Imortalidade

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O que é a imortalidade ?
Torne-me um imortal!

" Ser espírita não consiste apenas em acreditar na imortalidade da alma.
Consiste em cultivar uma disciplina intelectual.
Questionar.
Pesquisar.
Comparar.
Estudar.
Corrigir-se.
Abandonar opiniões quando os fatos demonstram seu erro. "

GABRIEL DELANNE:
O APÓSTOLO DA CIÊNCIA ESPÍRITA E O INVESTIGADOR DA IMORTALIDADE DA ALMA.
Marcelo Caetano Monteiro.
Gabriel Delanne, nascido François-Marie Gabriel Delanne, em Paris, França, no dia 23 de março de 1857, e desencarnado na mesma cidade em 15 de fevereiro de 1926, inscreve-se entre as figuras mais eminentes do movimento espírita francês do século XIX e início do século XX. Engenheiro de formação, pesquisador incansável e escritor de notável capacidade analítica, dedicou sua existência ao estudo dos fenômenos mediúnicos e à defesa racional dos princípios apresentados por Allan Kardec.
Sua trajetória revela a convergência singular entre o espírito investigativo da ciência e a concepção espiritualista acerca da natureza humana. Ao lado de expoentes como Léon Denis, Henri Sausse e Jean Meyer, Delanne tornou-se uma das vozes mais expressivas na continuidade e divulgação da obra kardequiana, procurando demonstrar, mediante observações experimentais e argumentação lógica, a sobrevivência da alma e a comunicabilidade entre os mundos físico e espiritual.

ORIGENS FAMILIARES E A INFLUÊNCIA DE ALLAN KARDEC.
Gabriel Delanne veio ao mundo no mesmo ano em que Allan Kardec publicou a primeira edição de O Livro dos Espíritos (1857), obra fundamental que estabeleceria os alicerces da Doutrina Espírita. Filho de Alexandre Delanne e Marie Alexandrine Didelot, ambos dedicados estudiosos do Espiritismo e participantes das reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cresceu em um ambiente profundamente marcado pelo estudo da espiritualidade.
Desde a infância, teve contato direto com os fenômenos mediúnicos realizados em reuniões familiares. Esse ambiente de investigação espiritual despertou nele uma inclinação natural para o estudo dos fenômenos psíquicos, sempre buscando conciliar observação, raciocínio e princípios morais.
Allan Kardec, ao mencionar a família Delanne na Revista Espírita de outubro de 1865, destacou a precocidade intelectual do jovem Gabriel, afirmando que suas ideias refletiam o ambiente doutrinário em que havia sido educado.
Ainda criança, protagonizou uma experiência de tiptologia, fenômeno mediúnico no qual uma pequena mesa teria respondido perguntas durante uma reunião doméstica. Esse acontecimento, registrado por Kardec, tornou-se um dos episódios marcantes de sua infância espiritualista.

O PESQUISADOR DA FENOMENOLOGIA ESPIRITUAL.
A característica mais notável de Gabriel Delanne foi sua postura investigativa. Ele não tratava os fenômenos espíritas como simples manifestações de crença, mas como objetos de estudo que deveriam ser analisados mediante critérios racionais.
Em suas obras, procurou estabelecer uma relação entre os fenômenos mediúnicos e as leis naturais, defendendo que a existência da alma não seria uma hipótese abstrata, mas uma realidade passível de investigação.
Sua produção literária representa um dos mais importantes esforços de sistematização científica dentro do Espiritismo. Entre suas principais obras destacam-se:
O Espiritismo perante a Ciência (1885);
O Fenômeno Espírita (1893);
A Evolução Anímica (1897);
Pesquisas sobre a Mediunidade (1898);
A Alma é Imortal (1899);
A Reencarnação (originalmente O Perispírito, 1899);
As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos (1909 e 1911).
Esses trabalhos revelam uma preocupação constante em demonstrar a continuidade da vida após a morte e a existência do princípio espiritual independente do organismo físico.

