Humanidade
Essa obsessão humana pela posse leva ao absurdo de alguns almejarem possuir mais felicidade. Como se fosse uma coisa que podemos comprar, clamar como nossa, consumir como uma fonte inesgotável e ter sempre como garantida.
A criatura humana é tão surpreendente, mas conte com ela, antes de mais nada, para ser apenas isso: uma criatura. Um animal sorridente, perigoso, inteligente, assustado, mas sempre agindo por uma razão - um motivo que moverá a besta em direção aos seus desejos.
Às vezes, acabo me rendendo à capacidade criativa do ser humano. Afinal, ele consegue emplacar nomes deveras sedutores para coisas de importância questionável! Exemplos? VAIDADE e INTELIGÊNCIA!
"Mãe, não há palavras pra descrever esse ser agraciado por Deus, que é responsável pela linha da vida da humanidade".
Você não pensaria que poderia matar um oceano, não é? Mas faremos isso um dia. Somos assim tão negligentes.
Apenas os animais vivem inteiramente no aqui e no agora. Só a natureza não conhece memória nem história. Mas o Homem - deixe-me oferecer uma definição - é um animal que conta histórias.
Como joias na vitrine
Imagine que você está diante de uma vitrine repleta de objetos bonitos. E admirado com a beleza desses objetos, decide levar um deles para casa. Ao chegar em casa, porém, você percebe que, mesmo tendo escolhido com bastante cuidado, o objeto que comprou não parece agora tão bonito quanto todos os outros que ficaram na vitrine. Por que isso aconteceu, se você foi tão cuidadoso? Aconteceu porque cada um dos objetos que estavam na vitrine não tinha, sozinho, todas as qualidades que todos eles tinham juntos. Cada objeto era uma pequena parte, bela, mas ainda carente da beleza maior que existia no todo. Assim, um discreto anel numa vitrine é uma joia exuberante tanto quanto um grande colar de pedras. E o colar, por sua vez, toma do anel a delicadeza que ele próprio não tem. Um pequeno livro de poemas pode ser tão imponente quanto um extenso romance, e este, ao lado do livreto, rouba-lhe um pouco de sua singela poesia. Juntos eles têm a beleza inteira daquilo que representam. Separados, têm apenas o que trazem em si. O mesmo acontece com as pessoas. Cada um de nós é um ser humano único, inteiro e, sim, insubstituível. Mas, ao mesmo tempo, uma pequena parte do que todos somos juntos: a humanidade. E aí está a beleza do ser humano: nas suas diferenças; na sua diversidade; na beleza única de cada um que constrói o todo; e, até mesmo, na insuportável sensação de incompletude que isso causa. Exatamente como as joias na vitrine. Eis que, finalmente, percebemos a existência do que não está em nós, e nos sentimos menos humanos. O mundo é repleto de vitrines, e parece, em cada uma delas, um lugar bonito e perfeito do qual não fazemos parte, onde existe tudo aquilo que não temos e que não somos. É preciso, então, olhar bem mais de perto, para enxergar cada indivíduo e encontrar, nas suas deficiências e imperfeições, a sua humanidade, e então, nos reconhecermos humanos. Somente ao nos reconhecermos humanos é que conferimos aos outros a humanidade que existe em nós, e recebemos, de cada um, a humanidade que nos falta.
Nossas ações devem ser focadas no bem, no amor e na caridade, nos mantendo sempre atentos para que sejam boas para nós, mas também para todos os seres e para o Planeta.
Você pode amar alguém profundamente, mas mesmo assim não fazer a coisa certa por ele. As pessoas têm falhas. Nós erramos muito.
A História culminou até este momento
O tempo guardou consigo minha vida
Cada passo é uma constante vitória e
Cada erro é um constante aprendizado
A apetite da morte saciou-se novamente
Ruas e avenidas, antes movimentadas por vidas
tão aceleradas e impacientes, tornaram-se um
verdadeiro deserto frio e inerte
A insignificância dessa humanidade tão desumana
fez-nos ver partir os melhores sorrisos e gargalhadas
O mundo acabou por restringir-se a um único ponto
do subúrbio sombrio do Universo desabitado de almas
Um planeta corroendo-se internamente por mágoas
O desejo de quebrar o silêncio com ruído humano constante é precisamente uma fuga do terror sagrado daquele encontro divino.
no caminho da felicidade o importante não é um riso, mas sim, após nos darmos por conta que somos humanos
Se o silêncio te incomoda; então faça muito barulho, suficiente e necessário para acordar a humanidade e mostrar a direção das mutações sociais.
Me perco nesse verso
Vejo o mundo em regresso
A decadência do ser humano
Mais deplorável a cada ano
Mentes manipuláveis
De fácil acesso
Difícil entender a situação,
a humanidade perdeu a noção.
"O aprimoramento profissional exige estarmos em constante revisão de nossos conceitos, sobretudo na área do direito em que o dinamismo das relações sociais nos põe a prova de novos desafios a todo instante.
Nada obstante, sempre guardei comigo a percepção de que é preciso estudarmos também sobre a natureza humana, a filosofia e as artes, porquanto as ciências jurídicas cuidam de pessoas e suas relações sociais, e não há como atuar de forma completa esquecendo-se desse mister, antes de ser profissional, cuide-se para ser, sobretudo, humano."
"Quem sonha em poder ajudar os pobres, almejam recompensa; quem ajuda, já está distribuindo a recompensa."
