Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Ela nos diz em segredo aquilo que a voz silencia.
Busco, dentre as sombras desta multidĂŁo, lampejos de sonhos em mansidĂŁo;
Naquele olhar cheio de dia que o acaso acolheu.
Um Retrato,
Purificação.
Parece marfim:
As curvas dos lĂĄbios
O corpo Ă sombra do ar
E eu a te absorver em mim.
Em minha memĂłria, estampado e
Como dizia uma vez Harry:
Fostes feito para ser amado.
E inunda-me a mente
Esse ser, presente
Matéria de tantas vidas
Que aqui encontro novamente.
Jå logro explicar que o coração meu sente
Todo o passado latente
Te vĂȘ por inteiro
Incessantemente.
Ah..
JĂĄ nĂŁo tenho paz, alegremente!
Trago a todo momento e novamente
A vontade de viver
E (te) amar intensamente.
Por essas nossas vidas, juntos:
Andamos
Por aquelas vielas estreitas de Ronn
AtrĂĄs de tecidos pras nossas roupas
Cantamos
Naquelas coxias do teatro San Carlo
Entonando plenamente a nossa voz
Comemos
No Bodin, em uma noite morna de verĂŁo
Pra comemorar a tua vitĂłria
Amamos
à beira das åguas cristalinas em Cadaqués
Onde me amavas pela primeira vez...
Choramos
Em nossa simples e bela casa
Ao primeiro sorriso do nosso filho
Sorrimos
Na Tour Eiffel ao passar por entre os espelhos
E ver a imagem refletida de nĂłs trĂȘs.
Cuidamos
De toda gente, de toda cor
Naqueles campos que nĂŁo tem amor
Lutamos
Nas trincheiras de VarsĂłvia
Tua mĂŁo sem me largar
Olhamos
Serenos, em tudo o que vivemos.
Com a paz da certeza de quem pertencemos.
Por essas nossas vidas, juntos.
Ă difĂcil ser sĂł , mais Ă© bem melhor ser sĂł do que ser infeliz ao lado de alguĂ©m que nĂŁo te completa.
Quando o verĂŁo chegar , eu quero ser mais forte do que sou sem medo no olhar nenhum motivo pra chorar.
Eu nĂŁo sou como um livro, onde vocĂȘ pode ler coisas bonitas, me largar num canto infestado por traças e admirĂĄ-lo quando bem entender.
Reflito sobre os anos da minha vida com grande desdĂ©m. Ela Ă© tĂŁo limitada, tĂŁo escassa, tĂŁo bela, mas Ă s vezes, tĂŁo distorcida. NĂŁo existem palavras para definir o bem mais valioso que possuo. A vida Ă© uma paixĂŁo e eu preciso seguir ela. Pergunto-me sobre o que eu gostaria de fazer hoje ou com quem eu gostaria de estar, pergunto-me sobre o tempo e meus sonhos, sobre o sentido dĂșbio das coisas: sonhar em ser escritor ou escrever de verdade, tocar uma vida ou trocar de vida, fazer valer a pena ou fingir congelar as horas. Meu tempo Ă© algo muito precioso e por sinal, astuto. Ele rege a minha existĂȘncia, embora no fim das contas eu mesmo dou as ordens. Sou o dono do meu destino, sou o tempo que escorre pela ampulheta, sou o prisioneiro da minha alma. O desdĂ©m Ă© pasmo, mas para ele mesmo.
Francamente, vocĂȘ era o erro que eu mais gostava. NĂŁo havia coisa melhor do que observar suas curvas e receber suas palavras afiadas que caĂam como navalhas sobre mim. VocĂȘ era um belo erro e assim como qualquer linha torta, vocĂȘ teve lĂĄ suas vantagens e desvantagens. Mas vocĂȘ ignorou as margens, golpeou os bons modos e rabiscou demais meu coração.
Não quero um café, ele esfria.
NĂŁo quero flores, elas murcham.
Não quero dinheiro, as traças cobiçam ele.
NĂŁo quero nada mais no momento.
Mas quero vocĂȘ em meus braços, sĂł por amor mesmo.
Costumamos esquecer de tudo que nos tornamos e vulgarmente negligenciamos o quanto estamos mal, mas sequer percebemos que a vida deveria começar agora. Se cinco minutos sĂŁo inĂșteis para mudar algo, considere incinerar cinco minutos aqui descritos com fumaça de nicotina sob seus pulmĂ”es. Existem duas coisas que nĂŁo voltam na vida: o tempo e a sua saĂșde. Desperdiçar o que vocĂȘ possui de mais precioso Ă© caminhar atĂ© o prĂłprio funeral.
A ilusĂŁo começa quando tratamos as pessoas como se fossem um nada mais. Nada mais Ă© o caixĂŁo, levar um tiro de delinquente ou possuir uma vida arruinada, isso sim, parte-se do princĂpio nada mais.
Nunca demais, nem de menos, apenas dĂȘ a atenção que gostaria de receber, o mundo nĂŁo Ă© um cĂrculo de dor fechada.
Este Ă© um chamado doentio, eu lhe entendo. Ă difĂcil suportar ou atĂ© mesmo aceitar quem vocĂȘ Ă©, como vocĂȘ prosseguirĂĄ ou quem lhe apoiarĂĄ. Todo mundo estĂĄ se levantando e todo mundo estĂĄ correndo. Mantenha a cabeça erguida e acredite na libertação, pois somente vocĂȘ conhece a verdade. Isso com certeza vai doer e o pior caminho Ă© continuar no mesmo lugar onde se estĂĄ atualmente, preso em seu mundo repleto de gĂĄrgulas, cercado de construçÔes abandonadas e teias de aranha no vĂŁo da alma. NĂŁo aprisione a si mesmo e nĂŁo se culpe, muitos desejam te deixar para baixo, mas eles simplesmente nĂŁo podem controlĂĄ-lo. Apenas abra seus olhos e veja uma alternativa, todo mundo possui rachaduras em volta do coração e todo mundo precisa de alguĂ©m para se curar e, independente da sua situação, apenas saiba que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ sozinho.
Mais cedo ou mais tarde, sei que vou sentir sua falta. Talvez eu procure convencĂȘ-la com um texto, provavelmente com algumas palavras ou ainda, talvez com nada. Meus silĂȘncios sempre acabam falando por mim.
A gente ama o que parece conveniente, defendemos o que acreditamos ser justo: amar, falar, abraçar, sorrir, orar, etc. Falhamos miseravelmente. Aparecem vårios casos de desumanidade no mundo: um hipócrita que julga amar e ignora um mendigo na próxima curva da vida, um mau samaritano que julga ser humilde mas arremessa pedras como se fossem flechas. Engraçado, o amar também significa julgar perante nosso próprio bem entender. Amar seria então, não saiba amar, mas ame minhas atitudes?
