Homenagem para meu Irmao de Sangue
Hoje a Lua brilha
Sobre o meu quintal.
A luz do Sol que trilha,
Mas não deixa rastro
Sobre a escuridão.
Eu penso nas noites passadas,
Penso sobre densos nevoeiros,
Flechas atravessadas
Quando os olhos pouco viam.
Do pouco que viram,
Traduziram pouco… ou quase nada.
Um cinzeiro sobre a mesa,
A luz da Light na calçada,
Tantas diferenças,
Tênues relevâncias.
A noite flutuante
Paira sobre a noite enluarada.
Madrugada avança sobre horas de sonhos,
Meu sono acanhado,
Meus olhares, cada vez mais poucos,
Traduzindo a cada noite
Muito mais do que enxergam —
Pouco ou quase nada.
O silêncio da noite
Chega a ser maior, mais denso
E mais abrangente que a própria noite.
Até que sobre pouco:
Muita luz, muita neblina, silêncio demais.
Paz por sobre a rua,
Luz do poste, que,
Goste ou não goste, não passa da esquina.
Meus olhares cansados também não.
Edson Ricardo Paiva
"A ingenuidade foi o ralo da minha própria fundação, dando a luz do meu núcleo pra quem só traz escuridão.
A vida exige um tributo de quem ousa ser criador, se a obra custa o meu sangue, o alquimista é o cobrador.
O que toma o meu limite não me devolve a metade: encerrei os meus favores. Instalei a gravidade."
Sozinha,
calada,
em meu próprio abismo,
te vi.
Não precisou de toques,
não precisou de sentir.
Quem me dera,
quem me dera te tocar,
sentir seu cheiro entrar em meus pulmões,
sentir teu calor.
A solidão não abraça —
ela te despedaça até destruir.
Corrói a alma,
te cansa até não sobrar nada.
Mas ao te encontrar,
senti que a luz viria.
E agora?
Quem me dera,
quem me dera ouvir sua voz como música,
ver seu sorriso como uma pintura cara…
Se a solidão vencer,
procure sua luz.
Não se afogue na incerteza.
Todos temos nossa luz —
eu sou a sua?
pois você é o meu.
Só por hoje cultivo a paz interior
Só por hoje, protejo o meu coração de qualquer mágoa, julgamento ou irritação que tente roubar a minha harmonia. Escolho respirar fundo diante das provocações e responder ao caos com o meu silêncio e a minha prece. Percebo que a paz não significa a ausência de problemas externos, mas a decisão consciente de manter a alma ancorada no bem, blindando os meus pensamentos contra tudo aquilo que não edifica.
"Sorte daqueles que já morreram, Azar o meu, luto para viver e luto para não envelhecer e mesmo assim morrerei".
“Estou treinando minhas asas pra poder voar para o topo quando meu mundo virar de cabeça para baixo.”
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