Humanidade
Se você prega humildade, se diz humilde, mas por conta do seu status, família e dinheiro que possui, precisa diminuir pessoas pobres para se sentir bem e demonstrar superioridade, tens que rever antes de tudo, a sua HUMANIDADE...
a vida é uma corrida que não é fácil caminhar
Que mesmo em movimento retilíneo nós podemos tropeçar
Mas a cada tropeço aprendemos uma coisa
Que quando estamos caídos sempre tem aquela pessoa
que nos ajuda a levantar e nos ensina ser uma pessoa boa
Esse poema foi feito pra se ler e pra quem não sabe ler escutar
e de alguma forma entender o que cada verso quer expressar
"Na noite escura, uma luz
Riscou o céu
Sinal em forma de estrela
Levando até onde
Nascia Jesus.
Na manjedoura humilde
Palheiro menor, abrigava
humana forma
do Amor Maior
Sorri a criança, o pequeno Jesus
Que trouxe esta noite
para a Humanidade
a libertação
... e a Cruz."
O problema é que herdamos das sociedades antigas o totalitarismo governamental e crenças em verdades absolutas da religiões por conta da perigosa doutrinação infantil.
Vivemos num mundo cruel, injusto e com os sofrimentos mais variados numa sociedade hipócrita, doente e tirana. O que realmente importa são os interesses pessoais, todos correm em busca de um único objetivo:
- TENHO QUE ME DAR BEM A QUALQUER CUSTO” o outro que se dane pra lá.
Relações? Que nada, somos um bando de miseráveis do nosso próprio egoísmo e egocentrismo, viramos realmente trapos de imundícia da nossa própria arrogância e bel prazer.
O amor tomou outra direção, esfriou, congelou, o homem se tornou amante de si mesmo. Eu me amo...Eu me basto...(a menos que você tenha alguma coisa pra me oferecer em troca, e assim vamos fingindo ter alguma empatia até o próximo da vez).
Tempo, o relógio pessoal de cada um, que marca e trabalha de acordo com as próprias conveniências.
Porque o tempo da consideração, do respeito, da bondade, da fraternidade, da lealdade e amizade se perderam no próprio tempo da inutilidade, do enorme vazio que o homem se tornou.
Triste desumana humanidade!
Há muito tempo,
habitou em nosso planeta um animal pavoroso.
Era um animal insano,
que todos os dias devorava um pouco de seu próprio corpo.
Um pedaço da perna,
o lombo das costas,
um rim, uma costela, um pulmão,
cada um de seus órgãos e vísceras.
Devorava-se por vezes com muito deleite,
outras vezes devorava-se com tanta fúria
que causava medo.
Era como se odiasse a si próprio,
mas em sua mente insana, irracional,
ele devorava-se para sobreviver.
Esse animal terminou por extinguir a sua espécie
por acreditar que ele era dissociado da Natureza,
mas não era.
Ele era um com a Natureza e não sabia.
Somos próximos... Ainda que a realidade pareça estar longe de ser plena e razoável a todos.
Somos... a integridade e a tessitura que soma todos nós... Eis a mistura, um caldeirão de etnias, tempera o que somos!
A retina egoísta, altruísta e anômica, o aromatizado mundo não vê passar. O coração espalhafatoso vai deixando de pulsar; falha armadura a penar.
Uma edificação de transformação social...
Um espaço de sondagens, esperança, literatura, leitura e arte.
Um balneário de contação de histórias, narrativas éticas e fábulas.
Um lócus de transformação, reinvenção e inovação de projetos e ideais.
Um gostoso cantinho de relaxamento, terapia e lazer.
Meu pedaço (trans)oceânico e chão!
Biblioteca no presídio.
Reduto corretivo, leitura é acalento.
Facilita o mediar informação para o cidadão.
E carece tê-la na mesma medida em que sente.
Ela nunca vem sozinha, traz o transformar de sinas.
E, inimiga da solidão, a biblioteca traz um rol de inspiração.
E tem compaixão, estudo, reaprender, realizar... Tudo é possível!
As unidades de informação do cárcere dão o acesso à informação.
Enfatiza a ação da unidade na mediação da leitura e da informação.
A biblioteca prisional toa uma social ferramenta, é resgate educacional do apenado.
Laboratório das leituras – metamorfoseia amplos questionamentos, plurais papeis.
Ressocializa em livros instrutivos, recreativos e didáticos – o detento, a humanidade.
A biblioteca prisional assume um papel fundamental, enreda uma missionária arte...
Com sua filosofia e vãs sutilezas, a biblioteca satiriza ogros costumes, o bem acarreta!
Busca-se bibliotecário, arquivista, museólogo ou documentarista.
Doutor, mestre ou bacharel apenas, eis um profissional de alívios e memória.
Conservador e restaurador de paradigmas, preservador ou criativista...
Alguém que provoque as bruxas, os encantos, o direito à cidadania.
Almejo construir compostos que sanam as dores da alma e garantem as fontes de informação...
Eis a saga de obter o melhor remédio, elixir mágico, fórmula perfeita de proliferar a paz...
Essa é a absoluta garantia, com a popular sabedoria, encontra-se o ser criativo e humano.
É observando as atitudes e comportamentos dos homens que busco renovar minhas esperanças. E acreditar que ainda tem humanidade.
Os que se dedicam ao esforço desinteressado pelo bem dos outros estarão, certamente, contribuindo para a própria salvação.
