Igualdade Filosofo Grego
No desenvolvimento do sistema psicossocial humano devemos pensar numa ética própria sobre a questão da coabitação e da coexistência com os outros seres vivos (Peter Singer discute essa questão muito bem). Acontece que nem sequer conseguimos conviver bem com pessoas de "outras cores" quiçá pensar na coabitação inter-espécies. A questão é profunda e complexa. Minha opinião é que só será resolvida quando não tivermos mais corpo (matéria) para ser sustentada. Quando formos seres mentais conseguiremos enxergar de longe essa questão. Por enquanto estamos presos em nossos corpos e, portanto, em nossos canais irrisórios de percepção. Alguns poucos sábios enxergam longe esse construção ética inter-espécies. Girando o "cubo"; vemos o mercado evoluindo e mercantilizando o veganismo e o vegetarianismo. Ou seja, precisamos ter dinheiro para sermos veganos ou vegetarianos. Há muito trabalho a ser feito. Sou predominantemente pessimista nesta questão que o documentário levanta. Seremos terráqueos que não respeitam a vida senciente e nem sua casa. Será que teremos tempo para chegar a essa visão da ética inter-espécies antes de nos destruirmos?
Uma experiência política não pode ser objeto de uma dedução transcendental. O que me impressiona é, ao contrário, como há uma legião que tenta nos dizer que toda forma de fortalecimento da força do demos só pode produzir catástrofes. No que se percebe que eles têm uma visão completamente a-histórica de dinâmicas políticas. O que não poderia ser diferente, já que no fundo, seu debate não é político, mas teológico.
A liberdade não é um atributo individual, ela é uma realização social própria a sociedades marcadas pela igualdade e pela indiferença social às diferenças antropológicas. Não há indivíduos livres em uma sociedade não-livre”.
"Somos absolutistas anacrônicos. Vivemos sempre sob o regime do favor, dos privilégios, da não república".
"Brasil é um país oligárquico, nele os partidos também se organizam de maneira oligárquica, defendendo, sobretudo, os interesses dos chefes de famílias poderosas ou dos ajuntamentos dirigentes regionais. Aqui o programa serve apenas para legalizar a legenda junto à justiça eleitoral e nada mais. Os oligarcas (ou sua família) são longevos no poder."
"O antigo programa partidário do petismo deveria ter sido mudado, com a militância, após a Carta aos Brasileiros."
"O Brasil se coaduna com tal lado do poder absoluto: nele, valores não contam, apenas poder e dinheiro. E privilégios".
“Não existiu e não existe espaço público no Brasil para ser reinventado. Estamos ainda nas projeções de uma possível vida pública livre”.
"A estrutura do Estado brasileiro foi produzida no século XVI, em pleno absolutismo. Desde aquele período, vivemos sob o signo da diferença entre cidadania e operadores do poder".
"Os partidos brasileiros não passam de balcões negocistas. Quando surge a ideologia entre eles, é a mais regressiva e despótica possível".
"Não existe (sobretudo após duas ditaduras ferozes que ceifaram lideranças civis e impediram a experiência da invenção democrática) espaço público no Brasil".
As massas são instrumento de manobra em eleições ou campanhas contra os direitos civis. Resumindo, o feto do espaço público e democrático, no Brasil, está sempre à beira do aborto.
"É preciso incentivar a prática da população tendo em vista a partilha do político. Educar, não para o mercado como dizem os que defendem o privatismo, mas para o exercício consciente da soberania popular. Assim, é imperioso o emprego de tecnologias de ponta na educação das massas brasileiras. Precisamos democratizar a sociedade e o Estado, federalizando a suposta república brasileira".
"Precisamos reformar os partidos políticos. Se os partidos continuam como propriedades privadas de indivíduos ou grupos, eles apenas solapam as bases do sistema democrático. Nada mais".
