Homenagem para meu Irmao de Sangue
Talvez você me conheça, pouco, porque se o meu eu fosse uma casa podemos dizer que você entrou, conheceu a sala, mas não adianta tentar entender porque eu sai pela porta dos fundos com tudo o que me define, onde você está e o que você conhece de mim não passam de cenários opacos e paredes vazias recobertas com tinta, não se engane você está em mim, eu é que fugi de mim mesmo com o que importa pra me isolar assim talvez ninguém me machuque e infelizmente não me conheça afinal as vezes nem eu sei mais quem eu sou, talvez eu seja o que ainda sustente essas paredes opacas e vazias com aquela bela pintura por fora parecendo só mais uma casa normal aos olhos de todos e desmoronando por dentro.
Ainda sim fui forte o bastante pra não te mostrar nada ruim nada desanimante, te quero bem mesmo que eu ainda esteja mal, é por isso que pintei a sala.
"Ainda me vejo sentado em minha sacada, tomando o meu café da tarde e olhando pôr do sol. Ainda vou me sentir parte da brisa fresca, confrontando a ventania de novembro."
Solidão, que companhia!
Sei que não tenho muito
Mas o meu eu
Sozinho consigo
Vive solitário
Sorrindo grato
Longe de ilusão
Possuindo paz
Desejando
Apenas
Um nada mais.
Avise que o jantar já tá na mesa
Se der errado, recomeça
Nossa peça, verso e prosa
Oh, meu bem, minha rosa
Sou alguém que ainda chora e dança
Meu santo é forte
Eu não tenho medo da sorte
Se quiser pode até tentar
Me derrubar
Vem que tem
Pode chegar
Pensamento voa longe
Para algum luar
Volta logo, não demora
Pro meu caminhar
Traz a sua mão segura
Para me aconchegar
Se eu me arrependo? Só todas às vezes em como isso poderia ser diferente e as coisas seriam do meu jeito, não sendo o jeito certo mas sendo o meu jeito.
Carícias
Anos contemplei
A saudade do meu amor.
Deveras não conhecia!
Deveras amo te amar!
31-12-2002
Sacrifico meu coração quando não permito que o toquem. Mas faço isso apenas para evitar maiores feridas enquanto as abertas não se fecham!
A Índia do meu coração
Beleza, beleza... onde estás?
Dentro, fora, em tudo, em todo lugar
Na cultura de um Povo
Em cada sorriso, em cada gesto, em cada olhar
Quero mesmo é falar da beleza de amar
Amar as cores, o vento, as plantas, os animais
O céu, a terra, o rio, o mar
O homem, a mulher, a criança
Amar o descanso e também o trabalhar
Amar a Deus, ao Universo, e nEle confiar
Amar a amizade e a ela se entregar
Amar a alegria e daixá-la irradiar
A simplicidade, o essencial, Amar
O belo ou o feio está nos olhos de quem vê
Sê belo e beleza verás
Sê confiante e força terás
Ama-te, e então poderás amar
Amar a tudo, a todos, sem hesitar
A gratidão é uma linda forma de amar:
Sê grato e pleno serás
O diferente às vezes pode assustar
Um grande exercício de transcendência
Você abre a mente, e vai para qualquer lugar
Você aprende mais sobre respeitar
Sobre o diferente acolher e aceitar
Tenho muitas coisas boas para contar...meu jardim floriu, fiz as pazes comigo e ultimamente tenho desfrutado da minha companhia, tenho vencido lutas inimagináveis...
Tenho coisas boas para contar: meu coração que estava pertubado encontrou paz e agora vive calmo dentro do peito cumprindo muito bem a tarefa que lhe corresponde BATER.
Tenho coisas boas para contar: meu sorriso que estava apagado por conta das lágrimas que eram constantes agora reluz e nele existe alegria.
Tenho coisas boas para contar: estou curando-me do descontentamento agora tenho muitas coisas para agradecer, meus fardos tem se tornando leves, minhas conquistas mais significativas.
Tenho coisas boas para contar: encontrei paz em Deus e a ele confio todas emoções alegrias e tristezas. Vá a ele também é terás coisas boas para contar
Milagre da Fé...
Meu destino erá via traçada
Nos idos de Janeiro de 1961
Partir, levando meu filho desejado
Em parto esperado, mas fora do prazo
Meus gritos não eram de dor
Eram de uma mãe que queria ter
Nos braços a vida evoluída
No ventre, até o momento do nascer
Mas vieram-me as intempéries
Tanto tempo antes do tempo certo
E sangrei, sangrei tanto e muito
Que se precipitava a vida romper seu fio
Tocou-me a face um calor de amor
E pude ouvir ao longe uma voz serena
Que me consolou e deu esperança
Reavivava na Fé, boa lembrança
Por um instante, deixei meu corpo
Ao lado do leito, fim de meu tempo
Em pé, tomada de luz, ditosa e grata
Ouvi:"devolvo te a vida e a de teu filho!"
Desde quando eu te vi, foi como uma química entre nós dois, seu mundo abalou o meu. E com isso passei a ver o paraíso que habitava em seus braços e o caminho de felicidade que seus olhos mostravam.
É na aurora boreal que meu olhar busca encontrar por um resquício do nosso passado, que foram muito além desse presente...
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