DEFENSOR DA CODIFICAÇÃO KARDEQUIANA.
A admiração de Delanne por Allan Kardec ultrapassava a simples homenagem intelectual; representava profunda convicção de que a Codificação Espírita inaugurara um novo campo de conhecimento acerca do ser humano.
Ao dedicar sua obra O Fenômeno Espírita à memória de Kardec, escreveu:
“À alma imortal de meu venerando mestre Allan Kardec eu dedico este livro, obra de um de seus mais obscuros admiradores, porém um dos mais sinceros.”
Em 1910, no prefácio da obra Biografia de Allan Kardec, de Henri Sausse, Delanne afirmou que a obra do Codificador permanecia resistente às críticas porque estaria fundamentada na observação dos fatos e na lógica.
Para ele, o Espiritismo representava uma investigação acerca das leis espirituais, unindo razão, experiência e consequências morais inspiradas nos ensinamentos de Jesus.

ATUAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA FRANCÊS.
Em 1880, durante as homenagens pelo aniversário da desencarnação de Allan Kardec, Delanne pronunciou discurso no túmulo do Codificador, no cemitério Père-Lachaise, em Paris, destacando que Kardec não havia criado um culto religioso, mas organizado um campo de estudos sobre a relação entre o mundo espiritual e o mundo material.
Em 1882, participou da fundação da União Espírita Francesa, tornando-se posteriormente seu presidente. Em 1884, fundou o periódico Le Spiritisme (O Espiritismo), destinado à divulgação dos princípios espíritas.
Também esteve envolvido em congressos espiritualistas internacionais, participando de importantes debates sobre mediunidade, sobrevivência da alma e fenômenos psíquicos.

INVESTIGAÇÕES METAPSÍQUICAS E FENÔMENOS DE MATERIALIZAÇÃO.
Um dos episódios mais conhecidos de sua trajetória ocorreu quando acompanhou o professor Charles Richet, futuro ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, nas pesquisas realizadas com a médium Marthe Béraud, em Argel.
O fenômeno ficou conhecido como “O Fantasma de Bien Boa”, envolvendo relatos de materializações espirituais investigadas segundo os métodos da época. Delanne participou dessas pesquisas dentro do contexto da chamada Metapsíquica, área dedicada ao estudo dos fenômenos considerados além da psicologia tradicional.

DESENCARNAÇÃO E LEGADO ESPIRITUAL.
Nos últimos anos de sua existência, enfrentando limitações físicas decorrentes de enfermidades progressivas, Gabriel Delanne permaneceu dedicado ao estudo e à divulgação espírita.
Na véspera de sua desencarnação, teria recebido a visita de um homem interessado em discutir o Espiritismo. Após longa conversação, sentindo o agravamento de seu estado físico, declarou aos presentes que partiria para o mundo espiritual. Quando alguém afirmou que ele logo se recuperaria, respondeu:
“Sim, no Além.”
No dia seguinte, aos 68 anos, Gabriel Delanne retornou à pátria espiritual.
Seu legado permanece associado à tentativa de harmonizar investigação científica, filosofia espiritualista e ética cristã. Para o movimento espírita, tornou-se símbolo do pesquisador dedicado, que buscou demonstrar que a morte não representa extinção, mas transformação; que a inteligência não seria mero produto da matéria; e que a evolução espiritual constituiria uma lei permanente da existência.
REFERÊNCIAS:
DELANNE, Gabriel. O Fenômeno Espírita.
DELANNE, Gabriel. A Evolução Anímica.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Outubro de 1865.
SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. Prefácio de Gabriel Delanne, 1910.
BODIER, Paul; REGNAULT, Henri. Un Grand Disciple d’Allan Kardec: Gabriel Delanne, sa vie, son apostolat, son œuvre.
Gallica — Biblioteca Nacional da França: Le Phénomène Spirite, Gabriel Delanne.

“Crer na imortalidade é libertar-se. Amar é o grande dever da alma.”
— Léon Denis.

