Homenagem para meu Irmao de Sangue
Deus é quem me fortalece
Não preciso mais chorar
Mesmo em meio à tempestade
No meu barco Ele está
Na Sombra do Onipotente
Sei que posso descansar
Debaixo de Suas asas
Nada pode me abalar
Eu não guardei meu coração
E aí: Soltei a sua mão
E nesse engano, dos desejos
Minhas vontades, me deixaram em perigo...
Tu és fiel
E nisso eu me apegarei
Tu és fiel
Por isso eu me levantarei
Ele acalma o meu coração inquieto
Filho meu, não pare de adorar
Filho meu, Eu vou te enviar
As nações vão ouvir Minha voz
Através do fluir do Meu louvor em ti
Acalma o meu coração
O vento está soprando
Mas é Te adorando que venço o mar da aflição Só venço esse mundo se for em Tua Presença
Obrigada por ser esse jardim,
Que floresce e perfuma o meu viver.
A vida fica bem mais bonita assim,
Pelo simples privilégio de te conhecer.
Eu te olho de fora dessa casca vazia que vc chama de coração
Lembrando que talvez o meu diferente em suas mãos foi totalmente em vão
Te amar foi um jogo perdido
Vc fazia do meu amar o seu estar mas esquecia que *estar* vc não conseguia fazer, só fazia meu coração sofrer.
Eu te vejo de fora dessa casca vazia e te vejo como uma confusão, vc deve se olhar no espelho e só ver uma interrogação
Com meu nariz franzido
e um torto lábio apertado,
não acredito nem vendo
e nem caminhando ao meu lado.
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Depois do meu "oi",
um "quem é vivo sempre aparece!"
Mas eu nunca estive sumido,
nem mesmo aparecido.
Por fim, como eu lido?
Ah, agora sim,
dessa vez, apenas desapareci.
Juramento do Aprendiz
Juro que sempre serei um aprendiz para a vida,
Utilizarei meu trabalho para me autorrealizar,
e para promover a felicidade humana.
Prometo que vou respeitar e compreender a todos.
Serei honesto, ético e sempre trabalharei com paixão.
Amarei toda a natureza,
até mesmo sua forma mais simples,
assim como respeito o meu conhecimento.
Aprenderei com o passado,
Viverei o presente,
Planejarei um bom futuro para todos,
E sempre sentirei Deus no meu coração,
Para que todos possamos viver juntos num mundo bem melhor.
Se apito pro estúpido sua estupidez,
Ele finca firme no rito, me bica, me atrita
e desonra meu talvez.
Fui levar meu lixo na lixeira,
e no meio do caminho uma velhinha caminhava
com sacolinhas na mão, sacolinhas de lixo.
Então eu disse no capricho:
– Deixe que eu jogo fora para a senhora,
faço de bom coração.
Mas ela foi discreta:
– Não, não. Meu lixo está muito sujo, acho melhor não.
Insisti, educado, e disse:
– Senhora, seu lixo é mais limpo que o meu.
E ela, com tino, retrucou:
– Sim, sim. Mas na competição de lixos o limpo perdeu.
Impossível não sentir uma certa melancolia quando a pessoa que faz bater mais forte o meu coração me deseja apenas como amigo...
Como ser eu mesmo se a sociedade é o oposto do meu ser? Sinto-me como uma estrela em meia a escuridão.
O choro é como uma música tocada numa frequência única, que é capaz de invadir o meu espírito... Não sei por qual motivo o pronto de alguém consegue me afetar tanto...
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