Homossexuais Preconceito
Racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no Planeta.
Ninguém é igual a ninguém, logo ninguém é superior ou inferior a ninguém. O preconceito e a discriminação existem em razão da falta de informação e de orientação. O professor ao levar o aluno a olhar para si próprio e a enxergar-se como um ser único, o tornará apto a olhar o outro da mesma forma.
Passamos a descobrir o verdadeiro amor dentro da gente quando nos livramos de todos os preconceitos.
Quanto mais vivo e vejo o mundo repleto de dor, violência, preconceitos, intolerâncias, ganâncias, falta de amor, dentre outras barbaridades, ou seja, a realidade, mais me apaixono pela ficção.
Ter preconceito é achar que o mundo é feito de uma única espécie, seja humano o suficiente para aceitar a diversidade.
Tenho fobia da injustiça, do preconceito, de gente sem caráter, de não conquistar aquilo que almejo e principalmente de perder pessoas especiais. Mas esse medo não me enfraquece, pelo contrario me dá forças pra enfrentar tudo e qualquer obstaculo, pois "O mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos." (Paulo Coelho)
Meu amigo deixa eu te falar
Não deixe o preconceito te empobrecer
Não estou nem aí para quem fala e do que falam sobre mim.
Não preciso da aprovação de ninguém
E nunca vou deixar apagarem minha luz
Tenho preguiça de gente que se acha e prefiro as que me inspiram
Somos compostos por células e tecidos…
"Hoje, a Torre de Babel é o preconceito; a pluralidade religiosa não deve nos dividir, pois antes de qualquer crença, somos todos humanos e devemos nos unir com respeito e amor. Si vis pacem, para amorem — se queres a paz, prepara-te para o amor."
Quero aqui em alguns versos
Fazer também o meu protesto
Defender o meu nordeste
Do preconceito e da discriminação
Eu escolho o cordel
Por ser a linguagem mais fiel
Que representa o sertão
Pra ser sincero
não entendo a indignação
Dessa gente infeliz
Que não sabe o que diz
E só fica aí falando mal do nosso povo
Só porque não fomos baba ovo
De um presidente que a qualquer custo queria ganhar a eleição
Mas, felizmente, essa já não é mais a questão
O fato é que o nordeste sempre foi injustiçadooo
Taxado por muitos de atrasado
Lugar de gente sem noção
Mas contra isso eu digo é não
O povo aqui é tão sabido e politizado
quanto você que mora aí do outro lado… e fica falando mal do meu sertão.
Então, meu compadre, respeite o meu nordeste pois aqui tem sim cabra da peste
E se você duvidar
Pega aí
Os cabras retados da literatura, da arte, da cultura
E vamos aqui comparar
Duvido que tem aí
No seu lugar
Um Luís Gonzaga
Um Chico Anisio
Um Jorge Amado
Ou um José de Alencar
Vou nem seguir com
a Lista
Para não te humilhar
Nem vou falar de culinária, nem das praias
Que você costuma vir aqui frequentar
Mas se você tá acostumado
Com falsidade, hipocrisia
ou até mesmo com essa sua ideologia
Dá no pé e vai cantar
em outra freguesia
Porque caráter e honestidade por aqui a gente não negocia
Também não vou te Tratar com desdém
E pode até continuar banhando em nossas praias
que a gente não faz desfeita de seu ninguém
Você pode não valer um vintém
Mas por aqui, meu Compadre, o mal se paga é com o bem
O racismo não é apenas um preconceito visível; é uma ferida que se infiltra nos pensamentos, nos gestos e até nos sonhos das pessoas. Ele não se limita à discriminação aberta: muitas vezes, é silencioso, internalizado e repetido pelas próprias vítimas. O auto-racismo, por exemplo, mostra-nos como uma comunidade pode aprender a odiar a si mesma, aceitando padrões de beleza e sucesso que privilegiam outros em detrimento da própria identidade.
Em contextos como o de Namicopo, o racismo não surge apenas na relação entre negros e brancos, mas também dentro da própria comunidade negra. A valorização da pele clara, a idolatria de filhos claros e o desprezo por quem tem a pele mais escura são manifestações de um padrão social aprendido, reforçado por gerações e perpetuado por olhares, comentários e até por comportamentos de ostentação.
A consequência é profunda: o racismo interno gera insegurança, frustração e competição baseada em fatores superficiais. Jovens e adultos começam a medir o seu valor por um critério artificial a cor da pele esquecendo que a dignidade, a inteligência e a criatividade não se pintam. Quem vive sob essas regras aprende a rejeitar-se, a cobrir-se de loções, filtros e máscaras, procurando aprovação em algo que nunca deveria definir o seu valor.
O combate ao racismo, portanto, não é apenas uma luta externa, mas uma tarefa íntima de resgatar a autoestima e a consciência da própria identidade. Cada olhar de rejeição, cada comentário depreciativo, é um convite à reflexão: quem somos para nos julgarmos uns aos outros pelo tom da pele? O valor humano não se mede na cor, mas no respeito, na empatia e na capacidade de construir relacionamentos genuínos, livres de preconceitos.
Enquanto a sociedade continuar a premiar o claro e a desprezar o escuro, o racismo permanecerá como sombra persistente. Mas a mudança começa na percepção de cada indivíduo: ao aprender a valorizar-se, ao reconhecer a riqueza da própria herança e ao ensinar isso aos outros, cada pessoa torna-se agente de transformação. É na consciência e na valorização da diversidade que reside a verdadeira força contra o racismo, seja ele explícito ou internalizado.
“O linguicismo revela mais sobre o preconceito de quem julga do que sobre a língua de quem fala; valorizar todas as formas de expressão é essencial para uma sociedade justa.”
