Ignorar
"O poder de ignorar o próximo é a ilusão mais perigosa que existe. Hoje você é o juiz, amanhã a vida te faz o réu."
"Ignorar o valor de alguém por sua condição financeira é como desprezar um livro pela capa gasta; você perde a chance de ler as lições mais profundas sobre resiliência e vida."
"Confiar no intangível e ignorar o humano é construir um palácio sobre a areia; a verdadeira vida se sustenta no solo da compaixão."
A "loucura" — no sentido planetário de ignorar valores humanos — talvez seja a única resposta lúcida para um sistema que exige que você sorria enquanto se decompõe.
"O meu império foi erguido sobre as pedras que você usou para me ignorar. Cada uma delas hoje é um pilar da minha glória, e um muro entre o meu futuro e o seu arrependimento."
As pessoas tendem a buscar conforto em ideias que as façam sentir bem, e ignorar as verdades desconfortáveis.
Prefiro sentir saudade
Prefiro sentir saudade
Do que ver você
Me ignorar.
Fingindo que sou
Apenas mais uma
Na multidão.
Que não sente
O mesmo que eu...
Esse amor tão intenso.
A saudade é
Imensa,
Eu sei...
Mas prefiro
A distância
Do que a certeza
De que prefere
Não lutar
E me esquecer.
Talvez, usando
Alguma
Mágica,
Que apague
Um amor verdadeiro.
Prefiro sentir saudade,
Mesmo que doa
E destrua os meus desejos.
Prefiro sentir saudade
A ter que vê-lo
Me dando as costas
Mais uma vez.
O invejoso curte escondido, mas na frente dos outros vira especialista em ignorar, tudo em nome de falsa superioridade.
Benê Morais
Menino Levado
Helaine Machado
Quieto demais pra chamar atenção…
perigoso demais pra ignorar.
Não promete —
faz sentir.
Não corre atrás —
faz você ficar.
E quando se revela…
já é tarde demais
pra não querer mais.
Helaine Machado
“Tragédias climáticas revelam aquilo que a sociedade tentou ignorar por décadas.” Juliana hoffmann Liska
Talvez não haja o que se esperar dos que insistem em ignorar a Complexidade e a Diversidade de um mundo habitado por mais de oito bilhões de pessoas.
Talvez, para esses, o conforto das respostas prontas seja mais sedutor do que o desconforto das perguntas profundas.
Afinal, enxergar o mundo em sua multiplicidade exige mais do que opinião — exige escuta, exige dúvida, exige a coragem de admitir que não sabemos quase nada.
Vivemos tempos em que certezas são produzidas em escala industrial, embaladas com convicção e distribuídas com a promessa de clareza.
Mas há algo de perigosamente frágil nessas verdades que não suportam nuance.
São ideias que não respiram, que não se adaptam, que não dialogam.
São muros erguidos onde deveriam existir pontes.
Ignorar a complexidade é uma forma de recusar a realidade.
É escolher versões simplificadas de um mundo que, por natureza, é intrincado, contraditório e, muitas vezes, desconcertante.
A diversidade, por sua vez, não é um obstáculo a ser tolerado, mas uma condição essencial da existência humana.
Negá-la é empobrecer a própria experiência de estar no mundo.
Talvez o problema não seja a falta de informação, mas o excesso de convicção.
Quando tudo parece tão claro, tão definitivo, perde-se o espaço do diálogo — e sem diálogo, não há aprendizado, apenas repetição.
E repetir não é compreender.
Ser contemporâneo, talvez, seja aprender a conviver com o inacabado.
É reconhecer que cada pessoa carrega um universo próprio, moldado por histórias, dores, culturas e perspectivas que nunca serão totalmente acessíveis a nós.
É aceitar que o outro não cabe em nossas categorias simplistas.
No fim, não se trata de abandonar convicções, mas de permitir que elas sejam atravessadas pela dúvida.
Porque é na dúvida que mora a possibilidade de transformação.
E talvez seja justamente aí — nesse território incerto e vivo — que ainda haja algo a se esperar de nós.
Se não te presentearam, não cobre.
Se alguém te ignorar, faça o mesmo.
Se não te convidaram, não se convide.
Se te enganaram, seja recíproco.
A vida é uma via de mão dupla, não há nada que façam que você não possa fazer pior.
Ignorar = perda de oportunidades.
Deixar pra depois = diminuir a possibilidade de acontecer.
Não impor atenção suficiente = perda total.
É comum ignorar-se a si mesmo, ser englobado, tentar fazer parte de algo ou alguém... enfraquecer-se, mantendo a firme, ilusória convicção de se haver fortalecido.
