS
Que sua ausĂȘncia me causa Ă© maior
Do que o MEDO da inércia;
- ACOMODAĂĂO Ă MORTE!
Posso dizer que a ausĂȘncia
Da sua presença me faz morrer um pouco.
Um pouco a cada dia, entĂŁo cabe aqui;
- MORRER AOS POUCOS!"
"VOCĂ
Em uma palavra, defino â a como ĂNICA!
Essa palavra a define pois, nunca conheci alguĂ©m como vocĂȘ.
Sempre dizem que a primeira impressĂŁo Ă© a que fica.
Sim! Isso Ă© verdade, mas, nĂŁo Ă© verdade absoluta;
- NĂŁo se aplica a vocĂȘ.
Conheço vocĂȘ, ou melhor, estou a conhecendo por partes,
Sim, por partes!
E a cada parte sou surpreendido.
Ao longe avistei sua simpatia sempre confirmada por seu belo sorriso,
Ao me aproximar, pude perceber seu voraz interesse pela arte da leitura,
Ao observar mais de perto me dei conta da bela guerreira que és.
Apesar de defini â lĂĄ como Ășnica, Ă© injusto adjetiva â lĂĄ com uma Ășnica qualidade.
Logo, sou impulsionado a lhe lembrar, ou a fazer notar se for o caso, de outras qualidades.
Com A posso dizer que Ă©s AutĂȘntica
Com L tenho que dizer Lutadora,
Com outro A sussurro Angelical,
O N Ă© de notĂĄvel!
E o terceiro A me leva a suspirar amĂĄvel.
Estas qualidades compĂ”em tanto vocĂȘ quanto o seu nome Menina Mulher.
Hoje, a parte que me arrebatou foi sua beleza,
Confesso, nĂŁo tive coragem de olhar no fundo dos seus olhos,
A Angelicalidade do seu rosto me tomou e me salvou,
Tive profundo medo de olhar no fundo dos teus olhos e ficar preso nâeles.
Apesar de jĂĄ ter confessado estar perdido em vocĂȘ,
Tenho para mim que um olhar profundo Ă© mais perigoso,
Caminho sinuoso, e possivelmente sem volta,
olhos esses que sĂŁo lindos, os olhos da Menina Mulher.â
âAprendi da forma mais dolorosa possĂvel que os direitos de um rĂ©u sĂŁo o lema da humanidade:
â-... o que vocĂȘ disser poderĂĄ ser usado contra vocĂȘ no tribunalâ
âSe e as crĂticas sĂŁo para o crescimento, por que me sinto cada vez menor todas as vezes que lembro delas?â
âEla se foi,
NĂŁo sei onde encontra-la,
Sempre a elogiaram,
Eu a tinha como tĂŁo comum, que
Até achava exagero.
Hoje, que ela se foi,
Percebi quĂŁo preciosa ela era,
Essa ausĂȘncia me causa um vazio tĂŁo grande
Que por vezes penso em tomar do cĂĄlice supremo,
E por fim ter a solução desta grande perda.
Mas, antes disso lhe deixo um recado;
- Onde estiver, esteja melhor do que eu Alegria."
âSER HUMANO
Por quĂȘ ser humano,
Porque ser assim?
Qual a fonte de tuas açÔes?
De ondes espelha esse
Gesto rude e insensĂvel?
Por ventura, sĂł houvera em ti
Sentimentos maus e sombrios?
Até quando te estendem a mão, desconfias;
- O que quer este estranho?
Por quĂȘ ser humano?
Ao acaso estĂĄ Ă© tua natureza?
Isso Ă©, ser humano?â
âSol, nĂŁo quero mais vĂȘ-lo,
Que minha Ășltima memĂłria
Seja a de uma noite fria e chuvosa,
Onde amarguei a fio cada minuto.â
âDizem que quando estamos prestes a morrer,
Um filme passa bem a nossa frente,
- Estou bem acomodado, por favor, pode começar.â
"MOTIVO
Preciso de um motivo mais nobre para viver!
Da realidade que vivia nĂŁo tenho mas posse,
Sinto agora nada mais além de um grande vazio,
Em um imenso vĂĄcuo com o grito incessante do silencio.
Preciso de um motivo mais nobre para viver,
A grande questĂŁo Ă© que nĂŁo encontro,
E parece ficar ainda mais difĂcil na medida em que maquio esse estado com um uma piada ou brincadeira leviana e superficial a fim de ter um sorriso ainda mais superficial, com a infeliz falsa esperança de que esse poço de tristeza se esvazie, mas, sĂł continuo nessa incessante tentativa porque sempre esqueço que Ă© um poço e que ele sempre vai brotar.
Preciso de um motivo mais nobre para viver!
Mas, com essa companhia, o silĂȘncio, fica difĂcil de ter ideias.
Preciso de um motivo mais nobre para viver,
O inerte silĂȘncio nĂŁo Ă© um bom companheiro,
Ele insiste em chamar sua companheira loucura para se juntar a nĂłs."
eu passaria minhas noites em claro ao seu lado, ouvindo suas declaraçÔes falsas e retrucando com verĂdicas, em alguma cidade insignificante, para pensamentos insignificantes e para um amor, desgraçadamente,
insignificante.
TESTAMENTO
E a ti deixo meu coração, deixo a ti pois jå a muito lhe pertence. Este que por tantas vezes aceitou e regogitou teu sangue quente, mais quente ainda em tua presença.
Sangue teu pois o te deixo tambĂ©m, pois se nĂŁo fores por ambĂgua pernĂcie, nĂŁo se dĂĄ um coração a alguĂ©m sem que se doe juntamente o sangue, pois isso seria como entregar um relĂłgio a ti, negando-lhe as pilhas, gastar uma vida, correndo atrĂĄs de ouvir a voz do silĂȘncio.
Mas te peço, não fiques com ele.
Este coração que me fizestes desistir dele mesmo, não te cabes no peito.
Meu tipo sanguĂneo nĂŁo se contenta em viver entre veias e artĂ©rias, sonho de coĂĄgulo, preferes se ver seco que entregue a outrem.
E quando receberes ame-o, apenas para que console o seu, Ă© inevitĂĄvel a sensação de culpa, mas nĂŁo se culpe, o tĂ©dio Ă© uma doença rĂĄpida e silenciosa, nĂŁo te culpo por nĂŁo vĂȘ-la, me culpo por nĂŁo tĂȘ-la tomado por esporte.
E se teimares em tentar guardalo pra ti, minha agora fria impotĂȘncia nĂŁo poderĂĄ lhe impedir, mas jĂĄ vou logo avisando, este veneno com cor de coração vermelho gĂ©lido, seca a alma de quem nĂŁo o recusa. Resseca atĂ© mesmo as mĂŁos da mais doce entre as mulheres, inseticida dos melhores entre os sentimentos.
E quando menos esperas verĂĄs que se tornou eu, da mesma forma que um dia jĂĄ te fui.
