Hora
Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.
Quando até as pulgas abandonam as cadelas da matilha, é hora de traçar uma nova rota para os cachorros.
Rio errante
O rio corre pro mar, livre em sua longa trajetória... seu objetivo uma hora alcança,
Sinuante e audaz, na eterna esperança que nunca se desfaz.
Desvios e obstáculos seu caminho traçam,
na teia da vida, as sombras o abraçam.
Cada pedra, um desafio, cada curva, uma lição...
Na busca incessante do seu destino, não deixa de entoar leve e borbulhante canto sem qualquer desencanto.
A água murmura segredos de quem sempre ficou
nos braços da correnteza, até o dia em que a liberdade suavemente ecoou.
Deságua no oceano, onde o céu encontra a terra,
misturando suas águas, a jornada enfim em segundos se encerra.
Mas enquanto houver um sonho, um fluxo a pulsar,
o rio será sempre errante, continuará sempre a esperançar.
Vou-me embora pra Pasárgada: minha Pasárgada
Estou de partida,
malas prontas...
é hora da despedida.
À cidade que me acolheu
digo adeus...
parto sorridente,
good bye a toda gente...
Nem sente,
coração ingrato...
Fato!
Verdade convincente:
saudade... meu coração nem antessente...
Lágrimas tantas derramadas...
mil sorrisos no rosto falsamente costurados...
dor profunda (in)disfarçada...
vou-me embora tão contente.
Adeus, bye bye, good bye, so long
até logo... até mais...
Mentira:
até nunca mais.
Voltar!? Jamais...
Sou "rainha e falsa demente".
Minha Pasárgada bem à minha frente
Abre as portas... abre alas... e me recebe – tão maravilhosamente eu chego contente.
Uma vida de deslumbramento do seu portão pra frente.
Deixo pra trás meu passado rasgado, pisoteado, picotado, amargurado, acabrunhado, desalmado, pra sempre acabado.
Re-ta-lha-do... propositalmente da minha mente deletado.
Rosangela Calza
Eu lembro de mim como quem lembra de uma versão antiga de um aplicativo que travava toda hora, mas eu insistia em usar porque tinha apego à interface bonita. Eu ali, regando lembrança morta como se fosse samambaia de vó, achando que bastava um pouquinho mais de atenção, um pouquinho mais de pensamento antes de dormir, que aquilo ia brotar de novo. E olha que interessante, eu sabia. Lá no fundo, naquele cantinho que a gente evita acender a luz, eu sabia que já não tinha vida. Mas mesmo assim, eu insistia. Porque aceitar o fim exige uma coragem que, às vezes, a gente só descobre depois de se cansar muito.
E eu me cansava. Me cansava de revisitar os mesmos diálogos como quem reassiste um filme esperando um final alternativo que nunca vem. Cada palavra dita virava material de estudo, quase uma tese emocional. Eu ampliava segundos como se fossem capítulos, transformava encontros curtos em histórias épicas, dignas de um diário que, coitado, carregava mais ficção do que realidade. E sim, as conversas existiram, os momentos aconteceram. Mas o que eu fiz com eles… ah, isso já era outra coisa. Eu peguei migalhas e montei um banquete imaginário.
E teve o dia do incêndio. Porque toda mulher intensa já teve um momento meio dramático de querer apagar a própria história como se fosse possível dar “delete” no que já foi sentido. Eu queimei aquele diário como quem faz um ritual de libertação, esperando que a fumaça levasse junto o que ainda pesava em mim. Não levou. Porque o problema nunca foi o papel, era o apego. Era a necessidade de continuar alimentando algo que já tinha acabado, mas que dentro de mim ainda encontrava espaço, palco, roteiro.
A dor, no fundo, era repetição. Não era nem sobre ele mais. Era sobre mim insistindo, revisitando, reabrindo uma porta que já estava fechada há muito tempo. Eu sofria não pela despedida em si, mas por não aceitar que ela já tinha acontecido. E é curioso como a mente é criativa quando o coração está resistente. Eu criava futuros inteiros com base em lembranças mínimas, como quem vê um trailer e já escreve o filme inteiro. Só que o filme nunca foi produzido.
