Impor
Sou corajoso, audacioso e atrevido, teu amigo, teu companheiro, parceiro
e teu amante, não me importo nenhum pouquinho comigo, sou tudo isso pra você sabe por quê? eu amo você e quero vê-la feliz...
Cuidado: Judas continua por aí!
Desta vez, sem arrependimento, usa a internet para impor o cancelamento das próprias vítimas.
A solidão não me roubou; ela retirou o excesso de vozes até sobrar a pergunta que realmente importava.
"Saiba impor limites e lembre-se: dizer "não" para os outros, às vezes, é dizer "sim" para o seu próprio bem-estar."
—By Coelhinha
Decidi ser como o rio! Quero seguir maleável e fluido pelo terreno da vida, sem impor direção ou sentido; só com o propósito de desaguar em algum oceano.
projeto Trilho365
Humilhar os outros com a premissa de que o interlocutor não irá se impor pela posição que exerce demonstra a real covardia.
Se os Juízes de Poltrona soubessem que a justiça que tentam impor alisando telas só os torna dignos de pena, os Tribunais do Espetáculo jamais subsistiriam.
Mas talvez o problema não seja a ignorância sobre si mesmos — e sim o conforto que encontram nela.
Julgar à distância oferece a ilusão de poder sem o peso da responsabilidade.
Ali, atrás de uma tela, cada sentença é rápida, cada condenação é limpa, cada narrativa cabe em poucas linhas.
Não há contradições, não há contexto suficiente para atrapalhar a certeza.
E, sobretudo, não há consequências reais para quem acusa.
O espetáculo precisa dessa simplificação.
Ele se alimenta da pressa, da emoção crua, da necessidade humana de pertencer a um lado.
Nos tribunais improvisados do cotidiano digital, a dúvida é vista como fraqueza, a ponderação como cumplicidade.
Assim, constrói-se uma justiça que não busca compreender, apenas confirmar o que já se quer acreditar.
Há, no entanto, uma ironia silenciosa nisso tudo: ao reduzir o outro a um rótulo, o juiz de poltrona também se reduz.
Abdica da complexidade que o constitui, troca a reflexão pela reação, e passa a existir num mundo onde tudo é evidente demais para ser verdadeiro.
E nesse processo, perde algo essencial — a capacidade de enxergar o humano para além do erro, da falha, da manchete.
Talvez os Tribunais do Espetáculo persistam justamente porque oferecem respostas fáceis a perguntas difíceis.
Eles não exigem escuta, apenas eco.
Não pedem responsabilidade, apenas adesão.
E assim seguem, alimentados por uma multidão que prefere a sensação de estar certa ao desafio de, de fato, compreender.
No fim, o que se vê não é justiça — é encenação.
E toda encenação, por mais convincente que pareça, sempre depende de um público disposto a acreditar nela.
"Quantos anos eu tenho?
- Às vezes tenho 20, 30, 50.
- Às vezes tenho 2, 3 5.
Que me importa os números,
se eu vivo momentos?
- Viver não é tão somente uma contagem linear!"
Haredita Angel
29.04.25
... quem
vive para destruir
reputações acaba por arruinar
a única que verdadeiramente
importa: a própria!
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