A imortalidade não é a ausência de morte, é o assassinato da essência que liga a vida ao seu fim.

A promessa de imortalidade ou salvação transcendente pode tornar determinados sacrifícios materiais psicologicamente mais aceitáveis.

... embora
os que a neguem, questionem,
na imortalidade do espírito o sofisticado arcabouço e razões propiciando sentido
a graça do viver -o restante
épassageiro!

⁠PRINCÍPIOS DA SERENIDADE

‎1. Princípio de imortalidade do Sujeito:


‎O Homem não morre, o que morre são as suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência ou Personalidade e os seus bens materiais!

‎2. Princípio de estado da Atenção do Sujeito:


‎O Homem deve viver no estado da Atenção, e recorrer ao estado do Pensar e da Reflexão apenas momentaneamente para melhorar alguma condição da sua existência ou da existência dos outros Homens!

‎3. Princípio de igualdade dos Sujeitos:


‎Todos os Homens são iguais, a diferença está nas suas condições de existência, tais como o seu Corpo, a sua Mente, a sua Consciência e os seus bens materiais!

‎4. Princípio de projeto de vida do Sujeito:


‎Cada Homem deve ter o seu próprio projeto de existência secular e concretizar o seu projeto a seu próprio ritmo em harmonia com as normas socialmente estabelecidas!


‎


‎5. Princípio de serviço voluntário do Sujeito:


‎Cada Homem deve procurar servir um propósito universal no seu próprio ritmo através de um serviço voluntário de melhoria das condições de existência da sociedade em que o seu Organismo se encontra inserido!

‎Estes Princípios são Interdependentes!

Um homem que procura saber todas as ciências é um homem que procura a imortalidade, mas, quem procura a virtude é um homem eterno.

O diabo inventou a imortalidade da alma para seduzir os humanos a desprezarem a única vida que realmente importa!

Através da minha mortalidade consigo sentir a imortalidade de cada recomeço.

A imortalidade não é um privilégio do autor
mas sim de sua obra.

A alma é criada, não é eterna; porém, é sustentada por Deus na imortalidade e, por isso, não morre. O corpo também receberá o dom da ressurreição.
📖 Lucas 20:36; 1 Timóteo 6:16; 1 Coríntios 15:53

Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.


📖 1 Timóteo 6:16

"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra."


Rubem Alves


Aos nossos Professores — o início do
processo e a ponta da corda.
[Dia 15 de outubro, dia do Professor]

No subsolo das ideias
meditar a profundidade
o ideal do lidar Paracas
com a imortalidade,
A tempestade de areia
de nós se aproxima,
O tempo passa veloz
para quem desorienta
e não valoriza nada:
Eis a essência natural
da verdade indomada.

No subsolo das ideias
meditar a profundidade
do ideal de lidar Paracas
com a imortalidade,
A tempestade de areia
de nós se aproxima,
O tempo passa veloz
para quem desorienta
e não valoriza nada:
Eis a essência natural
da verdade indomada.

Pra que temer a morte? ela é natural,se existisse a imortalidade não seriamos capaz de conter tamanha ansiedade de vivenciar a perda de qualquer sentimento emoção lembrança,que corroem nossa mente todos os dias,prefiro me tornar imortal nas lembranças das pessoas que realmente gostam de mim do que vivenciar uma por uma se desviar e eu na solidão cair

Inserida por yago00

Para o meu anjo

para o meu anjo,
a imortalidade .........
a verdade de uma vida
vivida imensamente
brilhando como o sol......
anoitecendo luares
e resplandecendo
na eternidade...........
és inteiro
na minha vida
...e em outras vidas .....
o meu sonho mais caro......
meus sonhos dourados
de chegar ao lugar de partida ......
reviver outra vez
a vida onde agora voce
reluz em luz.......
a vida onde moras...........
jamais desistirei
desta eternidade.......
anjo.......

Inserida por ElianeRGobbi

O nosso verdadeiro lugar reside definitivamente na imortalidade do espírito

Inserida por ARYCAMPOS