Imaturidade
Algo que está se tornando muito difícil atualmente: receber uma resposta "atravessada" nas redes sociais e deixar quieto.
O impulso primeiro é retrucar com a mesma hostilidade.
Depois argumentar fortemente.
E então finalizar colocando o "mal-educado" em seu devido lugar.
Esta é a nossa primeira vontade e é o que praticamente a grande maioria faz.
Por isso esse campo de guerra nas redes.
Falta de respeito, imaturidade, prepotência, orgulho, vaidade são algumas das causas de tantas discussões.
E de muito ódio também, infelizmente. Ódio este que tantas e tantas vezes já vimos se materializar em brigas físicas, em ataques sangrentos e onde pessoas chegam às vias de fato por causa de divergências políticas, esportivas, raciais ou territoriais.
São pequenas guerras que, junto a tantas outras pequenas guerras, transformam o cotidiano do mundo num grande, estéril e exaustivo campo de batalha, produzindo toxidade e combustível para mais e maiores confrontos.
Diz Emmanuel que "a guerra é o monstro de mil faces que começa no egoísmo de cada um."
Nada mais verdadeiro.
Pontos de vista todos possuem.
E se queremos respeito para com os nossos, é imprescindível que respeitemos os pontos de vista alheios também.
Mas para isso necessário se torna que o egoísmo, que a imaturidade, que a impulsividade e, principalmente, que o orgulho sejam domados à custa de esforço próprio.
Amadurecer é ceder, é recuar, é desculpar, é compreender e aceitar.
Mergulhado em uma eterna infância, o ser humano prossegue fazendo birra, chorando, gritando e exigindo que sua vontade seja satisfeita.
O resultado aí está.
(Instituto André Luiz)
Existem certas verdades que as vezes muitos se fingem de cegos para não verem.
E outros mesmo maduros de mais ainda tentam mostrar algo de bom a uma geração tão verde (imatura) que se tornam surdos.
Por se encontrarem rodeados apenas por gritos de conselhos, ordens, opiniões e velhos mandões.
Pais, avós, professores simplesmente velhos,
que se acham donos da verdade!
Sou curiosa, aprendiz, grata por tudo aquilo que se apresenta claro.
Mas tenho sede pelas sutilezas que se apresentam nas sombras, pelos segredos que só os olhos inquietos ousam sondar e por aquilo que exige silêncio e alma para ser compreendido.
Sou uma boa leitora de entrelinhas e, mais do que isso, sou uma boa aluna da vida.
E, assim, na escola onde você é aprendiz, eu sou a mestra!
Lembrei-me agora: nesse enredo, não existe final feliz, tampouco errados ou culpados.
Porque rascunhos são como algo que nunca foi, pedaços soltos de uma história que nunca ousou se escrever.
São apenas rascunhos, fragmentos de um quase.