Até que veio o ponto de ruptura. Não aquele bonito, cinematográfico, com trilha sonora e vento no cabelo. Foi um cansaço seco. Um basta silencioso. Eu escrevi. Mas dessa vez não foi para mim, não foi para o diário, não foi para alimentar a história. Foi para entregar. Para colocar um ponto final fora da minha cabeça. E quando eu fiz isso, algo mudou de lugar. Não foi imediato, não foi mágico, mas foi verdadeiro. Pela primeira vez, eu não estava mais segurando nada.
E aí veio a paz. Não aquela eufórica, não aquela de propaganda de margarina. Uma paz simples, quase tímida. De quem acorda e percebe que já não revisita mais o passado antes de escovar os dentes. De quem lembra sem doer. De quem entende que sentir não foi erro, mas permanecer presa naquilo teria sido.
Hoje eu olho para tudo isso com um respeito enorme por mim mesma. Porque não foi fácil sair desse ciclo quase poético e extremamente cruel. Mas eu saí. E sair não significou esquecer, significou parar de alimentar. Porque lembrança, quando não é regada, vira só memória. E memória não machuca, ela só existe.
E no fim, escrever foi a minha libertação. Não como fuga, mas como conclusão. Eu não escrevi para reviver, eu escrevi para encerrar. E quando eu finalmente parei de contar a mesma história, eu percebi que tinha espaço para viver outras.
Se você ainda está aí, regando o que já não cresce, talvez não seja falta de amor. Talvez seja só falta de coragem de aceitar o fim. Mas quando essa coragem chega, mesmo que cansada, ela muda tudo.
Se te derem uma hora para resolver um problema use no mínimo meia hora buscando entender se é realmente um problema, caso seja, mais metade do tempo que faltar para analisar bem ele antes de mover um só músculo.
Não alimente um leão como se fosse um cão. O leão não tem instinto de gratidão e, uma hora, ele te devora como um cão.
Quem te feriu sabe e também sabe que mulheres fortes ainda que frágeis na hora de amar ,mulheres de personalidade forte elas partem e não voltam ,mentiu enganou escondeu acusou de se fazer de vítima porque assim são os cobardes os incapazes de sentir ..
Ficava um dia inteiro sem responder ..
Marcava encontros na hora para destabilizar ,quando a pessoa pedia para o fazer no dia anterior .
Portanto isto não é querer alguém, é querer quando lhe é conveniente quando não existia mais ninguém para falar ..
Este tipo de comportamento vêm de pessoas inseguras e insesatas ..
E ninguém é obrigado a levar com a insegurança de ninguém..
Se a pessoa é meiga ,carinhosa transparente ela não merece ser colocada em segundo plano ..
Cresça primeiro trate do seu emocional antes de querer ocupar um lugar especial num coração que já foi ferido e precisa de Amor não de indecisões!
Motivação é como um isqueiro, uma hora o gás acaba... Por isso, cultive a constância e mantenha a disciplina.
A Fé Além da Porta
Ter fé é acreditar que, quando a hora divina chegar, Deus fechará a porta e removerá as paredes.
Porém, muitos que dizem ter fé permanecem condicionados, esperando que a porta se abra, sem olhar ao redor, sem confiar que Deus só trabalha com abundância — e que Seus milagres não são apenas mágicos, são extraordinários.
Não compre opiniões prontas,
Prepare as suas em casa
Porque uma hora chega a conta
E é você quem paga.
Amizade não tem hora nem lugar pra começar. Na verdade nada disso importa, o importante é que aconteça e que seja infinito
Sei bem que os tropeços são inevitáveis na vida, que uma hora ou outra,
mais cedo ou mais tarde, iremos nos apaixonar, e por fim, nos magoar. Sei
que a vida é repleta de pontos de partida e chegada. Pontos onde novas
histórias irão começar, novas pessoas irão aparecer, irão rir e chorar, irão
encontrar alguém que transforme suas vida radicalmente, como todo bom
amor que se encontra por aí. Mas depois que ultrapassa o ponto de partida, é preciso ir até o fim para ver o que te espera. Mesmo temendo,
terá que ir. Você não sabe o que verá lá, e talvez, só talvez, seja tudo o
que precise. Não fique triste, olhe para o céu e veja que o sol também está
sozinho, mas nem por isso deixa de brilhar. CARLOS
O mundo está tão perdido que, mesmo acontecendo uma tragédia na hora de um gol da Copa, o povo fecha os olhos e abre a boca para gritar GOOOL!
