Ignorar

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Ignorar o óbvio chamado Jesus Cristo é um erro;
abandoná-lo, então, é inexplicável.

tornar-se alguém que o próprio mercado não consegue ignorar. Livro Nietzsche para Negócios

Seria ingênuo ignorar que a mulher rural não ganhou espaço na sociedade e na própria família, através de suas lutas, reivindicações e avanços na Constituição Federal, e, talvez, seria ousado demais afirmar que, repentinamente, a mulher é autônoma, independente e velou-se de qualquer ato de dominação masculina, seja em âmbito de representação social ou na dinâmica interna da propriedade.

Não se pode ignorar que os agricultores familiares estão com mais tecnologias digitais em mãos.

Ao ignorar o outro, oportuniza-o,
o exercício da paciência,
bem como, o seu fortalecimento,
deixando-o independente de ti.

Não consigo ignorar este fato, como podem? Serei julgada como uma máquina por uma máquina.

Não adianta ignorar suas emoções, sua mente conta tudo para seu corpo.

Flávia Abib

Todos homens se tornam pó
por ignorar a transcendência.
Não se valem da dualidade
presente além da existência.
Há sim, carne depois da carne
e isso não tem nada a ver com fé mais com resiliência.
É possível Imortalizar-se nas memórias dos vivos ou através de sua descendência.

Sabedoria não é saber das coisas, é ignorar as coisas certas.

o canibal

ele não me morde
me lê com os dentes

começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.

não grito.
abro.

passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
então os braços,
que usei tanto para abraçar inimigos
e empurrar amantes.

comeu os cotovelos
da força que não tive,
o gesto que faltou,
tudo vai na mesma dentada.

depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.

e as pernas,
essas que me levaram a becos errados
e fugiram do caminho certo.
o canibal rói os joelhos,
onde dobrei demais,
e os pés,
que nunca tocaram no chão.

devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.

flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.

não resisto,
entrego.

cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.

o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.

não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.

o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.

e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas e
parafusos soltos,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.

do amor, não quer beijos
nem transas:
quer a vontade.

dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar do café,
o brilho curto do prazer rápido,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.

cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
mais eu.

quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.

o canibal limpa a boca
e vai embora.

fico.
pela primeira vez,
íntegro.

e o que ficou,
não escreve mais.

Ignorar e ignorante têm uma mesma raiz.

⁠Sabe aquela dor que você foi submetido(a) no passado? Ao invés de ignorar e se esquivar dela, use-a, para que os seus filhos naturais e espirituais jamais sintam-na. (encaraDOR).

Te confesso que não sei ignorar;
São tantas coisas para amar;
Mas sabe, deixa eu te falar:
⁠Ela brilha sorrindo ...

Ser marionete pode ser conveniente; ignorar a Constituição — como fazem alguns que claramente faltaram às aulas de Direito Administrativo e Constitucional — é no mínimo curioso. No fim, a Constituição e quem a respeita saem vencedores.

"Se não aprender a ignorar muita coisa, ninguém encontra a felicidade."

Teus olhos grandes castanhos são um convite que eu não consigo ignorar, um mistério que mexe direto com meu desejo.
Quando você chega perto, já sinto aquela tensão boa crescendo sem precisar de nenhuma palavra.
Na minha cabeça, teu corpo é um poema que me puxa sem esforço, um caminho onde eu me perco de propósito, querendo ser o verso que ainda falta em você.
Imagino cada toque como uma estrofe, cada beijo uma vírgula na história que a gente nem começou direito.
Tem algo não dito entre nós, uma malícia leve que fica no ar, deixando tudo mais intenso entre o que eu quero e o que ainda vai rolar.
Vejo tuas pintas espalhadas pela pele como uma trilha secreta que leva pro paraíso, um mapa que meus dedos querem seguir bem devagar, sem nenhuma pressa.
É um anoitecer onde nossos corpos se encontram, onde o toque vai além da pele e alcança a alma.
É uma história que estamos escrevendo juntos, onde desejo e mistério se enrolam um no outro... e eu não tenho a menor pressa de virar a página, porque sei que o melhor ainda tá por vir.

“Ignorar o sofrimento humano nunca foi neutralidade; sempre foi cumplicidade silenciosa.” - Leonardo Azevedo.

É difícil ignorar o sentimento de que, em certos aspectos, a sociedade caminha para trás quando deveria avançar. Ganha força, e com razão, a mobilização em defesa dos animais e contra qualquer forma de crueldade. Trata-se de uma pauta legítima e necessária. No entanto, essa sensibilidade seletiva suscita um questionamento inevitável: onde se insere, nesse debate, a proteção à vida humana?
Evidentemente, não se trata de estabelecer uma hierarquia simplista entre causas, nem de negar a importância do bem-estar animal. Mas há quem veja com preocupação a naturalização de decisões que envolvem a interrupção da gestação, interpretando-as como um sinal de desvalorização da vida em suas fases mais iniciais. Para esses críticos, o tema exige mais reflexão ética e menos soluções apressadas.
Sob essa ótica, o problema central não reside apenas nas escolhas individuais, mas na ausência de políticas públicas robustas que ofereçam apoio real a mulheres em situação de vulnerabilidade. Em vez de respostas que se limitem ao ato final, seria mais responsável investir em educação, acolhimento, assistência social e acesso à saúde, medidas capazes de ampliar alternativas e reduzir dilemas extremos.
Em um cenário ideal, o compromisso coletivo deveria ser com a dignidade em todas as suas formas: proteger os animais, sim, mas também assegurar que nenhuma pessoa seja deixada sem orientação, suporte ou perspectiva. Afinal, uma sociedade verdadeiramente progressista não escolhe quais vidas merecem atenção, ela se empenha em cuidar de todas.

A maldade moderna não é só ferir, é ignorar, abandonar e fingir que não é responsabilidade sua.

Ignorar quem luta por algo justo é escolher o lado errado da história, mesmo dizendo ter bons valores.